![]() ![]() ![]() |
Meu perfil BRASIL, Nordeste, JOAO PESSOA, MANGABEIRA, Mulher |
|

ALGUÉM, SE NÃO VIERES
Luiz de Aquino
Eu preciso que me olhes nos olhos
e decifres a angústia
que te atrai e me tortura.
Eu preciso te dizer certas coisas
que se calaram em mim quando te vi
na manhã imprevista
e indecisa,
mas dizer estas coisas custa ânsias
incontroláveis.
Eu preciso de vez que te chegues a mim
e não me digas bom-dia
e nem me cobres os dias e noites
da nossa ausência.
Eu preciso de alguém
que converse comigo
no amanhecer.
..........
Fonte:
http://www.luizdeaquino.na-web.net/
FOLHETINS DAS TREVAS
Maria José Limeira
Eu me lembro do escuro.
De quando fechava os olhos
e contava estrelas.
De como a cabeça doía
no avanço da madrugada,
e só depois do caso passado
conseguia dormir.
Com a luz do sol
em pequenas explosões.
Eu me lembro da estação escura,
onde esperei você tantas vezes.
De como o trem avançava
com aquele grande holofote
pegando fogo e resfolegando.
E você não vinha.
Você não chegava nunca.
Eu adormecia enrolada em lágrimas
com a máquina do trem
dando pinotes dentro de mim.
Como era triste aquela espera.
Como era escura a noite
na estação vazia.
Como eram amargos os meus dias.
E como doía a ausência...
UMA VIAGEM
Otávio Coral
no abismo dos olhos
no labirinto dos mistérios
no aconchego dos gestos
no breve suspiro
vou-me esvaindo cônscio
num mergulho de paixão
UMA PAISAGEM
Maria José Limeira
No horizonte devassado,
na esquina misteriosa,
no grande beijo roubado,
na flor que se chama rosa,
há um gesto em explosão,
um futuro retardado,
uma dor no coração
de um amor hoje-passado...
PROXIMIDADE
Otávio Coral
um frêmito de espanto
explode num doce murmúrio
soprado pela distante voz
a luz da memória ilumina a ausência
DISTÂNCIA
Maria José Limeira
Tão perto e tão distante.
Parece um sonho desfeito,
abrasado pelo instante
dos lençóis onde me deito...
QUANDO MAMÃE SE TRANSFORMAR
Conto de Ademar Ribeiro
Na minha casa, ninguém se entende. Desde os tempos do útero, e, já, de muito antes (de quando nem ao menos estávamos programados, mas que guardamos no nosso mais remoto inconsciente), que engendramos uma família de mísero estigma e odiosa subserviência aos pés do mundo, lá fora, esmagador.
A minha mãe, temo, teria assassinado minha irmã com veneno no fundo do copo, no auge da sua vocação religiosa, porque Maria (era o nome da minha irmã ) só cantava hinos da sua autoria, e Mamãe tinha interesse em vender barato o pouco que era nosso, e que em casa todos deixassem entrar fácil o que vinha de fora, em forma de esmolas disfarçadas do vizinho rico, Seu Mac Donald, que morava uma quadra acima da nossa vila.
Depois que Maria morreu, eu debandei de vez, porque em casa era ela a única pessoa que entendia das coisas por si mesma, com pureza e sem distorções, e sem nunca ter freqüentado escola; a única, além de mim, que tinha vergonha na cara. Os meus outros irmãos eram todos espertinhos, mais ou menos sem moral, ladrões e cúmplices entre si (embora minha mãe nunca tivesse propriamente roubado, deixou-os render-se ao dinheiro e adotar todo tipo de tacanhice para consegui-lo) .
Quando Maria morreu (não sei bem se morreu, sua voz ainda hoje me corta) houve um lance muito sutil, com que estou certo de não me ter enganado: ninguém chorou de verdade, lamentou, convicto, ou procurou investigar a causa, como sempre se faz. Ou, se o fizeram, que fizeram, concluíram que o pozinho no fundo do copo de Maria era talco (talco, imaginem...talco). Nunca vou poder me esquecer das caras dos meus irmãos mais velhos e menores à beira do caixão (da família toda, que era enorme) refletindo o estado de frieza que a minha mãe lhes incutira contra a desditada Maria, todas as horas dos seus dias, e que naquele momento tentavam disfarçar com patética encenação. Se não me engano, até vi o lábio da Velha a tremer, como querendo sorrir, quando o caixão saiu, e, outra vez, no cemitério, quando baixou à tumba.
E muito embora ela ainda conserve, passados vários anos, retrato da menina em lugar de destaque, na parede da sala, não esquecendo as flores nas datas certas e até usando hinos de Maria no coral da igreja, quando ela toca em seu nome, eu percebo um rilhar de dentes por trás da boca carnuda e cusparenta. E se ainda menciona Maria, não é, não me engano, por saudade ou por outro qualquer atributo humano, mas por questões diplomáticas com a vizinhança e o pessoal da paróquia.
Porque Maria, quisesse ou não Mamãe, conquistou seu espaço por todo o bairro, entre outros membros de outras famílias mais evoluídas. Deixou de fora o que merecia estar de fora e foi ao encontro do que quis, alastrando-se mesmo a despeito do ódio da Velha e da indiferença da maioria dos seus. Sua única e maior fraqueza, ou coragem suprema, terá sido deixar-se matar. Bem que podia ter-se disfarçado até hoje, como eu, o bastante para presenciar o dia em que Mamãe vai se transformar, ou morrer, também, como morre, aos poucos, de podre.
TORMENTAS
Alan de Bennet
Betinho Aristheu
Zé Ferino
Maria José Limeira
Numa tosca e velha canoa
atravesso as minhas tormentas
com a ventania na proa.
(Alan de Bennet)
Nas sarnas que mundo deu.
Nos piolhos do apogeu.
Nas bobinas enroscadas.
Sob escadas cruentas.
Ventos fortes.
Comida tosca
e vida velha.
Tormentas!
(Maria José Limeira)
Minhas tormentas espanto
com u’a garrafa de cachaça,
uma mulher e um recanto.
(Betinho Aristheu)
Quanto mais homem aparece
mais a vida entontece.
Não há garrafa de cana
que dê jeito.
Amor que queima o peito
mais que sopa de polenta.
Tormenta!
(Maria José Limeira)
Minha turmenta é todo dia:
Ter qui enchê minha barriga
e dividir c’as lunbriga
(Zé Ferino)
Se vida fica azeda.
Se morte é coisa certa.
Quando coração aperta
e roupa já não me senta,
já sei.
Tormenta!
(Maria José Limeira)
POEMAS EM CONTA-GOTAS
Diracy Vieira
POEMAS A CONTRA-GOSTO
Maria José Limeira
..........
FOLIÃO
Diracy Vieira
Na imensidão do nada,
o desejo toma corpo e fantasia
e se dispersa na avenida.
DISPERSÃO
Maria José Limeira
Quando nada é mais
do que contudo,
desejo-alegoria
é carro de fantasia.
Enguiça e pára
no desfile
em avenida.
Atropela vida.
NATUREZA VIVA
Diracy Vieira
A janela aberta
o olho mirando outro olho
réstias de sol
vazando imagem a dentro,
imaculada paixão fotográfica.
VIVER & MORRER
Maria José Limeira
Ao pôr-do-sol,
resto de luz tremelica
no estertor.
Quando anoitece,
clarão ainda se despede
no último grito
de quem morre e vive...
INSÓLITO
Diracy Vieira
Devora-me
a língua culta
e a saliva afoita
a boca
de estrelas incandescentes.
MIGALHAS
Maria José Limeira
Quando eu estava
com fome,
engoli as últimas
estrelas
do meu sonho.
ESCOLHAS
Um texto de Belvedere Bruno
(Análise crítica)
Maria José Limeira
Este poema curto (curtíssimo) é um texto-relâmpago, literalmente, com o poder arrasador de um relâmpago
verdadeiro. Este poema, no meu parco entendimento, tem o mesmo poder de um palavrão, quando a gente se irrita e, de braços dados com a tal gota-dágua, explode. É surpreendente, do início ao fim, com uma solução
altamente criativa.
Conheço os textos dessa autora, que se sai muito bem na prosa, com o mesmo poder de concisão.
Mas, este poema aqui, sinceramente... Se ela nunca tivesse escrito nada, ou encerrasse aqui sua
trajetória, este poema, para mim, valeria como obra-completa.
A palavra tugúrio nunca foi usada, pelo menos que eu saiba, com tanta propriedade.
Eu posso comparar o texto aos belos escritos de Mário Quintana, que sabia usar a ironia como ninguém para
derrubar seus adversários e os problemas de sua vida.
Era curto e grosso, e sem mais delongas.
Esta minha humilde opinião.
----------
Escolhas
Belvedere
Festival e tanto
de notícia ruim...
pra me distrair
pego um dicionário,
abro uma página,
escolho uma palavra.
-tugúrio-
..........
Fonte:
oficina_literária-subscribe@yahoogrupos.com.br
TODOS OS SENTIDOS NOS TEXTOS DE CÁRMEN NEVES
Maria José Limeira
Recebi pelo correio convencional o livro de poemas “Pensando em ti...”, de Cármen Neves.
Li-o com interesse e emoção.
São textos inquietantes, enfocando o erotismo, tema dos mais difíceis, que a autora trata com todo respeito e com a maior seriedade.
Os poemas de Cármen Neves escorrem como água de riacho, numa simplicidade comovente, sem se importar com obstáculos.
Não conheço a autora pessoalmente, pois milhares de quilômetros separam o pobre Estado da Paraíba, onde resido, de Santa Catarina, onde ela mora.
Mas, isto não impede de observar que ela escreve como fala, e seus textos contam histórias.
Histórias que descrevem a nova Mulher exigindo o espaço que lhe é de direito. Nua, na cama. Ora submissa, ora dominadora, mas sempre presente.
A apresentadora da obra, Claudete Lucyk, diz que a Poesia de Cármen Neves “pouco tem de técnica, porque não é este o objetivo”.
Eu acrescento: o que falta em técnica, sobra em sentimento.
O que interessa no livro é a revelação dos sentidos e a coragem de dizer abertamente o que a maioria esconde.
Mesmo abordando tema difícil, a autora não se perde em exaltações e escândalos. Sua postura é tranqüila, de quem sabe das coisas, transmitindo-a simplesmente, sem mais delongas, como lições de vida.
O mais interessante no livro de Cármen Neves é que os poemas formam um conjunto compacto, permitindo ao leitor apreendê-los um a um, ou no todo.
Há palavras-chave que funcionam como traços de ligação, página a página: pele, olhos, boca, ouvidos, nariz, garganta, coxas, sexos, homem e mulher, como expressões de todos os sentidos do erotismo, em plena realização.
Como exemplos, cito alguns trechos dos poemas de Neves:
“Quero devorar-te com os olhos, com
as mãos e com a boca”.
“Cada segundo que passa, sinto meu corpo exalar
um desejo incontrolado por ti”.
“O toque de tuas mãos másculas, em minha pele
macia, libera o desejo que está em todo o meu ser”.
“Ficaste totalmente ao meu comando e pude usar
minhas mãos, boca, pernas, seios, em teu corpo ereto”.
“O desejo em nossos olhos é cristalino”.
“Por um instante, senti teu cheiro de homem”.
“Neste exato momento, estarei aos teus pés
ajoelhada e inteiramente submissa, sentindo toda
a tua masculinidade em minha boca”.
A novidade é que, sem intenção de mostrar erudição, e usando a linguagem mais simples, sem retoques ou enfeites, a autora consegue prender a atenção, da primeira à última página. Como caixinha mágica, que surpreende a cada instante, com um gostinho de venha mais.
(Maria José Limeira é escritora e doce jornalista democrática de João Pessoa-PB).
FOLHETINS DOS PÁSSAROS LIVRES
Maria José Limeira
..........
POMBO-CORREIO
Maria José Limeira
Cada pássaro
em vôo-livre no espaço
é um beijo de amor
que Deus pousa em mim.
..........
Depressa...
Voa depressa !
Pairei !
Parabéns !
(F. Luiz Botti)
……….
ACIMA DAS NUVENS BRANCAS
Maria José Limeira
Pairei acima do vento.
Nuvens brancas, me perdi.
Fui andar, perdi assento.
Te olhei, fiz que não vi.
BUMBO
André Chalom
bombo-correio
voa depressa
vai explodir
o meu amor
BOMBA-RELÓGIO
Maria José Limeira
Quando bomba explodiu,
no meio da multidão,
minha calcinha
caiu no chão.
Toda suja de sangue!
UMA VELA PARA DEUS
OUTRA PARA O DIABO
Maria José Limeira
Para Samuel Silva (Sam)
A Deus mandei uma vela.
Mas o Diabo me pegou.
O ódio é quem me desvela.
Mas também gosto do amor.
Parabéns para quem corre da carranca do carimbo, caramba!
(Edison Veiga Jr.)
Dormi hora e meia. No meu sonho tinha um revólver verde e quase enferrujado com o qual eu matava todas as pessoas chatas.Matei-me.
***
Um dos gnomos acordou bravo e chutou o microfone do repórter de tevê que tentava entrevistá-lo já há três dias e fazia plantão em frente ao manicômio.
Era dou-me-em-gol mas para ele todos os dias eram segundas-fúrias. O repórter insistia que eram terças-férias ou, no mínimo, quartas-frias.
- Quinta-fora! Hoje é quinta-fora!
Eu ficava no meu canto, torcendo pra que todos os dias inclusive hoje fossem mesmo é sextas-folgas. Mas era sabido.
Todo ano era coelhinho-da-páscoa-que-trazes-pra-mim. E a gnomidade louca
corria se esconder os ovos para que os ovos se mostrassem espertos rápidos e encontrassem os gnomos primeiro. Aí cada ovo se escondia onde antes houvera gnomo e a criançada
doida corria pra achar-comer ovo.
Eu enganei um bobo na casca do ovo.
Então.
Lembro-me do meu bambu do qual brotei em sua ponta esquerda. Lembro que ele
era mamãe e me contava historinhas pra boi e gnomo dormir cor-de-abóbora. O boi ficava cor-de-burro-quando-foge mas eu sempre de-abóbora. Diabo borá.
Não acredito em aniversários
***
Sabe por que chato matei-me? Porque Ana dá o cu. Porque o ânus é seu.
Porque licor de anis é bebida de gnomo. Porque anus voam feito urubus. Porque os anais da história não guardam memória. Porque animais!
Porque aniversário.
+++
Edison Veiga Jr é de Taquarituba, cursa jornalismo na Unesp-Bauru, já publicou e/ou participou de diversos livros/coletâneasde poesia/prosa e magia. Tem um blog na net(Um
espirro:http://www.un_espirro.blogspot.com/) e muitos projetos na cabeça.
LIBIDIHOUSE
Lau Siqueira
ancorado
nas alamedas escancaradas
das tuas coxas
mergulho
na contemplação
do teu corpo nudo
entrar em você é o mundo
zezé, gosto do que você escreve e digo que é poesia, sim. você tem uma tendência forte para o chamado poema-piada, imortalizado por muitos modernistas. só que o seu, vai mais para o lado erótico.
beijos, poeta.
Linaldo Guedes
..........
maria.
o poema é coice.
pétala partida-parida
na fresta dos dentes.
arregaço.
cutucão no meio da carne.
o poema é:
mario cezar
www.mariocoivara.blog.uol.com.br
ESCREVER
Maria José Limeira
Escrever é dar um tiro no escuro.
É fazer foto do etéreo e do devir.
É ver flores, onde só há monturo.
É ir embora e dizer: Estou aqui.
Escrever é para-sempre e o agora.
É quando parte sentir que inda ficou.
É rir de tudo e calar alma que chora.
É jogar com afinco, e nenhum gol.
Escrever é rimar o que não rima.
É fazer verso que não vai ser lido.
É lá de baixo gritar: Estou em cima.
Escrever é o eterno e o fugaz.
É ver na coerência o sem-sentido.
É ir embora e ainda olhar pra trás...
Minha doce Maria
Lá estive a ver teu blog, muito bem feito, diga-se, parabéns.
Do que vai pelas opiniões, cada qual tem lá o seu parecer.
Escrever para mim, não tem lá preocupações com os ditames
destes ou daqueles, pois entendo que escrever é passar adiante
aquilo que vai tocando o coração de cada um.
Certo ou errado, tanto faz.
Dentro das normas literárias ou não, tanto faz.
Mas nada pode impedir o prazer de escrever.
Mesmo que tenhamos um único leitor, aquele que leva nossos olhos.
Caso tenhamos alguns mais, ...
Aprecio o seu trabalho com muito gosto.
Um grande beijo,
LUIZ CARLOS LOPES
(Peixão89)
A PERGUNTA É A SEGUINTE:
Estive conversando ontem, por telefone, com meu amigo Ademar Ribeiro, que está frequentando meu blog todo dia. Ele fez críticas ferrenhas aos meus "folhetins", achando que não são "Poesia". Disse que, apesar de tudo, são "engraçados". Mas, não são poesia. Ademar é um crítico ferrenho muito zangado. E a opinião dele é muito importante para mim, justamente pela sinceridade e honestidade que ele usa para dizer as coisas, sem
rodeios.
O que vocês acham?
Meus folhetins não são poesia?
Ou são?
Saludos.
Maria José Limeira.
Doce Limeira:
A primeira definição de poesia que se encontra num dicionário é "arte de escrever em verso". Não basta, portanto, escrever em verso - isso qualquer um pode fazer, até com rima e métrica. Há que ter arte. Sem arte, ou um mínimo de arte, temos um texto com a forma de poema, mas sem a sua alma, a poesia, porque só a arte entende e pode traduzir a poesia em versos, ou em qualquer outra forma de expressão por isso mesmo chamada de artística.
Se alguém, no bar da esquina, diz "Eu gosto de buceta cabeluda", ninguém dirá que o sujeito é um poeta - a menos que tenha bebido tanto quanto ele.
Será que teríamos uma opinião diferente se a declaração fosse feita em versos? Por exemplo:
Eu gosto de
buceta...
cabeluda!
Só se confundirmos poesia com maneirismo.
Infelizmente, a ninguém interessam as nossas experiências pessoais, os nossos anseios individuais. Quando lemos um poema queremos experiências que possamos partilhar. Como diz José Paulo Paes (Poesia Erótica em Traduçao, introdução):
"Pois a arte faculta reviver, no plano imaginário, o essencial do que se viveu ou se aspirou a viver no plano do real: outrossim, graças à persuasividade da forma artística (e não apenas documental) em que afeiçoa as suas vivência memoráveis, o poeta permite que as partilhemos com ele como se fossem nossas."
Ou seja, se alguém gosta ou não gosta de alguma coisa, isso é, do ponto de vista da arte, irrelevante. Mas se alguém sabe expressar esse sentimento de uma forma que desperte no leitor a sensação de estar vivendo a sua experiência, isso é arte.
Um abraço,
(Di Maio)
Maria, pense num assunto polêmico, o que é ou não poesia. Eu sempre te
disse que não gosto dos seus poemas, mas sou fã de suas crônicas. Acho
que na prosa você tem a sua parcela poética carregada de sua alma, de
uma forma que prende o leitor, cativa, faz refletir e é imbatível,
dentro de sua temática. Da poesia, eu não sou muito fã. Apesar de dar boas
risadas pelo seu sempre bom humor e capacidade de brincar com assuntos
ainda tão polêmicos, considerados tabus, e rodeados, por incrivel que
pareça a essas alturas do tempo, de preconceito, como a sexualidade
humana.
Não sei ou não se é poesia. Eu não vejo como tal. Mas dos seus
improvisos e das suas trovas com os amigos, são perfeitos e eu tenho a maior
inveja pq n sei improvisar e nem fazer o "repente" que vc faz e por isso
te admiro muito.
Gosto quando vc troca trovas com os outros poetas. Mas esses curtinhos,
as vezes rimados, outras vezes de pé quebrado, eu nunca os olhei como
poesia, mas como brincadeiras suas com a palavra, pra bater na cara dos
que pensam que são e na verdade não são nada...
É o que penso.
(Dira Vieira)
Será?
O que é poesia para este seu amigo?
O que é poesia pra você, aliás o que é poesia para todos aqui?
Nada é mais deprimente que uma comunidade onde se propõe discutir poesia e os textos ter tópicos onde o único "post" é o do autor do texto.
Será que o que nós fazemos aqui é poesia??
Será que são palavras "engraçadas no papel"?
Eu acredito que é poesia sim, pode não ser a poesia que seu amigo espera, mas é. Nem precisa ser a melhor poesia pra ele. Mas mesmo assim não deixa de ser poesia.
POESIANELE!!!!!
Abração Maria.
Ahhh se alguém quiser um endereço de um lugar legal, legal mesmo. Limpinho e bonitinho eu vou ajudar...
http://massaraiete.zip.net
(Hilton Júnior)
..........
Vamos sempre rodar e rodar e rodar ao perguntar o que é poesia. Eu já nem me importo mais em o que seja poesia e o que seja arte. Mas isso é certamente porque eu não me vejo obrigado a fazer arte.
(André Chalom)
Ah...eu continuo me importando com o que seja poesia e arte. Porém, há algum tempo deixei de me importar tanto como o que os outros entendam ser poesia e arte. Talvez porque eu até ainda faça alguma arte...mas não para os outros.
(José Nunes)
..........
Vamos continuar?
Mas é importante nos situarmos para não sairmos fazendo bobagem. Sempre achei que o que fazemos aqui é poesia e, tem muita coisa boa.Tem algumas vezes que pisamos na bola. Arte é difícil de definir, mas se quisermos discutir poesia sem ficarmos rasgando seda temos que nos definir e lutar pelo nosso lugar ao sol. Conheci a Maria, grande poeta, assim numa ferrenha discussão sobre poesia. E o melhor é que nossas idéias não eram as mesmas, muito pelo contrário.
A poesia era uma m... mas a amizade e o respeito venceram a discussão e isso é que faz das coisas que fazemos importantes para nós mesmos.
Falei demais?
Abrações!!!!
(Hilton Júnior)
..........
Fontes:
oficina_literaria-subscribe@yahoogrupos.com.br
Comunidade Oficina Literária
Maria José Limeira