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ALGUÉM, SE NÃO VIERES

Luiz de Aquino

 

Eu preciso que me olhes nos olhos

e decifres a angústia

que te atrai e me tortura.

 

Eu preciso te dizer certas coisas

que se calaram em mim quando te vi

na manhã imprevista

e indecisa,

mas dizer estas coisas custa ânsias

incontroláveis.

 

Eu preciso de vez que te chegues a mim

e não me digas bom-dia

e nem me cobres os dias e noites

da nossa ausência.

 

Eu preciso de alguém

que converse comigo

no amanhecer.

..........

Fonte:

http://www.luizdeaquino.na-web.net/

 



- Postado por: Zezé Limeira às 10h56 PM
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FOLHETINS DAS TREVAS

Maria José Limeira

 

Eu me lembro do escuro.

De quando fechava os olhos

e contava estrelas.

De como a cabeça doía

no avanço da madrugada,

e só depois do caso passado

conseguia dormir.

Com a luz do sol

em pequenas explosões.

 

Eu me lembro da estação escura,

onde esperei você tantas vezes.

De como o trem avançava

com aquele grande holofote

pegando fogo e resfolegando.

E você não vinha.

Você não chegava nunca.

Eu adormecia enrolada em lágrimas

com a máquina do trem

dando pinotes dentro de mim.

 

Como era triste aquela espera.

Como era escura a noite

na estação vazia.

Como eram amargos os meus dias.

E como doía a ausência...

 

 



- Postado por: Zezé Limeira às 03h07 AM
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UMA VIAGEM

Otávio Coral

 

no abismo dos olhos

no labirinto dos mistérios

no aconchego dos gestos

no breve suspiro

vou-me esvaindo cônscio

num mergulho de paixão

 

 

UMA PAISAGEM

Maria José Limeira

 

No horizonte devassado,

na esquina misteriosa,

no grande beijo roubado,

na flor que se chama rosa,

há um gesto em explosão,

um futuro retardado,

uma dor no coração

de um amor hoje-passado...

 

 

PROXIMIDADE

Otávio Coral

 

um frêmito de espanto

explode num doce murmúrio

soprado pela distante voz

  a luz da memória ilumina a ausência

 

 

DISTÂNCIA

Maria José Limeira

 

Tão perto e tão distante.

Parece um sonho desfeito,

abrasado pelo instante

dos lençóis onde me deito...

 

 



- Postado por: Zezé Limeira às 02h59 AM
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QUANDO MAMÃE SE TRANSFORMAR

Conto de Ademar Ribeiro

 

                     Na minha casa, ninguém se entende. Desde os tempos do útero, e, já, de muito antes (de quando nem ao menos estávamos programados, mas que guardamos no nosso mais remoto inconsciente), que engendramos uma família de mísero estigma e odiosa subserviência aos pés do mundo, lá fora, esmagador.

                    A minha mãe, temo, teria assassinado minha irmã com veneno no fundo do copo, no auge da sua vocação religiosa,  porque Maria (era o nome da minha irmã ) só cantava hinos da sua autoria, e Mamãe tinha interesse em vender barato o pouco que era nosso, e que em casa todos deixassem entrar fácil o que vinha de fora, em forma de esmolas disfarçadas do vizinho rico, Seu Mac Donald, que morava uma quadra acima da nossa vila.

                    Depois que Maria morreu, eu debandei de vez, porque em casa era ela a única pessoa que entendia das coisas por si mesma, com pureza e sem distorções, e sem nunca ter freqüentado escola; a única, além de mim, que tinha vergonha na cara. Os meus outros irmãos eram todos espertinhos, mais ou menos sem moral, ladrões e cúmplices entre si (embora minha mãe nunca tivesse propriamente roubado,  deixou-os render-se ao dinheiro e adotar todo tipo de tacanhice para consegui-lo) .   

                    Quando Maria morreu  (não sei bem se morreu, sua voz ainda hoje me corta) houve um lance muito sutil, com que estou certo de não me ter enganado: ninguém chorou de verdade, lamentou, convicto, ou procurou investigar a causa, como sempre se faz. Ou,  se o fizeram, que fizeram, concluíram que o pozinho no fundo do copo de Maria era talco (talco, imaginem...talco).  Nunca vou poder me esquecer das caras dos meus irmãos mais velhos e menores à beira do caixão (da família toda, que era enorme)  refletindo o estado de frieza que a minha mãe lhes incutira contra a desditada Maria, todas as horas dos seus dias, e que naquele momento tentavam disfarçar com patética encenação. Se não me engano, até vi o lábio da Velha a tremer, como querendo sorrir, quando o caixão saiu, e, outra vez, no cemitério, quando baixou à tumba.

                    E muito embora ela ainda conserve, passados vários anos, retrato da menina em lugar de destaque, na parede da sala, não esquecendo as flores nas datas certas e até usando hinos de Maria no coral da igreja, quando ela toca em seu nome, eu percebo um rilhar de dentes por trás da boca carnuda e cusparenta. E se ainda menciona Maria, não é, não me engano, por saudade ou por outro qualquer atributo humano, mas por questões diplomáticas com a vizinhança e o pessoal da paróquia.

                   Porque Maria, quisesse ou não Mamãe, conquistou seu espaço por todo o bairro, entre outros membros de outras famílias mais evoluídas. Deixou de fora o que merecia estar de fora e foi ao encontro do que quis, alastrando-se mesmo a despeito do ódio da Velha e da indiferença da maioria dos seus. Sua única e maior fraqueza, ou coragem suprema, terá sido deixar-se matar. Bem que podia ter-se disfarçado até hoje, como eu, o bastante para presenciar o dia em que Mamãe vai se transformar, ou morrer, também, como morre, aos poucos, de podre.    

 



- Postado por: Zezé Limeira às 09h55 PM
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TORMENTAS

Alan de Bennet

Betinho Aristheu

Zé Ferino

Maria José Limeira

 

 

 

Numa tosca e velha canoa

atravesso as minhas tormentas

com a ventania na proa.

(Alan de Bennet)

 

 

Nas sarnas que mundo deu.

Nos piolhos do apogeu.

Nas bobinas enroscadas.

Sob escadas cruentas.

Ventos fortes.

Comida tosca

e vida velha.

Tormentas!

 (Maria José Limeira)

 



- Postado por: Zezé Limeira às 01h42 AM
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Minhas tormentas espanto

com u’a garrafa de cachaça,

uma mulher e um recanto.

(Betinho Aristheu)

 

 

Quanto mais homem aparece

mais a vida entontece.

Não há garrafa de cana

que dê jeito.

Amor que queima o peito

mais que sopa de polenta.

Tormenta!

(Maria José Limeira)

 

 

Minha turmenta é todo dia:

Ter qui enchê  minha barriga

e dividir c’as lunbriga

(Zé Ferino)

 

 

Se vida fica azeda.

Se morte é coisa certa.

Quando coração aperta

e roupa já não me senta,

já sei.

Tormenta!

(Maria José Limeira)

 



- Postado por: Zezé Limeira às 01h38 AM
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POEMAS EM CONTA-GOTAS

Diracy Vieira 

POEMAS A CONTRA-GOSTO

Maria José Limeira

..........

 

FOLIÃO

Diracy Vieira

 

Na imensidão do nada,

o desejo toma corpo e fantasia

e se dispersa na avenida.

 

 

DISPERSÃO

Maria José Limeira

 

Quando nada é mais

do que contudo,

desejo-alegoria

é carro de fantasia.

Enguiça e pára

no desfile

em avenida.

Atropela vida.

 

 

NATUREZA VIVA

Diracy Vieira

 

A janela aberta

o olho mirando outro olho

réstias de sol

vazando imagem a dentro,

imaculada paixão fotográfica.

 

 

VIVER & MORRER

Maria José Limeira

 

Ao pôr-do-sol,

resto de luz tremelica

no estertor.

Quando anoitece,

clarão ainda se despede

no último grito

de quem morre e vive...

 



- Postado por: Zezé Limeira às 02h36 AM
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INSÓLITO

Diracy Vieira

 

Devora-me

a língua culta

e a saliva afoita

a boca

de estrelas incandescentes.

 

 

MIGALHAS

Maria José Limeira

 

Quando eu estava

com fome,

engoli as últimas

estrelas

do meu sonho.

 



- Postado por: Zezé Limeira às 02h30 AM
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ESCOLHAS

Um texto de Belvedere Bruno

 

(Análise crítica)

 

Maria José Limeira

 

Este poema curto (curtíssimo) é um texto-relâmpago, literalmente, com o poder arrasador de um relâmpago

verdadeiro. Este poema, no meu parco entendimento, tem o mesmo poder de um palavrão, quando a gente se irrita e, de braços dados com a tal gota-dágua, explode. É surpreendente, do início ao fim, com uma solução

altamente criativa.

Conheço os textos dessa autora, que se sai muito bem na prosa, com o mesmo poder de concisão.

Mas, este poema aqui, sinceramente... Se ela nunca tivesse escrito nada, ou encerrasse aqui sua

trajetória, este poema, para mim, valeria como obra-completa.

A palavra tugúrio nunca foi usada, pelo menos que eu saiba, com tanta propriedade.

Eu posso comparar o texto aos belos escritos de Mário Quintana, que sabia usar a ironia como ninguém para

derrubar seus adversários e os problemas de sua vida.

Era curto e grosso, e sem mais delongas.

Esta minha humilde opinião. 

----------

 

Escolhas

 

Belvedere

  

Festival e tanto

de notícia ruim...

pra me distrair

pego  um dicionário,

abro uma página,

escolho uma palavra.

-tugúrio-

..........

Fonte:

oficina_literária-subscribe@yahoogrupos.com.br

 



- Postado por: Zezé Limeira às 02h04 AM
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ODORES
Maria José Limeira

Esses papéis velhos
que os ventos do passado
espalham no caminho
são flores.
Cujo perfume amargo
me sufoca.



- Postado por: Zezé Limeira às 01h57 AM
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TODOS OS SENTIDOS NOS TEXTOS DE CÁRMEN NEVES

Maria José Limeira

 

Recebi pelo correio convencional o livro de poemas “Pensando em ti...”, de Cármen Neves.

Li-o com interesse e emoção.

São textos inquietantes, enfocando o erotismo, tema dos mais difíceis, que a autora trata com todo respeito e com a maior seriedade.

Os poemas de Cármen Neves escorrem como água de riacho, numa simplicidade comovente, sem se importar com obstáculos.

Não conheço a autora pessoalmente, pois milhares de quilômetros separam o pobre Estado da Paraíba, onde resido, de Santa Catarina, onde ela mora.

Mas, isto não impede de observar que ela escreve como fala, e seus textos contam histórias.

Histórias que descrevem a nova Mulher exigindo o espaço que lhe é de direito. Nua, na cama. Ora submissa, ora dominadora, mas sempre presente.

A apresentadora da obra, Claudete Lucyk, diz que a Poesia de Cármen Neves “pouco tem de técnica, porque não é este o objetivo”.

Eu acrescento: o que falta em técnica, sobra em sentimento.

O que interessa no livro é a revelação dos sentidos e a coragem de dizer abertamente o que a maioria esconde.

Mesmo abordando tema difícil, a autora não se perde em exaltações e escândalos. Sua postura é tranqüila, de quem sabe das coisas, transmitindo-a simplesmente, sem mais delongas, como lições de vida.

O mais interessante no livro de Cármen Neves é que os poemas formam um conjunto compacto, permitindo ao leitor apreendê-los um a um, ou no todo.

Há palavras-chave que funcionam como traços de ligação, página a página: pele, olhos, boca, ouvidos, nariz, garganta, coxas, sexos, homem e mulher, como expressões de todos os sentidos do erotismo, em plena realização.

 



- Postado por: Zezé Limeira às 10h48 PM
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Todos os sentidos - 2

Como exemplos, cito alguns trechos dos poemas de Neves:

 

“Quero devorar-te com os olhos, com

as mãos e com a boca”.

 

“Cada segundo que passa, sinto meu corpo exalar

um desejo incontrolado por ti”.

 

“O toque de tuas mãos másculas, em minha pele

macia, libera o desejo que está em todo o meu ser”.

 

“Ficaste totalmente ao meu comando e pude usar

minhas mãos, boca, pernas, seios, em teu corpo ereto”.

 

“O desejo em nossos olhos é cristalino”.

 

“Por um instante, senti teu cheiro de homem”.

 

“Neste exato momento, estarei aos teus pés

ajoelhada e inteiramente submissa, sentindo toda

a tua masculinidade em minha boca”.

 

A novidade é que, sem intenção de mostrar erudição, e usando a linguagem mais simples, sem retoques ou enfeites, a autora consegue prender a atenção, da primeira à última página. Como caixinha mágica, que surpreende a cada instante, com um gostinho de venha mais.

 

(Maria José Limeira é escritora e doce jornalista democrática de João Pessoa-PB).

 



- Postado por: Zezé Limeira às 10h43 PM
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FOLHETINS DOS PÁSSAROS LIVRES

Maria José Limeira

..........

 

POMBO-CORREIO

Maria José Limeira

 

Cada pássaro

em vôo-livre no espaço

é um beijo de amor

que Deus pousa em mim.

..........  

   

Depressa...

Voa depressa !

 

Pairei !

Parabéns !

(F. Luiz Botti)

……….

 

ACIMA DAS NUVENS BRANCAS

Maria José Limeira

 

Pairei acima do vento.

Nuvens brancas, me perdi.

Fui andar, perdi assento.

Te olhei, fiz que não vi.

 

 

BUMBO  

André Chalom

   

bombo-correio

voa depressa

vai explodir

o meu amor  

  

 

BOMBA-RELÓGIO

Maria José Limeira

 

Quando bomba explodiu,

no meio da multidão,

minha calcinha

caiu no chão.

Toda suja de sangue!

 

 



- Postado por: Zezé Limeira às 04h35 AM
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UMA VELA PARA DEUS
OUTRA PARA O DIABO
Maria José Limeira

Para Samuel Silva (Sam)

A Deus mandei uma vela.
Mas o Diabo me pegou.
O ódio é quem me desvela.
Mas também gosto do amor.

 



- Postado por: Zezé Limeira às 04h24 AM
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Parabéns para quem corre da carranca do carimbo, caramba!

(Edison Veiga Jr.)

 

 Dormi hora e meia. No meu sonho tinha um revólver verde e quase enferrujado com o qual eu matava todas as pessoas chatas.Matei-me.

                                                        ***

 Um dos gnomos acordou bravo e chutou o microfone do repórter de tevê que  tentava entrevistá-lo já há três dias e fazia plantão em frente ao manicômio.

 Era dou-me-em-gol mas para ele todos os dias eram segundas-fúrias. O  repórter insistia que eram terças-férias ou, no mínimo, quartas-frias.

 - Quinta-fora! Hoje é quinta-fora!

 Eu ficava no meu canto, torcendo pra que todos os dias inclusive hoje  fossem mesmo é sextas-folgas. Mas era sabido.

Todo ano era coelhinho-da-páscoa-que-trazes-pra-mim. E a gnomidade louca

corria se esconder os ovos para que os ovos se mostrassem espertos rápidos e encontrassem os gnomos primeiro. Aí cada ovo  se escondia onde antes houvera gnomo e a criançada

doida corria pra achar-comer ovo.

 Eu enganei um bobo na casca do ovo.

 Então.

 Lembro-me do meu bambu do qual brotei em sua ponta esquerda. Lembro que ele

era mamãe e me contava historinhas pra boi e gnomo dormir cor-de-abóbora. O boi ficava cor-de-burro-quando-foge mas eu sempre de-abóbora. Diabo borá.

 Não acredito em aniversários

                                                        ***

 Sabe por que chato matei-me? Porque Ana dá o cu. Porque o ânus é seu.

Porque licor de anis é bebida de gnomo. Porque anus voam feito urubus. Porque os anais da história não guardam memória. Porque  animais!

 Porque aniversário.

                                                        +++

Edison Veiga Jr é de Taquarituba, cursa jornalismo na Unesp-Bauru, já publicou e/ou participou de diversos livros/coletâneasde poesia/prosa e magia. Tem um blog na net(Um

espirro:http://www.un_espirro.blogspot.com/) e muitos projetos na cabeça.

 



- Postado por: Zezé Limeira às 12h34 AM
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LIBIDIHOUSE

Lau Siqueira



ancorado
nas alamedas escancaradas
das tuas coxas
mergulho
na contemplação
do teu corpo nudo

entrar em você é o mundo

 



- Postado por: Zezé Limeira às 12h03 AM
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Ainda sobre meus Folhetins

zezé, gosto do que você escreve e digo que é poesia, sim. você tem uma tendência forte para o chamado poema-piada, imortalizado por muitos modernistas. só que o seu, vai mais para o lado erótico.

beijos, poeta.

Linaldo  Guedes

..........

 

 maria.

o poema é coice.

pétala partida-parida

na fresta dos dentes.

arregaço.

cutucão no meio da carne.

o poema é:

 

mario cezar

www.mariocoivara.blog.uol.com.br

 



- Postado por: Zezé Limeira às 11h37 PM
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ESCREVER

Maria José Limeira

 

Escrever é dar um tiro no escuro.

É fazer foto do etéreo e do devir.

É ver flores, onde só há monturo.

É ir embora e dizer: Estou aqui.

 

Escrever é para-sempre e o agora.

É quando parte sentir que inda ficou.

É rir de tudo e calar alma que chora.

É jogar com afinco, e nenhum gol.

 

Escrever é rimar o que não rima.

É fazer verso que não vai ser lido.

É lá de baixo gritar: Estou em cima. 

 

Escrever é o eterno e o fugaz.

É ver  na coerência o sem-sentido.

É ir embora e ainda olhar pra trás...

 



- Postado por: Zezé Limeira às 11h10 PM
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Sobre meu blog e meus folhetins

Minha doce Maria

Lá estive a ver teu blog, muito bem feito, diga-se, parabéns.

Do que vai pelas opiniões, cada qual tem lá o seu parecer.

Escrever para mim, não tem lá preocupações com os ditames

destes ou daqueles, pois entendo que escrever é passar adiante

aquilo que vai tocando o coração de cada um.

Certo ou errado, tanto faz.

Dentro das normas literárias ou não, tanto faz.

Mas nada pode impedir o prazer de escrever.

Mesmo que tenhamos um único leitor, aquele que leva nossos olhos.

Caso tenhamos alguns mais, ...

Aprecio o seu trabalho com muito gosto.

Um grande beijo,

 

LUIZ CARLOS LOPES

(Peixão89)

 



- Postado por: Zezé Limeira às 11h02 PM
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A PERGUNTA É A SEGUINTE:

 

Estive conversando ontem, por telefone, com meu amigo Ademar Ribeiro,  que está frequentando meu blog todo dia. Ele fez críticas ferrenhas aos meus "folhetins", achando que não são "Poesia". Disse que, apesar de tudo,  são "engraçados". Mas, não são poesia. Ademar é um crítico ferrenho muito zangado. E a opinião dele é muito importante para mim, justamente pela sinceridade e honestidade que ele usa para dizer as coisas, sem

rodeios.

O que vocês acham?

Meus folhetins não são poesia?

Ou são?

Saludos.

Maria José Limeira.

 

 

 



- Postado por: Zezé Limeira às 04h39 AM
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A pergunta é: - Roberto Di Maio

Doce Limeira: 

A primeira definição de poesia que se encontra num dicionário é "arte  de escrever em verso". Não basta, portanto, escrever em verso - isso qualquer um pode fazer, até com rima e métrica. Há que ter arte. Sem arte, ou um mínimo de arte, temos um texto com a forma de poema, mas sem a sua alma, a poesia, porque só a arte entende e pode traduzir a poesia em versos, ou em qualquer outra forma de expressão por isso mesmo chamada de artística.

Se alguém, no bar da esquina, diz "Eu gosto de buceta cabeluda", ninguém dirá que o sujeito é um poeta - a menos que tenha bebido tanto quanto ele.

Será que teríamos uma opinião diferente se a declaração fosse feita em versos? Por exemplo:

 

Eu gosto de

buceta...

cabeluda!

 

Só se confundirmos poesia com maneirismo.

Infelizmente, a ninguém interessam as nossas experiências pessoais, os nossos anseios individuais. Quando lemos um poema queremos experiências que possamos partilhar. Como diz José Paulo Paes (Poesia Erótica em Traduçao, introdução):

"Pois a arte faculta reviver, no plano imaginário, o essencial do que se viveu ou se aspirou a viver no plano do real: outrossim, graças à persuasividade da forma artística (e não apenas documental) em que afeiçoa as suas vivência memoráveis, o poeta permite que as partilhemos com ele como se fossem nossas."

Ou seja, se alguém gosta ou não gosta de alguma coisa, isso é, do ponto de vista da arte, irrelevante. Mas se alguém sabe expressar esse sentimento de uma forma que desperte no leitor a sensação de estar vivendo a sua experiência, isso é arte.

Um abraço,

(Di Maio)

 

 



- Postado por: Zezé Limeira às 04h31 AM
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A pergunta é: - Dira Vieira

 

 

Maria, pense num assunto polêmico, o que é ou não poesia. Eu sempre te

disse que não gosto dos seus poemas, mas sou fã de suas crônicas. Acho

que na prosa você tem a sua parcela poética carregada de sua alma, de

uma forma que prende o leitor, cativa, faz refletir e é imbatível,

dentro de sua temática. Da poesia, eu não sou muito fã. Apesar de dar boas

risadas pelo seu sempre bom humor e capacidade de brincar com assuntos

ainda tão polêmicos, considerados tabus, e rodeados, por incrivel que

pareça a essas alturas do tempo, de preconceito, como a sexualidade

humana. 

Não sei ou não se é poesia. Eu não vejo como tal. Mas dos seus

improvisos e das suas trovas com os amigos, são perfeitos e eu tenho a maior

inveja pq n sei improvisar e nem fazer o "repente" que vc faz e por isso

te admiro muito.

Gosto quando vc troca trovas com os outros poetas. Mas esses curtinhos,

as vezes rimados, outras vezes de pé quebrado, eu nunca os olhei como

poesia, mas como brincadeiras suas com a palavra, pra bater na cara dos

que pensam que são e na verdade não são nada...

É o que penso.

(Dira Vieira)

 



- Postado por: Zezé Limeira às 03h54 AM
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A pergunta é a seguinte: - Hilton Júnior/André Chalom

Será?

O que é poesia para este seu amigo?

O que é poesia pra você, aliás o que é poesia para todos aqui?

Nada é mais deprimente que uma comunidade onde se propõe discutir poesia e os textos ter tópicos onde o único "post" é o do autor do texto.

Será que o que nós fazemos aqui é poesia??

Será que são palavras "engraçadas no papel"?

Eu acredito que é poesia sim, pode não ser a poesia que seu amigo espera, mas é. Nem precisa ser a melhor poesia pra ele. Mas mesmo assim não deixa de ser poesia.

POESIANELE!!!!!

Abração Maria.

Ahhh se alguém quiser um endereço de um lugar legal, legal mesmo. Limpinho e bonitinho eu vou ajudar...

http://massaraiete.zip.net

(Hilton Júnior)

..........

  

Vamos sempre rodar e rodar e rodar ao perguntar o que é poesia. Eu já nem me importo mais em o que seja poesia e o que seja arte. Mas isso é certamente porque eu não me vejo obrigado a fazer arte.

(André Chalom)

 



- Postado por: Zezé Limeira às 03h47 AM
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A pergunta é a seguinte - José Nunes/Hilton Júnior

 

Ah...eu continuo me importando com o que seja poesia e arte. Porém, há algum tempo deixei de me importar tanto como o que os outros entendam ser poesia e arte. Talvez porque eu até ainda faça alguma arte...mas não para os outros.

(José Nunes)

   ..........

Vamos continuar?

Mas é importante nos situarmos para não sairmos fazendo bobagem. Sempre achei que o que fazemos aqui é poesia e, tem muita coisa boa.Tem algumas vezes que pisamos na bola. Arte é difícil de definir, mas se quisermos discutir poesia sem ficarmos rasgando seda temos que nos definir e lutar pelo nosso lugar ao sol. Conheci a Maria, grande poeta, assim numa ferrenha discussão sobre poesia. E o melhor é que nossas idéias não eram as mesmas, muito pelo contrário.

A poesia era uma m... mas a amizade e o respeito venceram a discussão e isso é que faz das coisas que fazemos importantes para nós mesmos.

Falei demais?

Abrações!!!!

(Hilton Júnior)

..........

Fontes:

oficina_literaria-subscribe@yahoogrupos.com.br

Comunidade Oficina Literária

www.orkut.com/

 



- Postado por: Zezé Limeira às 03h41 AM
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FOLHETINS DE LAÇOS E LUAS

Maria José Limeira

 

Quando idade se aproxima,

a noite perde luar,

o verso não tem mais rima,

sexo muda de lugar.

 

Bambeia por entre as coxas.

Sai de baixo e vai pra cima.

Língua vira coisas roxas

e desejo se sublima.

 

Não tendo mais rigidez,

o duro fica meio-mole.

Homem perde lucidez.

Sexo em mulher vira fole.

 

Mas se o corpo é fracasso,

fé ainda continua.

Mulher se enfeita com laço.

Homem insiste e beija lua.

 



- Postado por: Zezé Limeira às 02h23 AM
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FOLHETINS DO UMBIGO

Maria José Limeira

..........

 

MEU TEXTO LINDO

Maria José Limeira

 

Preparei meu lindo texto.

Azeitei bem azeitado.

Não importava o pretexto.

Poli-o de lado a lado.

Meu texto era tão lindo.

Tinha céu, amor e terra.

Tinha verso indo e vindo.

Tinha dor que nos emperra.

 

 

MINHA DOR DE UMBIGO

Maria José Limeira

 

Mas, na primeira esquina,

o livro já publicado,

veio um crítico (oh! triste sina!)

daquele bem aloprado.

Querendo implicar comigo,

tascou a botar defeito.

Deu-me uma dor de umbigo,

daquela que não tem jeito.

 

 

INVEJA MATA!

Maria José Limeira

 

Eu achei aqui na moita:

só podia ser despeito.

Quem meu texto não acoita

não me ama em meu leito.

Ah, meu umbigo sereno,

companheiro de desdita...

Cachorro não come feno.

Escreve bem quem imita.

 



- Postado por: Zezé Limeira às 05h30 AM
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ORAÇÃO

Nazaré Varella  

 

Senhor!

Não sei se sou

o que sou,

pra que vim,

Da onde vim,

pra onde vou.

Sei apenas que vim

E vim pra agradecer.

Não vim pra pedir nada

pois nada tenho pra pedir.

 

Agradeço Senhor o dia de ontem

Vivi

Agradeço o dia de hoje

Estou vivendo

Agradeço o dia de amanhã

Mesmo que ele não venha pra mim!

----------

    

MALDIÇÃO

Maria José Limeira

 

Senhor!

Disseste, um dia:

"Vinde a mim os pequeninos,

porque deles é o Reino dos Céus".

Sendo assim,

por que não os deixas

crescer em paz, no Brasil?

.......... 

Fonte:

Comunidade “Poesia“

www.orkut.com/

 



- Postado por: Zezé Limeira às 02h27 AM
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CHEGA DE SANGUE E IMPUNIDADE NA AMAZÔNIA

 

No último sábado, dia 12/2/2005, a Irmã Dorothy, missionária americana naturalizada  brasileira, foi cruelmente assassinada no Pará. O motivo? Defender a Amazônia e seus habitantes da ação destruidora de madeireiros.

Irmã Dorothy dedicou quase metade de seus 74 anos para dar voz às comunidades rurais, defendendo o direito à terra e lutando por um modelo de desenvolvimento sem destruição da floresta. Lutava para que o Estado se fizesse presente na Amazônia, denunciando inclusive o envolvimento de policiais com fazendeiros e grileiros da região. Foi ameaçada de morte inúmeras vezes.

Quantos mais terão que morrer para que medidas eficazes sejam tomadas para proteger a Amazônia e suas comunidades? Por quanto tempo ainda haverá violência causada por grilagem de terras públicas e exploração ilegal de madeira? Já faz mais de 16 anos que perdemos Chico Mendes, muitas vidas se foram em todos esses anos e a violência continua...

 

PROTESTE AGORA!

Acesse: www.greenpeace.org.br/amazonia/proteste/?=1

 

Vamos exigir do governo medidas concretas para dar um basta a essa violência e garantir um futuro sustentável e seguro para a floresta amazônica e seus habitantes!

 

Faça a diferença! Junte-se a nós!

www.greenpeace.org.br

 

 

 

 

 



- Postado por: Zezé Limeira às 11h19 PM
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Folhetins des-encontrados - 1

FOLHETINS DES-ENCONTRADOS

Maria José Limeira

..........

 

VAZIO

Maria José Limeira

 

Quando mundo ficou vazio,

encontrei chinelo velho

debaixo da cama.

E foi em passo arrastado

que percorri toda a casa

procurando coisas perdidas,

inutilidades.

 

E nem eu-mesma estava mais! 

 

 

MINHA HISTÓRIA

Maria José Limeira

 

Minha história é simples.

Tive somente um grande amor.

Caí uma vez apenas.

Tenho só um inimigo

(eu-mesma)

e nenhum amigo.

Tudo se resume

e cabe dentro

de uma caixa

de sapato.  

 

 

SOLIDÃO

Maria José Limeira

 

Solidão conta memória

de alguém

que não conversa mais

nem consigo mesmo.

E vaga a esmo,

dentro da noite,

qual lobo perdido

entre as paredes

da cidade...

 



- Postado por: Zezé Limeira às 10h16 PM
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Folhetins des-encontrados - 2

UM ADENDO

Maria José Limeira

 

Eu que te via fodendo

fiquei assim excitada.

Por que sozinho estás sendo

se estou só na madrugada?

 

 

SUB-MERSÃO

Maria José Limeira

 

Quem ancora no passado

não pesca mais peixe-boi.

Chega nos cantos atrasado.

Quer o ontem e o que já foi.

 

 

OBRI-GATORIAMENTE

Maria José Limeira

 

Todo Poeta tem musa.

Todo amor afaga e beija.

Quem está por baixo acusa.

Quem fica em cima verseja.

 



- Postado por: Zezé Limeira às 10h11 PM
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CLAMAI POR MIM, Ó SENHORES!

Maria José Limeira

 

Estou falando sozinha

no Deserto do Saara.

Não há vizinho ou vizinha.

Só a coragem e a cara.

 

Chamo por um, não escuta.

O outro faz que não vê.

Eu sou a filha da puta,

e não sei quem é você.

 

Tem gente aqui que cochila.

Rumina em hora da sesta.

Outro pensa que é argila,

fica naquela e não nesta.

 

Está se passando a hora.

Minuto dá dor de umbigo.

Quem não quiser vá embora.

Quem puder fique comigo.

 

A quem gosto dou bom-dia.

De quem não gosto dou fora.

Quem se arreta se arrelia,

e quem não levanta, gora.

 

Estou aqui, minha gente.

Vocês não sei onde estão.

Fogo aceso é esquente.

Fogo apagado é tição.

 

Falem comigo, senhores.

Segurem os paus e as pontas.

Fui à Casa de Penhores

pra poder pagar as contas.

 

Então me digam uma coisa.

Vocês de que mundo são?

Aprendem escrevendo em loisa?

Ou são cavalos-do-cão?

 



- Postado por: Zezé Limeira às 12h33 PM
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DEVANEIOS

 © Nathan de Castro

 

Não rabisquei poemas no teu colo,

mas deixei nele as marcas dos meus dentes

e foram tantas marcas que o consolo

dos beijos se faziam sempre urgentes.

 

Não naveguei canções no teu pescoço,

mas afoguei a língua nas enchentes

dos veios transbordados no alvoroço

das chuvas de cristais incandescentes.

 

Hoje, o silêncio é amigo dos sonetos

que se vestem de estrelas, sem poesia,

— Poesia é o sumo doce dos teus seios. —

 

mas neles guardo os sonhos incompletos

e cumpro a sina e solto a cantoria,

tingindo de saudade os devaneios.

 



- Postado por: Zezé Limeira às 02h08 AM
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Análise crítica

ARTE DA SALIVA

Um texto de Web_cam Poeta

 

(Análise crítica)

 

Maria José Limeira

 

Este texto lindo, “Arte da Saliva”, de Web_cam Poeta, é Poesia no verdadeiro sentido da palavra e não pode ser confundido com Prosa. É um texto que ensina a poetar, mistura corpo, alma, língua, gestos, etc., e não fica nada a dever aos grande Poetas da Língua Portuguesa. Infelizmente, o autor não usa seu verdadeiro nome, preferindo mostrar-se através de nick ou pseudônimo. Tudo neste texto se salva: forma, construção e conteúdo. O texto tem ritmo e musicalidade, drama e espetáculo, movimento, metáfora, e nada lhe falta nem lhe faltará. Um senhor texto! É a minha modesta opinião. 

(Maria José Limeira é escritora e doce jornalista democrática de João Pessoa-PB)

..........

 

ARTE DA SALIVA

Web_cam Poeta

 

Deslizo poemas de saliva

No rascunho da tua pele

Rimas profanas, estrofes abissais

O sentido profundo de um verso

Fala a língua dos teus gestos

Em convulsões gramaticais

 

Poemas recatados na tua pele sem pecado

Poemas de navalha no teu corpo sem perdão

A figura de linguagem do desejo

Fala a língua do meu beijo

Sem tradução

.......... 

Fonte:

Comunidade “Poesias&Confidências”

www.orkut.com/

 



- Postado por: Zezé Limeira às 01h45 AM
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TARAS

Maria José Limeira

 

Transar com um corvo.

Dar a mão à palmatória.

Livrar-me do estorvo.

Ser fracasso, e não glória.

 

Não ter medo da verdade.

Escrever linda Poesia.

Dar adeus e sentir saudade.

Enfrentar a luz do dia.

 

Gritar o meu protesto

ante pelotão armado.

Ouvir dizer que não presto.

Beijar-lamber meu amado!

..........

 

Fonte:

Comunidade “Encaixe perfeito”

www,gazzag.com/

 



- Postado por: Zezé Limeira às 05h38 AM
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NAU DOS INSENSATOS

Maria José Limeira

 

Neste barco de insanos,

que a vida engendrou,

somamos os desenganos,

rimamos amor-e-dor.

 

Nesta nau dos insensatos,

sobram primas e bordões.

Rimamos atos-e-fatos,

versos presos em cordões.

 

Rimas pobres? Rimas ricas?

Que importa quem somos nós?

Seremos trompas ou picas?

Eu, tu, ele, nós e vós...

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Fonte:

Comunidade "Nau dos Insensatos"

www.gazzag.com/

 



- Postado por: Zezé Limeira às 05h32 AM
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MEU SEXO

Hilton Junior

 

Pedem a pornografia

Dou-lhes a arte no papel

Faço minha Dama gemer

E de orgasmo atingir o céu

 

Em seus gritos de prazer

Chama o meu nome

Diz: venha me fazer

Dê-me sua coisa enorme

 

Mas de pornografia

Meu sexo padece

A Dama vira de lado

E o céu escurece

 

Não deixo pra traz

Pego em sua cintura

Faço sexo voraz

Levo minha Dama à loucura 

Venham ver em http://massaraiete.zip.net

 



- Postado por: Zezé Limeira às 05h16 AM
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UMA COISA ENORME

Maria José Limeira

 

Na noite de núpcias,

em plena lua-de-mel,

a noiva assustou-se

(e muito!)

quando viu a coisa

grande.

Saiu correndo,

pelo meio da rua.

E o noivo nu,

em plena perseguição.

Ela voltou

pra sua antiga casa,

onde chegou gritando:

-Maaiiêê!!!

Vem veeeerrr!!!

 



- Postado por: Zezé Limeira às 05h02 AM
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Uma ciranda poética interessante

Sei não - Di Maio

Sei sim - Maria José Limeira

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Deve ser bom ter certeza

De alguma coisa na vida;

Me encanta quem tem firmeza

E afirma bem convencida:

(Di Maio)

 

 

De certeza certa mesmo

eu sei o que ainda vem:

um ponta-pé sob a mesa,

e o adeus do meu bem.

(Maria José Limeira)

 

 

Sabes do que ainda vem,

De que te adianta, então?

Insistes em que é teu bem

quem te causa aflição.

(Di Maio)

 

 

De amor muito se sofre.

Quem não tem dor é maior.

Segredo guardo no cofre.

O infeliz dorme só.

(Maria José Limeira)

 



- Postado por: Zezé Limeira às 09h26 PM
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Todo isso é assim,

Todo aquilo é assado;

Tudo de um só jeito, enfim,

bem medido e bem somado.

(Di Maio)

 

 

O que é medido tem sobra.

O que é somado tem jeito.

Todo buraco tem cobra.

Todo bem é meio mal-feito.

(Maria José Limeira)

 

 

Nem todo buraco tem cobra,

Nem todos são tão azarados;

Achar mal feito em toda obra -

eis a sina dos mal amados.

(Di Maio)

 

 

Quem caça tem que ter cão.

Pois o gato não lhe serve.

Quem ama tem coração.

Quem tem paixão queima e ferve.

(Maria José Limeira)

 



- Postado por: Zezé Limeira às 09h20 PM
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Sonhador incorrigível,

sou atento ao pesadelo;

Aquele monstro terrível

vem da alma, é um apelo.

(Di Maio)

 

 

O monstro às vezes é sonho.

A fada nem sempre existe.

O ridículo é bisonho.

Quem mais quer nunca desiste.

(Maria José Limeira)

 

 

Não descartes o que é sonho

dizendo: "Não é real."

O ridículo e o bisonho

são o teu bem e teu mal.

(Di Maio)

 

 

Do sonho tiro desejo.

Do real nada aproveito.

Do amor quero mais beijo.

Amor só presta no leito.

(Maria José Limeira)

 



- Postado por: Zezé Limeira às 09h13 PM
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E o tal amor mal amado?

É mesmo uma danação!

Ninguém aguenta, coitado,

tamanha contradição.

(Di Maio)

 

 

Dentro do sim, meu não.

Bem e mal: modo contrário.

No talvez, a ilusão.

No meu viver, relicário.

(Maria José Limeira)

 

 

Se atravessas o espelho

para viver ao contrário,

diante de ti me ajoelho -

e beijo-te o relicário.

(Di Maio)

 

 

Relicário não adianta.

Sempre fica onde está.

Quem gosta de mim me canta.

Beija-me naquele lugar.

(Maria José Limeira)

 



- Postado por: Zezé Limeira às 09h08 PM
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A todos os contistas

Editora publica contos de escritores iniciantes 2/8/2005 4:23 PM

A Andross Editora lançará uma antologia com contos de vários autores em abril/2005. Para tanto, está selecionando obras com até 6000 caracteres. “Vejo essa antologia como uma excelente oportunidade para escritores iniciantes terem seus trabalhos publicados. O fato de não haver custo para o autor é, sem dúvida, um ponto positivo da publicação.”, disse Vinícius Andrade Neves, um dos escritores que colaboraram com suas obras.

Se você tem algum texto que queira publicar em nossa coletânea, envie-o para nós. Dê esse primeiro passo para tornar sua obra conhecida. www.andross.com.br  

  ..........

 

Obrigada... 2/8/2005 7:24 PM

Acho da maior importância esta informação, que publicarei em todas as listas do egroups onde sou cadastrada, e principalmente na lista contistas paraibanos da qual participo. Publicarei também nas comunidades orkut (Oficina Literária) e gazzag (Eróticos & Sensuais), que abri para discutirmos textos eróticos e pornográficos. Saludos! Maria José Limeira.

..........

 

Fonte:

Comunidade “Poesias & Letras”

www.orkut.com/

 

 



- Postado por: Zezé Limeira às 03h49 AM
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De seda e cetim

Aguardo ansioso

o cair do pano.

 

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De seda e cetim

(F.Luis Botti)

 

Desejos que surgem, o nada.

Atuações de coisa alguma em

canções efêmeras e platéia atenta.

 

O espetáculo do vazio sucumbe

mas insiste.

 

Silêncio...  

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DESEJOS

Maria José Limeira

 

Desejos que mais desejo

são a púrpura do beijo,

o roçar entre lençóis,

ouvir nossa própria voz

e ficar lânguida e feliz,

na cama,

depois do caso passado...

..........

Fonte:

Comunidade “Poesias & Letras”

www.orkut.com/

  

 



- Postado por: Zezé Limeira às 03h44 AM
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Traiu? Não traiu?

Temos nosso amigo Wellington preocupado com Literatura, e com uma pergunta
pertinente, dentro do nosso contexto. Faz muitos anos que li a obra completa
de Machado de Assis, o maior estilista da Lingua Portuguesa, no meu parco
entendimento. Era um escritor ronhento, feroz, alucinado, e isto é o que
mais me agrada nele. A discussão que Wellington propõe é de conteúdo, e não
de forma como me agradaria mais. A pergunta se alguém traiu alguém ou não é
própria das províncias, onde as comadres mal-amadas ficam olhando a vida
alheia e se perguntando se fulaninha bota chifre no marido, e porque passa a
noite na rua e dorme durante o dia... Ah-ah! Vamos ver, minha gente, quem
responde esta? Saludos. Maria José Limeira. (Hoje eu estou de ressaca,
embora não tenha ingerido um grama de álcool, porque faz mais de 10 anos que
parei de beber...)
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Dom Casmurro. Traiu?

Pessoal.
Esta mensagem esta sendo postada para varias listas de literatura e poesia.
Em algumas delas acabei de fazer inscriçao e ainda nao me inteirei do
espirito das discussoes que rolam.
Se porventura o assunto aqui resvala do espirito das listas mais recentes,
queiram me descupar e me orientem para que eu nao continue a cometer
eventuais desliezes.
Vamos ao assunto: Ao ensejo do carnaval, reli o festejado Dom Casmurro.
Desta vez, foi uma leitura ainda mais atenta que a primeira, ha algum tempo.
Pois bem. Gostaria de propor uma discussao: Capitu teria traido, ou nao, o
velho Bentinho? Por que sim e por que nao?
Ja vi na internete que ha muitos textos e ate teses universitarias acerca de
Dom Casmurro. Se alguem tiver copia e quiser me mandar, ficarei
profundamente agradecido.

feliz quarta-feira de cinzas

Postado por
Wellington Farias
#icq 24168695
Joao Pessoa - PB
O ponto mais oriental das Americas




 



- Postado por: Zezé Limeira às 03h38 AM
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FOLHETINS BANAIS

(Day Moraes / Maria José Limeira)

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Folhetins do meu passado,

vou deixando nas esquinas,

pouco a pouco devorados,

por dragões da minha sina....

(Day Moraes)

 

Passado, página virada.

Presente, dor atual.

No passado, palhaçada.

No presente, carnaval.

(Maria José Limeira)

 



- Postado por: Zezé Limeira às 02h41 AM
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Vociferam bravamente,

contra os flahs do futuro,

perseguindo impertinentes,

meus desejos mais ocultos...

(Day Moraes)

 

Nos mais ocultos desejos,

brilho na escuridão.

E nos mais claros ensejos,

uma dor no coração.

(Maria José Limeira)

 



- Postado por: Zezé Limeira às 02h38 AM
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São a sombra e acompanham,

meus passeios de esperança.

No semblante onde desenham,

seus borrões de insegurança...

(Day Moraes)

 

Não há no mais claro dia

lugar que resguarde dor.

Quando chega nostalgia,

o claro muda de cor.

(Maria José Limeira)

 



- Postado por: Zezé Limeira às 02h34 AM
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Quem me dera, ter agora,

o poder da regressão,

libertando, sem demora,

quem doasse um coração...

(Day Moraes)

 

Um coração não se acha

assim a troco de nada.

Quem ama nunca se abaixa.

Quem não ama desce escada.

(Maria José Limeira)

 



- Postado por: Zezé Limeira às 02h31 AM
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Vendo as máscaras caindo,

no caminho a decifrar.

Das verdades ressurgindo,

desnudando um certo olhar...

(Day Moraes)

 

Não existe sinceridade

em quem usa duas caras.

Ou bem sofre de saudade.

Ou tem doenças mais raras.

(Maria José Limeira)



- Postado por: Zezé Limeira às 02h27 AM
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Vida de barata - Tradução - 1

VIDA DE BARATA

El Fantasma Bet (Argentina)

 

(Tradução: Maria José Limeira)

 

Estou sempre escondido

ainda que às vezes deixe ver minhas antenas

ao teu olhar.

Sabes que habito a escuridão

dos lugares úmidos

cheios de desejos

que roubo pouco a pouco

e sempre do teu casulo.

Nunca que tua pisada me alcance

Todos me chamam lentidão

mesmo que eu suplique misericórdia

e, por que não dizê-lo, um pouco de carinho.

Revelo-me contra o veneno

que cada vez me faz mais forte

resistindo até mesmo ao líquen atômico

como soldadinho.

 



- Postado por: Zezé Limeira às 10h46 PM
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Vida de barata - Tradução - 2

 Tenho um belo plano.

Vou chegar a  um metro e noventa

deixar a barba crescer

(um porte intimidante será conveniente)

e aparecer de repente em tua cozinha.

Vás desmaiar

(antes, são necessários

gritos histéricos de praxe).

Hehehe... Dar-te-ei um beijo.

Se eu não virar Príncipe Encantado,

pelo menos te transformarás

em barata também...

 



- Postado por: Zezé Limeira às 10h42 PM
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Vida de cucaracha - Texto original - 1

VIDA DE CUCARACHA

 

 Estoy siempre escondido

 aunque a veces asomo mis antenas 

 por tu rejilla.

 Sabes que soy habitante de la oscuridad

 dentro de lugares húmedos

 llenos de desechos 

 los que robo poco a poco

 puntualmente de tu tacho.

 Espero tu pisada que nunca me alcanza

 todos la llaman lentitud

 aunque sospecho misericordia

 y porque no decirlo, algo de cariño.

 Me revelo contra el veneno  

 que cada vez me hace más fuerte

 hasta resistí al hongo atómico

 como un soldadito.

  



- Postado por: Zezé Limeira às 10h38 PM
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Vida de cucaracha - Texto original - 2

 Tengo un magnífico plan

 voy a crecer hasta el metro noventa

  a dejarme la barba

 (un porte intimidante es conveniente)

 y aparecer de golpe en tu cocina. 

 Te vas a desmayar,

 (antes son necesarios 

 unos gritos histéricos de rigor).

 Je, je. te voy a dar un beso

 si no me vuelvo príncipe 

 al menos te vas a volver cucaracha. 

 

 El Fantasma Bet

 



- Postado por: Zezé Limeira às 10h36 PM
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LOBA

(Luiz de Aquino)

 

Às luzes da noite, artificiais,

piscam fogos

de artifício; é festa

e é longe.

 

A memória guardou imagem:

um lobo da noite

inquieta-lhe a alma

e o sono.

Ah, mulher! Ser mulher.

Mulher solitária,

Bípede loba

e faminta.

Deita-se, não quer os fogos

coloridos. Prefere o que lhe nasce

em baixo, do sangue,

e ferve.

É nua, a mulher;

em lençóis de bons odores,

macios e cálidos,

acaricia-se

 

A mão esquerda afaga

seios sobre o fôlego arfante;

os dedos intumescem-lhe

ávidos mamilos.

A outra, destra, esperta,

afaga pentelhos; e, ágil,

excita-lhe o grelo.

Do fundo, a fonte

regurgita a seiva quente

à espera do lobo

ainda ausente.

..........

http://www.luizdeaquino.na-web.net/

 



- Postado por: Zezé Limeira às 04h56 AM
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MAIS FRASES CÉLEBRES

(Seleção: André Chalom)

 

Em resposta à Maria Limeira, aqui vai a auto-ajuda do Chalom... Aproveitem, hoje eu tou cobrando baratinho! =P

 

Momentos de reflexão

 

"Nunca tive problemas com droga. Só com a polícia..."  -- Keith Richards

"Jamais diga uma mentira que não possa provar." -- Millor Fernandes

"O meu clube estava à beira do precipício, mas tomou a decisão correta: Deu um passo à frente." -- João Pinto (jogador do Futebol Clube do Porto, de Portugal)

"Democracia é quando eu mando em você, ditadura é quando você manda em mim." -- Millor Fernandes

"Não é que eu tenha medo de morrer. É que eu não quero estar lá na hora que isso acontecer." -- Woody Allen

"Errar é humano. Culpar outra pessoa é política." -- Hubert H. Humpherey

"Há tantas coisas na vida mais importantes que o dinheiro! Mas, custam tanto!" -- Groucho Marx

"Se meus inimigos pararem de dizer mentiras a meu respeito, eu paro de dizer verdades a respeito deles." -- Adlai Stevenson

"Pessimista: alguém que se queixa do barulho quando a sorte lhe bate à porta." -- Farmer's Digest

[Quando lhe perguntaram se não daria 1 milhão de dólares para transar com estrelas como Xuxa ou Vera Fischer]: "Adoro todas elas, mas não pago mais que a tabela." -- Tim Maia

"Comecei uma dieta, cortei a bebida e comidas pesadas e, em catorze dias, perdi duas semanas." -- Joe E. Lewis

E agora eu paro de falar! Juro! --André Chalom

..........

Fonte:

Fragmentos de uma mente em ebulição

sábado, 5 de fevereiro de 2005

http://fragmentes.weblogger.com.br

 

 

 



- Postado por: Zezé Limeira às 01h14 AM
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Um Poema de Ademar Ribeiro

Este é Ademar Ribeiro, poeta paraibano, avesso às badalações, que responde à sua angústia com Poesia. Saludos. Maria José Limeira.

..........

 

POEMETO DE NATAL

Ademar Ribeiro

 

Eu mato falsos poetas

como a reféns na guerra fria.

 

Morro junto com as últimas palavras

mijando nas suas metáforas vazias.

 

Meu poema

vira arma.

 

Explodo textículos,

a porra.

 

Fodo

com

sua

poe

sia.

 



- Postado por: Zezé Limeira às 11h40 PM
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Contato sem telefone.

(Marco Bastos)

 

Para Maria José Limeira

 

Ave-Maria, Maria tão cheia de graça.

Tem outra coisa que se chama telefone.

Tem aparelho, aparelho com outro nome,

que é diferente de ser, orelhão de praça.

 

Não sei se o poeta da praça é vadio,

ou se para ele a vida está por um fio.

sei que não passa fome, sei que não passa frio,

e a mulher dele por sorte, entra no cio.

 

Não sei também se faz bem, loas boas e trovas,

ou se só fez essas que tu agora reprovas.

Se sapato engraxa por lá, não se entreva; 

se enleva com trovão, sem telefone, com tato.

 

 

 



- Postado por: Zezé Limeira às 01h00 PM
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Mais ditadura - Líria Porto

meus sonhos tão inocentes
tuas vontades espúrias
nem bem eu mudara os dentes
impuseste-me a dita dura

eu brincava de boneca
metias-me o teu porrete
machucavas minhas pernas
o sangue vinha em filete

foi assim foi muito triste
jamais te quis esconjuro-te
de medo quase morri
pior que tu nem o escuro

líria porto


 



- Postado por: Zezé Limeira às 04h24 AM
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CANTIGA DE MEIO-DE-RUA

Maria José Limeira

 

O telefone: sem fio.

Cantiga: meio sem graça.

É melhor ouvir vadio

fazendo verso na praça.

 

O trovão já enxugou.

O gato meio esquivo.

É melhor fazer amor

entre o bordado e o crivo.

 

Enforcar toda a rotina.

Estender o feriado.

Dar um basta na má sina

para não sofrer dobrado.

 



- Postado por: Zezé Limeira às 02h57 AM
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A-PAGÃO

Maria José Limeira

 

Para Antonio Carlos de Menezes

 

Enrolei bandeiras do passado.

Dei vários tiros no escuro.

Tolerei o que era intolerado.

Dei salto grande no futuro.

 

Caprichei na fantasia côr-de-mel.

Enfeitei maracá, deitei na esteira.

Penteei cabeleira, onde pus gel.

Dormi ontem, acordei na quarta-feira.

 

Todo sonho mal-sonhado é pesadelo.

Todo amor mal-amado é danação.

Mal de quem vê e se recusa a vê-lo

é enganar mente e perder coração.

 

Tudo que aqui conto foi somado,

como tudo que conto bem medido.

O bom de toda história é o encantado.

O fim de todo sonho é o sucedido.

 

 



- Postado por: Zezé Limeira às 02h53 AM
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MARUJO

Um texto de Líria Porto

 

(Análise crítica)

 

Maria José Limeira

 

Este texto de Líria Porto, "Marujo", tem a simplicidade e o despojamento de outros poemas desta autora que conheço.

A autora mantém a coerência de seus trabalhos anteriores, usa linguagem corrente, e vai construindo uma obra sem preocupação com a técnica, mas esbanjando sentimentos.

Sem coração, não há Poesia, é o que eu penso.

Embora usando lugares-comuns, como sol, estrelas, peixes, sereias, etc., a autora compõe uma sinfonia que se abre à primeira leitura, dizendo logo  a que veio.

O eu-lírico descobre o fugaz no relacionamento humano e enseja um discurso de solidão.

 

(Maria José Limeira é escritora e doce jornalista democrática de João

Pessoa-PB).

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marujo

 

líria porto

 

quando as águas te levarem

e eu ficar

não quero o sol

que ele te aqueça

não quero a lua

seja ela tua

não quero as estrelas

debruça-te na proa para vê-las

não quero os peixes

não quero as ondas

sequer quero as sereias

só quero que de mim

tu não te esqueças

que voltes logo

que não me deixes

e que me beijes

à beira do cais...

 



- Postado por: Zezé Limeira às 11h13 PM
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Folhetins da Ditadura - 1

FOLHETINS DA DITADURA

Rogério Santos / Maria José Limeira

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PORÕES DA DITADURA

Rogério Santos

 

Uma agressão que persiste

Na mais fina película

Cateterismo ao limite

Arrombando a veia aorta

 

Lingua presa, boca morta

Por exótico, o banido

Crú, erótico; o bandido

Troca o dia pela noite

 

E a noite, a noite longa

Como um veio de lombrigas

Alugou nossas barrigas

Até cagarmos aos montes

 



- Postado por: Zezé Limeira às 05h19 AM
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Folhetins da Ditadura - 2

De tanto berrar aludidos

Viramos do avesso o cúpido

Fazendo palitos com a seta

Até nascermos bons cabritos

 

Fazendo do sexo caneta

Um riste por continência

Que não dá trégua ao poder

Por mais que seja abusivo

 

A luta refez a poesia

E praguejou essa vala

Chumbando a boca da censura

Com uma grande dita dura

 

E a tirania sucumbiu

Seviciada, engolindo

Arregaçando seus porões

Para o prazer do Brasil  

 



- Postado por: Zezé Limeira às 05h14 AM
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Folhetins da Ditadura - 3

OS TACÕES DA CAVALGADURA

Maria José Limeira

 

Tinha um general burro:

dava coice e soltava ôvo.

Que dizia assim: - Eu turro!

E tenho ódio de povo!

 

Os generais já passaram.

Graças a Deus e a nós.

Mas ainda aqui ficaram

a Primeira Dama e o Porta-Voz!

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Fonte:

Comunidade “Poesias & Letras”

www.orkut.com/

 



- Postado por: Zezé Limeira às 05h08 AM
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FOLHETINS MASCARADOS

Maria José Limeira

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MÁSCARAS

Maria José Limeira

 

Escondi a minha face

entre as dobras do tecido.

O caçador que me cace

também sairá ferido.

 

 

HIPOCRISIA

Maria José Limeira

 

Por cima, casa caiada,

janela e vaso de flores.

Por baixo, pele lanhada,

hálito ruim e maus odores.

 

 

POR DEBAIXO DOS PANOS

Maria José Limeira

 

Na capa, honestidade,

moralismo, prataria.

No real, mendicidade,

que até cego desconfia.

 

 

FALSO MORALISMO

Maria José Limeira

 

Terços e rezas por fora,

confraria, padre e missa.

Quando chega certa hora,

surge uma falsa noviça.

 

 

CUIDADO COM O BOTE!

Maria José Limeira

 

Gato calado tem zelo.

Faz ron-ron e diz mu-munha.

Mas, se mexem no seu pêlo,

dá o bote e esconde a unha...

 



- Postado por: Zezé Limeira às 02h30 AM
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Um poema bonito de André Ricardo Aguiar

POMARES NO DESERTO

André Ricardo Aguiar

 

Colinas de brancura

e alpes arredios

esses teus seios

em que a língua secreta

parece reter

quase doendo

a ponta inesperada da alma

cavalgando em nudez

os delírios do orvalho

e as rosas em convulsão.

 



- Postado por: Zezé Limeira às 12h04 AM
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FOLHETINS PORNOGRÁFICOS

Maria José Limeira

 

Minha rima anafilática.

Meu verso, maldito seja.

Ah, poesia pornográfica!

Peraí e teje presa!

 

Meu poema encarcerado.

Minha palavra cassada.

Meu estro amordaçado

Minha nudez censurada.

 

Minha fome a pão e água.

Minha sede de Justiça.

O amor em mim deságua

um grito que a dor atiça.

 

Meu sonho tão democrático.

Meu real tão dissabor.

Meu poema problemático.

Meu verso amor-e-dor.

 

Meu mal que não tem mais cura.

Minha luva perfumada.

A força da ditadura.

Minha lua espedaçada.

 

Minha voz nervosa e triste.

O meu olhar abelhudo.

Meu desejo inda resiste

no meu sexo cabeludo...

 

 

 



- Postado por: Zezé Limeira às 07h48 PM
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FRASES CÉLEBRES

 (Seleção: Maria José Limeira)

 

 As discussões não durariam muito tempo se o  erro  estivesse só de um lado. (La Rochefoucald).

 A vingança nos torna iguais a nosso inimigo; o  perdão nos torna superiores a ele. (Bacon).

 Quem caminha descalço não deve plantar  espinhos. (Herbert)

 As palavras que nascem da mente são como muro;  as  que brotam do coração são como uma ponte.  (Provérbio eslavo).

 A linguagem da verdade é simples. (Albert  Scheitzer).

 Os homens não podem ser todos grandes. Mas  podem  ser todos bons. (Confúcio).

 Não atireis pérolas aos porcos, para que não as  calquem sob os pés e, voltando-se contra vós,  vos  despedacem. (Jesus Cristo).

 Quando estamos sozinhos e distantes, os Nãos  doem  mais. (Anônimo).

 Cada Não que eu ouvir me trará para junto do  Sim.  (Og Mandino).

 Se quiser ter sucesso, você deve aprender a  conviver com o fracasso. (Og Mandino).

 Muitas vezes destruímos nossos desejos,  simplesmente porque nos concentramos na  impossibilidade de realizá-los. (David J. Schwartz).

 O mundo não seria o mesmo sem os otimistas. (Miguel Angel Cornejo).

 Quem com lobos anda aprende a uivar, e quem se  junta com bois aprende a mugir. (Ditado  popular).

 Todos  nós sonhamos com alguma coisa, mas  poucos  rendem-se a esse sonho.  Em vez disso, o  matamos.  (David J. Schwartz).

 



- Postado por: Zezé Limeira às 02h15 AM
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Mais frases célebres

 É preferível ceder o caminho a um cachorro do  que  ser mordido por ele disputando-lhe um direito.  (Abraham Lincoln). 

O que qualquer outra pessoa diga ou faça não  pode  realmente aborrecê-lo ou irritá-lo, a menos que  você o permita. (Joseph Murphy).

 As únicas pessoas que nunca falham são aquelas  que nunca tentaram. (Og Mandino).

 

 Nunca se esqueça de que quando uma pessoa se  julga derrotada é porque já o está. (Alberto  Montalvão).

 

 A vida que você leva foi criada por você. (Lair  Ribeiro).

 O passarinho não canta porque está feliz. Ele  está feliz porque canta. (Williams James).

 

 Se você não gosta de você mesmo, como vai  convencer os outros a  gostarem? (Lair Ribeiro).

 

 Quando crescer, quero ser criança. (Joseph  Meller).

 

 Sou a favor da Censura. Afinal, fiquei rica por  causa dela. (Mae West).

 

 Se alguém era estúpido o suficiente para me  oferecer um milhão de dólares para fazer um  filme, eu não era idiota para recusar.  (Elizabeth  Taylor).

 

 



- Postado por: Zezé Limeira às 02h11 AM
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BIOGRAFIA
Maria José Limeira (Ferreira) nasceu em João Pessoa-PB, Brasil, fez curso (incompleto) de Filosofia Pura na UFPB. Presa, em 1964, pelas forças da repressão, no Quartel do 15RI, abandonou seus estudos superiores,auto-exilando-se nas cidades do Rio e São Paulo, onde conviveu com os escritores Aguinaldo Silva, Vinicius de Moraes, Assis Brasil, José Edson Gomes. Conheceu, no Rio, o poeta português e crítico literário Arnaldo Saraiva, da cidade do Porto, que dedicou a ela seu livro ""Encontros/Des-encontros, amizade que perdura até hoje. Retornou à Paraíba nos anos 70, quando ingressou no Jornalismo, começando como repórter até chegar a ocupar cargos de Direção em diversos jornais, inclusive no semanário "O Momento", que ajudou a fundar...

Livros publicados:
"Margem", "Aldeia virgem além", "As portas da cidade ameaçada", "O lado escuro do espelho" (contos); "Olho no vidro"(novelas) e "Luva no grito" (romance). Escreveu também peças teatrais, como "Os maloqueiros", "O transplante" e "O alcoólatra". A peça "Os maloqueiros" recebeu Menção Honrosa em concurso de âmbito nacional promovido pela Prefeitura Municipal de Belo Horizonte-MG. Atualmente, escreve um livro de "Memórias".

Outros textos inéditos:
"Contos da escuridão" (contos), "Todos os seres" (poemas longos), "Crônicas do amanhecer" (crônicas). Foi uma das fundadoras, na Paraíba, do Movimento Feminino Pela Anistia (MFPA-Pb), num esforço conjunto com outras entidades pela promulgação da anistia ampla, geral e irrestrita no Brasil. Atualmente reside em João Pessoa-PB.
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