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Grito - Virgilio - Em Português

GRITO

Virgilio

 

(Tradução de Maria José Limeira)

 

Somente o amor, dizem-me, somente amar,

que por amor Cristo morreu crucificado

e então aconselharam-me sacrifício,

que é doar-se sem esperança,

e seguir doando-se,

ainda quando não reste mais nada,

apenas a dor que se segue, depois de tanto,

e grito agora;

que ninguém já não me escuta,

que não sou Cristo;

não espero o Céu,

que o que desejo, só e simplesmente,

é alguém que diga que me ama,

que me olhe dentro dos olhos e compreenda

que sou apenas humano e nada mais,

que não sou nada

só os fracassos de outras vidas,

que sou meu pai, minha mãe

e meus avós,

que estou mais perto do chão do que do céu

e que tenho todo este amor que ninguém quer

esvaindo-se em minhas veias lentamente.

- Postado por: Zezé Limeira às 11h50 PM
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Grito - Virgilio - Em Espanhol

Grito

 

Solo el amor me dicen solo el amor

que por amor el Cristo murió crucificado

y entonces me dijeron sacrificio

que es el dar y el no esperar

y seguir dando

aun cuando ya no queda nada

solo el dolor que sigue ahí, después de tanto

y grito ahora ¡

que nadie ya me escucha

Que no soy  Cristo ¡

No espero el cielo

Que lo que quiero  es solo y simplemente

alguien que me diga que me quiere

que me mire a los ojos y comprenda

que soy un hombre nomás

que no soy nada

Hecho con deshechos de otras vidas

que soy mi padre soy mi madre

mis abuelos

que estoy mas cerca de ese suelo que del cielo

Y que tengo todo ese amor que nadie quiere

secándose en mis venas lentamente

 

virgilio 

Marzo de 2005

- Postado por: Zezé Limeira às 11h43 PM
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Matilde Alba Swann - Boa notícia

MESTRE

Vejam,  amigos & amigas, como é bonito o trabalho que a gente realiza na internet. Este é o filho da grande Poetisa Matilde Malba Swann (já falecida), me pedindo autorização para divulgar a tradução de um poema da mãe dele, num livro que ele está escrevendo sobre ela. Um abraço, saludos, e saibam que eu estou felicíssima. E é claro que concedi autorização. Maria José Limeira.

..........

 

hola maria.

te acuerdas de mi? soy uno de los hijos de matilde alba swann. necesito pedirte permiso para incorporar la traducción del poema maestro (mestre), de tu autoria,  en una biografia de matilde que estoy escribiendo a partir de sus poemas ineditos. le intercalo poemas consagrados, anecdotas y  opiniones.

tambien quisiera pedirte algunas pocas lineas  resumiendo tu opinión sobre su poesia o su forma de escribir.

gracias

Ricardo

- Postado por: Zezé Limeira às 01h43 AM
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Matilde Alba Swann - Em Português-1

MESTRE

 

(Tradução: Maria José Limeira)

 

Mestre,

Hoje te mando meu filho pequenino.

Hoje te mando meu coração à escola.

 

Entrego-o a ti,

na poesia de seus primeiros passos,

na cautela de seus primeiros medos.

 

Espanto alado,

para que lhe ensines

a face das letras e o milagre de luz

da palavra.

 

Liberdade,

quero que seja

sua primeira letra no caderno.

 

Parecerá de inicio um garrancho,

ele haverá de saber

embelezá-la.

- Postado por: Zezé Limeira às 01h36 AM
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Matilde Alba Swann - Em Português-2

Depois,

quero que aprenda a dizê-la ao homem

e a escrevê-la.

 

Homem e Liberdade,

profundidade e vôo, a dimensão essencial

da existência.

 

Terra nova e coração marcado,

tu espargirás nele

a retidão, e a sonora voz para o futuro.

Envio-te meu pequeno, mestre,

ao teu mel e à tua luz um homem novo.

 

Raiz de ciência

seu destino se abre em ti,

mostra-lhe um mundo de verdade e compreensão,

mestre.

A semente do amor nasce mais fácil

na  tenra idade

do lúdico.

 

Matilde Alba Swann

(Com um filho pequeno debaixo do braço)

- Postado por: Zezé Limeira às 01h32 AM
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Matilde Alba Swann - Em Espanhol-1

MAESTRO

 

 

Maestro,

hoy te mando mi niño más pequeño.

Hoy te mando mi corazón al banco.

 

Te lo entrego,

en la poesía de sus primeros pasos,

en la cautela de sus primeros miedos.

 

Asombro en ala,

para que tú le enseñes

el rostro de las letras, y el milagro de luz

de la palabra.

 

Libertad,

quiero que sea

su primera leyenda en el cuaderno.

 

Parecerá al comienzo un garabato,

él habrá de saber

embellecerla.

 



- Postado por: Zezé Limeira às 01h29 AM
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Matilde Alba Swann - Em Espanhol-2

Después,

quiero que aprenda a pronunciar al hombre

y a escribirlo.

 

Hombre y libertad,

hondura y vuelo, la dimensión cabal

de la existencia.

 

Tierra nueva y corazón de surco,

tú sembrarás en él

el trazo recio, y la sonora voz para el futuro.

Te lo envío, maestro,

a tu miel y a tu luz un hombre nuevo.

 

Raíz de ciencia,

su destino abre en tí,

muéstrale un mundo de verdad y comprensión,

maestro.

La semilla de amor prende tan fácil,

en la estación temprana

de los juegos.

 

 Matilde Alba Swann

 (Con un hijo bajo el brazo- 1991)

 



- Postado por: Zezé Limeira às 01h26 AM
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SERPENTE DO DESEJO

Um texto de Cíntia Melo

 

(Análise crítica)

 

Maria José Limeira

 

Este texto lindo de Cíntia Melo, “Serpente do desejo” é, inegavelmente, um Senhor Poema, com todas as letras, e não pode ser confundido com prosa, como vemos acontecer na maioria dos textos que encontramos na Net.

Tem metáforas, musicalidade, ritmo, dramaticidade, e arredonda no final, como todo bom texto.

Este texto é uma verdadeira festa, oásis num campo áspero, íngreme e seco numa rede  árida que vem servindo de  depósito de espermas (oooppsss!) de falsa poesia com pecha de vanguarda em que foi transformado o cyberespaço.

A autora tem o que dizer e sabe como fazê-lo.

Escreve uma Poesia delicada e simples que não precisa de palavras difíceis e salamaleques para se realizar.

Como conteúdo, é uma delícia.

Como forma, um primor.

Conheço os textos desta autora e sei que está construindo uma obra.

Eis algumas coisinhas que gostei neste poema:

“... meus dedos ébrios”

 

“nas tórridas águas de nós dois”

 

“baila a dança cega do amor”

 

“tuas mãos sedentas

das mais levianas carícias”

 

“Posso explodir

de saudade de ti,”

 

... e por aí vai...

 

Por tudo isto, é um texto quente, sóbrio, cheio de nuances e mistérios, a sensualidade explodindo a todo momento, sem se deixar conhecer...

 

(Maria José Limeira é escritora e doce jornalista democrática de João Pessoa-PB)

- Postado por: Zezé Limeira às 03h13 AM
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Serpente do Desejo

 

Ah! Meu amor,

ao tomar-te outra vez

entre meus dedos ébrios

sentiria essa fúria louca,

até tocar teus lábios

e atingir o céu de tua boca.

 

Como serpente do desejo

rastejaria para me saciar

e expelir o veneno latente,

na tempestade que me afoga,

nas tórridas águas de nós dois,

quero-te ainda mais.

 

Teu corpo,

extensão do meu,

como se fosse um só,

a mesma água,

o mesmo vento

molha e seca de veneno.

 

Entregue-se às minhas presas,

baila a dança cega do amor

até eu te sentir em mim,

nossas pernas se enroscando,

e eu sussurrando para ti

roucos gritos de prazer.

 

Ah! Meu amor,

sonho à noite contigo,

com tuas mãos sedentas,

das mais levianas carícias,

as mais exploradoras,

ousadas e sôfregas.

 

Posso explodir

de saudade de ti,

pois o sangue pulsa

e nas noites estreladas,

percebo-me molhada

sob uma lua orvalhada.

 

Sinto desejos intrigantes,

de teus lábios me explorarem

numa louca fome de mim

e eu devorar-te por inteiro

cada parte do teu peito

de uma forma sensual.

 

Quanta vontade

de te deixar invadir-me,

sondar os âmagos

mais insanos do meu ser,

e fazer-te conhecer

o meu mistério.

(Cintia Melo - 2001)



- Postado por: Zezé Limeira às 03h08 AM
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...E A PELEJA CONTINUA:

 

Eu não sou cabra; sou bode;

com barbicha, fome e cio.

Quem quer saber quem mais pode?

meu verso é de compadrio.

(José Dervil)

 

 

Quem for bode tome tento.

Sendo cabra, que se veja

(da peste, fique ao relento).

Se de paz, tome cerveja.

(Maria José Limeira)

- Postado por: Zezé Limeira às 08h28 PM
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A peleja - Continuação

Mazé, pra mim, é uma amiga;

Se tem dono, eu já me afasto.

Não quero saber de briga,

Mulher, já tenho pro gasto;

(José Dervil)

 

 

Dervil só quer conversar.

Tirar prosa inocente.

Não precisa se afastar

e nem arrancar o dente.

(Maria José Limeira)

- Postado por: Zezé Limeira às 08h22 PM
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A peleja - Continuação

Mas não de mia propriedade

nem de posse; jamais tive.

pois tenho como verdade

que, no amor, todos são livres.

(José Dervil)

 

 

Mulher não é latifúndio

que se divide em lotes.

Poesia não tem gerúndio.

Precisa apenas de motes.

(Maria José Limeira)

- Postado por: Zezé Limeira às 08h19 PM
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A peleja - Continuação

Assim, se ambos quisermos,

- o que difícil será -

amor faremos, sem termo,

e ocê não impedirá.

(José Dervil)

 

 

Se é pra fazer amor,

comece logo a cantar.

Mas não rime flor-e-dor,

que isto é comum-lugar.

(Maria José Limeira)

- Postado por: Zezé Limeira às 08h14 PM
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A peleja - Continuação

nem com inglês, prefácio ou gume.

Vou pra cama não mandado,

e nem movido a queixume

tipo “marido-ultrajado”.

(José Dervil)

 

 

Todo marido ultrajado

uma história triste conta.

Todo conto mal-contado

em pés-de-barro se monta.

(Maria José Limeira)

- Postado por: Zezé Limeira às 08h11 PM
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A peleja - Continuação

Portanto, Haroldo Barboza,

Não sei que rumo tomar:

Se de amigo e boa prosa

Ou se te mando pastar.

(José Dervil)

 

 

Ora, mas vamos, que venha.

Toda estrada tem fim.

Toda fogueira tem lenha.

Toda casa tem jardim.

(Maria José Limeira)

- Postado por: Zezé Limeira às 08h08 PM
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A peleja - Continuação

Só sei que em rimas não brigo,

Que é de paz minha poesia;

Se é querela, eu não prossigo

O diál’go nem mais um dia.

(José Dervil)

 

 

Se é de paz, fique frio.

Se é Poesia, tem rima.

Se é de baixo, tem cio.

Se é poder, é de cima.

(Maria José Limeira)

- Postado por: Zezé Limeira às 08h02 PM
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A peleja - Continuação

Percebi passada a hora

relendo a querela inteira

que a maria a ti adora

e a briga era brincadeira.

(José Dervil)

 

 

Amor só se faz a dois.

Solidão é morte lenta.

Guerra fica pra depois.

Melhor tomar água benta.

(Maria José Limeira)

- Postado por: Zezé Limeira às 07h58 PM
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A peleja - Continuação

Desculpe-me então, poeta;

selemos boa amizade,

deixemos as escopetas,

louvemos a liberdade!

(José Dervil)

 

 

Falou bonito e disse.

Deixe essa briga pra lá.

Poesia não tem crendice.

É melhor cama esquentar.

(Maria José Limeira)

- Postado por: Zezé Limeira às 07h52 PM
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OFICINA LITERÁRIA

Nossos textos passados a limpo.

Polêmicas.

Críticas sinceras.

Debates acirrados e brigas.

 E, principalmente, diálogo.

Você também pode participar.

http://oficinaliteraria.zip.net

oficina_literaria-subscribe@yahoogrupos.com.br

Saludos!

Maria José Limeira

 



- Postado por: Zezé Limeira às 07h44 PM
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O desafio continua

Quando o assunto é Limeira

Entro no papo sem ser chamado

Mesmo sem ter conhecimento

Se o cabra Dervil é invocado.

(Haroldo P. Barboza)

 

 

Se o assunto é Barboza,

coisa ganha novo rumo.

A flor tem nome de rosa

e o sexo ganha prumo.

(Maria José Limeira)

 



- Postado por: Zezé Limeira às 03h27 AM
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Mais desafio - Continuação

Fique o poeteiro de plantão

Atento a qualquer investida

Pois a fofa Maria Limeira

É minha prefaciadora preferida.

(Haroldo P. Barboza)

 

 

Prestem atenção vocês

que o caso é de ciúme.

Haroldo fala Inglês.

O verso dele tem gume.

(Maria José Limeira)

 



- Postado por: Zezé Limeira às 03h20 AM
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Mais desafio - Continuação

Prezo que este papo virtual

Não termine mal dando cana

Se tudo fluir corretamente

Mandarei os dois pra cama (separadas).

(Haroldo P. Barboza)

 

 

Haroldo, muito obrigada

pela boa intenção.

Mas em cama separada

a dormida é sem tesão.

(Maria José Limeira)

 



- Postado por: Zezé Limeira às 03h16 AM
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A resposta de Ricardo Pisoler à minha "Serenata psicótica", que lhe dediquei. Saludos. Maria José Limeira.

..........

Serenática psicotrópica (r.pisoler)

 

Eis que da lua um cão fugido

pôs-se enlouquecido para a terra a uivar.

As patas suas escavaram as crateras

onde estava enterrado seus ossos pro jantar.

 

Eis que na rua uma estrela cadente

caiu de repente nos fundos do bar.

Onde eu comia costela e tomava uma quente

e esse cachorro safado quis me enterrar.

 

Eis que a mardita me fez confusão

deixou minha mente perdida

e perdi a razão.

 

Dei com o porrete no cachorro,

mas quem rolou pelo morro

foi o poste da iluminação.

 



- Postado por: Zezé Limeira às 10h39 PM
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SERENATA PSICÓTICA

Maria José Limeira

 

(Ao amigo Ricardo Pisoler)

 

Às grades do vigésimo-quinto andar

não chegam violões, cantos e cores.

Não adianta, pois, mais terra ou mar.

Estão mortas, enfim, todas as flores.

 

Bordejam exangues versos e canções,

caladas rimas e prostrados gestos.

O mais que podem primas e bordões

é masturbar o lixo e colher restos.

 

Os prédios altos varejam suicidas.

Portas fechadas estancam olhar desvão.

Guardam-se em gelo dores e feridas,

sombras insones do que foi coração.

 

Não cabe mais nem mesmo o vão vagido

numa canção dorida, melancólica.

Não sabe mais dizer se faz sentido

a voz da velha lua parabólica:

 

-Alô?  Alô!  Alô.  Alguém aí?

 



- Postado por: Zezé Limeira às 04h40 PM
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Qualquer semelhança com o Severino Paiva, Presidente da Câmara Municipal de João Pessoa, terá sido mera coincidência. Saludos. Maria José Limeira.

..........

 

PENSAMENTO

Ricardo Pisoler

 

Haverá um dia em que todos voltaremos a ser felizes...

Será o dia em que as rosinhas serão apenas flores,

garotinhos apenas criancinhas, genuínos apenas coisas verdadeiras.

Martas voltarão a ser bichinhos de pele felpuda,

e serra apenas um acidente geográfico ou uma ferramenta.

Genro apenas o marido da filha, neves apenas flocos congelados de água

e lula um molusco melequento marinho.

Ah! ... e Severino apenas o porteiro do prédio.

 

Bom dia a todos.

..........

Fonte:

Lista Oficina Literária do Yahoogrupos

oficina_literaria-subscribe@yahoogrupos.com.br

 



- Postado por: Zezé Limeira às 03h30 PM
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MARIAS

Maria José Limeira

 

Toda Maria

tem um nome

que se estende

na palma da mão:

início,

fim

e recomeço.

 

 



- Postado por: Zezé Limeira às 03h08 AM
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Desafio

Apresento-me e professo minha fé

(José Dervil / Maria José Limeira)

 

 

Gente, aqui faço poesia

Num tou cantando ninguém

Este vate idade tem

Pra fugir de aleivosia

(José Dervil)

 

 

Quem faz Poesia tem tudo.

Quem não faz fica sem nada.

O verso é bom escudo

pra enfrentar madrugada.

(Maria José Limeira)

 

 



- Postado por: Zezé Limeira às 02h56 AM
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Desafio - continuação

Não é poesia concreta

Foco a versão, não o fato;

Ultrapassando os sessenta

Só posso ser abstrato

(José Dervil)

 

 

Mesmo se concreta for,

Poesia não tem problema.

Verso simples tem mais cor.

Verso cantado é cinema.

(Maria José Limeira)

 



- Postado por: Zezé Limeira às 02h51 AM
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Desafio - continuação

Concretos há mais estreitos

mais largos, de toda idade...

mas fêmea concret‘cidade

Eu abstraio. É o jeito...

(José Dervil)

 

 

Poesia não tem idade.

Nem tem endereço certo.

Pode ser campo ou cidade.

Sendo longe, está mui perto.

(Maria José Limeira)

 



- Postado por: Zezé Limeira às 02h46 AM
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