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PONTO DE FUGA

 

Que indagação faz

o umbigo feminino

quando aparece entre

uma peça e outra

da veste?

Intimidade

sensualidade.

Nem mesmo

a musicalidade dos pêlos

é maior que o apelo

da cicatriz do nascimento.

 

Almandrade

...................

 

Fonte:

Revista Digital PD-Literatura

Edição de Setembro de 2005

 



- Postado por: Zezé Limeira às 09h59 PM
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MENSAGEM DE JANDUHI

(E para quem quiser adquirir o livro”A gramática no cordel”,  de Janduhi Dantas, olhe o email dele: jdantasn@yahoo.com.br)

............................... 

 

Olá, Zezé!

muito obrigado pela gentileza da divulgação de meu livrinho! Ao ler sua biografia, deu-me um prazer danado saber que você lutou contra a ditadura militar! Que bonita e digna história de vida, com certeza, é a sua!

Mande-me, por favor, seu endereço postal para que eu possa lhe enviar o livro!

Muito obrigado!

Grande abraço!

Depois leio suas poesias! (Me perdoe a pressa: "É a alma dos nossos negócios...")

Seu novo amigo:

Janduhi



- Postado por: Zezé Limeira às 11h55 PM
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O CISNE DE TCHAIKOVSKY 

Maria José Limeira

 

 

Eu vos dei asas.

Outros vos ensinarão a voar.

   (José Américo de Almeida)

 

 

Quando a pessoa não tem mãe, chorar encostada na parede fria bem que alivia.

Deus nos livre de alcançar felicidade pisando em cima de cadáveres.

Minha asa quebrada.

Meu sonho de valsa.

Debaixo da sola do pé, há um caco de vidro encalhado.

Salsa!

Desse jeito, não vou conseguir ser bailarina...

O cisne de Tchaikovsky  era um patinho feio: morreu engasgado no lago vazio.

Se não existissem atos de força, Comissões de Inquisição, banimento, expulsão, exílio e ostracismo, como é que os poderosos iriam se livrar das pessoas que incomodam?

Para realizar cerimônia de casamento, precisa-se apenas do sim diante do altar.

No divórcio, é preciso muito mais:  audiência de tentativa de conciliação diante do juiz e, no mínimo, dois anos de disputa na divisão de filhos e bens.

E o desgaste é grande.

A palavra adeus não vai conseguir ser feliz nunca junto da palavra amor.

Há alguma coisa me doendo do lado esquerdo do peito.

Deve ser o último sinal de que ainda tenho coração.

Está certo que sou uma formiga que criou asas.

Mas, por que as andorinhas não me aceitam como boa companhia?

Quando há mágoa, aflição, melancolia, sombra, depressão, lástima e consternação, a noite é muito mais longa...

 

Do livro “Crônicas do amanhecer”.

(Maria José Limeira é escritora e doce jornalista democrática de João Pessoa-PB).



- Postado por: Zezé Limeira às 11h48 PM
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DESAFIOS II

Maria José Limeira / Haroldo P. Barboza

..........

 

O vestido que me serve

é traje de sol e lua.

A Poesia que é verve

me veste quando estou nua.

(Maria José Limeira)

..........

 

Quem cobre o corpo com peles

Camufla as curvas sinuosas

Quem guarda suas palavras

Esconde suas belas prosas.

 

Um simples suspiro demorado

Vale uma expressão corporal

Dedos leves no teclado

Moldam a mensagem virtual.

 

Até que o destino nos convide

A morar em um novo patamar

Devemos consumir da vida

Tudo o que ela nos ofertar.

(Haroldo P. Barboza)



- Postado por: Zezé Limeira às 11h12 PM
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Desafios II - Final

Ao desafio não me nego.

Eu canto a bela rosa.

Quem tudo vê não é cego.

Quem entra no jogo goza.

 

Quem ao destino não ouve

na vida passa batido.

Almoço tem que ter couve.

Quem não come é comido.

 

Quem faz poesia em teclado

verte palavras em gotas.

Dá um suspiro dobrado

e recria rimas rotas...

(Maria José Limeira)

 



- Postado por: Zezé Limeira às 11h09 PM
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cheiro de sexo

(carlos assis)

 

acordo cedo

coração bate

desejo de calor

 .................... 

 

CHEIRO DE FLOR

Maria José Limeira

 

Acordo tarde.

Mas, ainda em tempo

de ver o girassol

dançando em torno

de si mesmo,

à procura da luz...



- Postado por: Zezé Limeira às 07h56 PM
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DESAFIOS
Maria José Limeira / Haroldo P. Barboza
.....................

Erótico ou pornográfico?
Que importância tem isto?
O que importa é o tráfico
do nu em que me desvisto.
(Maria José Limeira)
....................

Uma folha branca está nua
Até cair nas mãos de Limeira
Que com suas belas palavras
Mostra ser boa cerzideira.

Costura palavras com vírgulas
Arremata com belo ponto
Basta-lhe um pulsar do coração
E o vestido está pronto.

Juntando as frases reluzentes
Logo se forma um lindo conto
Quem não entendeu o epílogo
Bebeu muito e ficou tonto.
(Haroldo P. Barboza)



- Postado por: Zezé Limeira às 09h57 AM
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Desafios - Final

Das folhas, há quantidade.
Há de trevo e de parreira.
O que vale é qualidade
e não o que está na beira.

Costureira aperta ponto.
Cerzideira dá o nó.
Todo dentista é odonto.
O autista fala só.

O vestido que me serve
é traje de sol e lua.
A Poesia que é verve
me veste quando estou nua...
(Maria José Limeira)



- Postado por: Zezé Limeira às 09h53 AM
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 A Minha Casa

 

A pedra, o que se cumpre, a volição, o centro,

O palco, um Deus impune, a corrosão, e dentro

Da minha casa arruinada cresce o medo,

Em cada quarto asas rasgadas entre os dedos,

E na sala uma garrafa adormecida me conforta.

A queda, o movimento, a agonia e o corpo lasso,

O tédio, um Deus mais lento, a idolatria do cansaço,

E a minha casa é fenestrada e não tem portas,

Em cada canto da cozinha uma esperança pende morta,

Enquanto apago a minha vida num cinzeiro do terraço.

(Celso)

 

Quarta-feira, Agosto 10, 2005

 

http://ocarceredasasas.blogspot.com



- Postado por: Zezé Limeira às 07h49 PM
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Um poema bonito

uma mulher

nunca fica totalmente nua

até que lhe suguem

a última gota

do batom. 

Leonora Silva



- Postado por: Zezé Limeira às 07h35 PM
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PERDIDA NO TEMPO

Maria José Limeira

 

Eu conto histórias antigas.

Conto lidas e canções.

Desenterro velhas brigas.

Desenferrujo canhões.

 

Quando se trata de amor,

não conto em que resultou...



- Postado por: Zezé Limeira às 11h53 PM
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ORAÇÕES

Maria José Limeira

 

Rezei rosários ligeiros.

Ajoelhei-me aos pés do altar.

Esperei dias inteiros.

Ninguém veio me buscar.



- Postado por: Zezé Limeira às 10h43 PM
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CINZAS AO VENTO

Maria José Limeira

 

(Para  a amiga Ale Carvalho)

 

Cinzas voam com o ao léu.

Espalham nossas feridas.

Pedaços vão para o céu.

As outras dores, fingidas.



- Postado por: Zezé Limeira às 09h46 PM
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Adeus

 

escrevi silêncio

com sabor a maresia

 

mais a nostalgia

 

daquele último adeus

sem beijo de despedida

 

joaquim evónio

19 AGO 05

 

Seja bem-vindo ao meu site - Varanda das Estrelícias

www.joaquimevonio.com

..........

 

 NÃO VÁS. FICA! 

Maria José Limeira

 

Quem diz adeus vai partir.

Quem fica vai ser feliz.

Tanto faz lá como aqui.

Quem vai partir não o diz.

 

È melhor se acomodar

na cama do ser amado

do que adeus ensaiar

e ficar meio amuado.

 

É melhor abrir sorriso,

dar caso por encerrado.

Quando dói o dente siso,

melhor é vê-lo arrancado...



- Postado por: Zezé Limeira às 09h39 PM
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AMAR É BOM PARA OS CABELOS
carlos assis

tarde da noite no quarto escuro
depois do pesadelo
o fantasma se olha no espelho
..........

NOSSOS PÊLOS
Maria José Limeira

O fantasma que me fita
dá urros na madrugada.
Em silêncio, mais me irrita.
Quando fala, não diz nada.

Tem perfume nos cabelos.
Tem flores quentes na mão.
Misturamos nossos pêlos
na palavra solidão.

Quando o chamo, ele some.
Se não peço, ele vem.
Com sede, diz que tem fome.
Ele é um e mais de cem.



- Postado por: Zezé Limeira às 05h11 PM
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DESAFIOS
Maria José Limeira

Responderei com Poesia
a todos os desafios.
Erotismo é luz do dia.
O resto, teias e fios.

Não tentemos separar
e enganar literatura.
O que é bom tem que brilhar.
Todo ruim é amargura.

Erótico ou pornográfico?
Que importância tem isto?
O que importa é o tráfico
do nu em que me desvisto



- Postado por: Zezé Limeira às 01h26 PM
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GAVETAS

Maria José Limeira

 

Abro gavetas, os guardados

são flores já esquecidas.

Os presentes já passados

são lembranças encardidas..

 

 



- Postado por: Zezé Limeira às 10h13 AM
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A Gramática no Cordel
Olá, amigos? Grande novidade aqui na Paraíba. Já está na quarta edição
o livro do professor Jandhui Dantas, ensinando, em cordel, a usar bem a
Língua Portuguesa. Esse professor reside no município de Patos, a 400
quilômetros da Capital João Pessoa. Mas seu livro já atravessou as
fronteiras e foi tema de matérias e artigos na grande imprensa do Sul. A
quarta edição foi publicada pela editora Sal da Terra, com apoio do Banco
do Nordeste do Brasil.

Uma das estrofes do livro:

Colocar acento em coco
é um erro bem danado!
Principalmente no fim
se o acento é colocado
pois ninguém está maluco
de beber "cocô gelado"!
(Jandhui Dantas)

Outro trecho do livro de Jandhui Dantas:

"CLÍtoris" ou "cliTÓris"?

Uma questão que persiste,
que fica sempre em aberto:
"É clitóris ou é clítoris?"
(pra dizer, qual o esperto?) -
dizer "clítoris" é errado,
"clitóris" é o nome certo!
(Jandhui Dantas)

Email do autor:
jdantasn@yahoo.com.br
----------
Saludos!
Maria José Limeira





- Postado por: Zezé Limeira às 11h30 PM
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SAUNA

Maria José Limeira

 

Numa noite de verão,

teu corpo quente

encostou-se ao meu.

Eras pêlos,

apelos

e céu estrelado.

Tive um orgasmo daqueles.

 

E nem havias chegado ainda!



- Postado por: Zezé Limeira às 08h51 PM
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EU CONTO...

Maria José Limeira

 

Conto flores no jardim.

Vermelhas ou amarelas.

Conto do começo ao fim.

Conto portas e janelas.

 

Não conto o que dói em mim...

 

 



- Postado por: Zezé Limeira às 08h33 PM
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SEXO ESPECIAL

Luciana Barreto **

Entre “deficientes”

Mesmo que as pupilas de um cego sejam feitas de vidro, é difícil enxergar algum brilho em seus olhares.
Também não se imagina um deficiente mental apaixonado, ainda que sua cabeça esteja sempre nas nuvens. E nunca se dirá que o corpo de um tetraplégico é escultural, mesmo que seja imóvel como uma estátua de mármore. No imaginário da sociedade, a cama do deficiente é sempre um lugar de repouso, leito de tratamento que uma pobre alma necessita para enfrentar seus males. Nunca é espaço de diversão, templo de impulsos lúbricos onde os lençóis desarrumados são a memória recente de que
ali houve noites bem melhores.

Se sexo ainda é tabu, imagine quando ocorre entre eles. Eles, que, para a ciência, são deficientes
mentais, visuais, auditivos, físicos. Eles, que para os politicamente corretos, são portadores de
necessidades especiais. Eles que, para o senso comum, são cegos, surdos, dementes, aleijados. Eles, que são sempre “eles”, pronome na terceira pessoa que os torna ainda mais párias. Apesar de alguns avanços, a sexualidade dos deficientes ainda é pouco discutida em escolas, famílias, hospitais, na imprensa, nas pesquisas das universidades, e mesmo nas artes. Não é simples preconceito. Parece mais uma cegueira coletiva - o mundo ainda não enxerga que muitos deficientes também se apaixonam, têm desejo e podem, sim, ter vida sexual.
-----------

Leia o resto em:
Texto Vivo
http://www.textovivo.com.br/

Saludos!
Maria José Limeira



- Postado por: Zezé Limeira às 07h43 PM
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AO REDOR DO FOGO

Maria José Limeira

 

(Para Diego Remus)

 

Há mais criatividade

no chimarrão punk

(saliva ou cuspe?)

do que nas discussões

acadêmicas

dos professores

da USP...



- Postado por: Zezé Limeira às 12h15 AM
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BILHETE SEM DATA

Maria José Limeira

 

Na distância,

é bem mais fácil ouvires

o que meu silêncio

jamais ousara dizer-te...

 

 

OFERTÓRIO

Maria José Limeira

 

Vai, minha saudade.

Diz-lhe que viver

é possível ainda.

Ainda que em sonolência

e nudez...

 

 

DEVOLUÇÃO

Maria José Limeira

 

São os ventos,

os pássaros e as flores,

pombos-correio

da saudade

que me doaste,

que te devolvo

em dobro...



- Postado por: Zezé Limeira às 10h55 PM
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SOU DESAGRADÁVEL

Maria José Limeira

 

Reconheço: sou uma pessoa desagradável.

Adoro sinceridade.

Abomino os falsos amigos.

Acho que todo ladrão-colarinho branco é elegante e tem a fala macia.

Não gosto de pavões. São, no mínimo, ridículos.

Na minha opinião, é mais bonito um homem nu do que de máscara.

A falsa moral me incomoda. A moral tradicional, também.

Em todo sepulcro caiado existe um padre enrustido. É o que penso.

Toda notícia tem, no mínimo, duas versões. Presumo que é nisto que se apóia o bom jornalismo.

Democracia não sobrevive sem Oposição.

“Panelinha” e “máfia”, pra mim, têm outro nome: “gangue”.

Quando as pessoas se juntam para fazer mal a alguém, praticam o crime de “formação de quadrilha”. Está escrito num famoso livro chamado “Código Penal Brasileiro”. Meu livro de cabeceira.

Não entendo escritor que empresta seu nome para atos de vilania.

Acho que Poesia é um elo de ligação entre seres humanos, e não pomo da discórdia.

Julgamento onde o réu não tem direito de defesa é execução sumária.

Recuso-me a ser bode expiatório.

Não aceito convite para viver a Idade Média em pleno Século XXI.

Pessoas que me classificam como “desagradável” não são desagradáveis também. São apenas enfadonhas.

Acho linda aquela música de Chico Buarque (atualíssima!), que diz: “Apesar de você, amanhã há de ser outro dia...”

 

(Do livro “Crônicas do amanhecer”).

Maria José Limeira é escritora e doce jornalista democrática de João Pessoa-PB.

 

 



- Postado por: Zezé Limeira às 01h32 AM
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Blogueiros, uni-vos!!!

Prezados, navegando outras praias, outras comunidades orkut e foruns de discussão, ouvi idéias interesssantes sobre as pessoas que usam blogs.

Dizem as más línguas que a internet está tomada por blogueiros besteiróis, que usam esse espaço para se promover pessoalmente, sendo os blogs somente um desfile de "vaidades" e "umbigos"...

O que vocês acham?

Por que as pessoas usam os blogues, na sua opinião, e pra quê?

Aguardo respostas.

Saludos.

Maria José Limeira.

- Postado por: Zezé Limeira às 11h37 PM
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A PALAVRA SOLIDÃO
Maria José Limeira

Como se faz
para escrever um texto
bonito
sem a palavra solidão?



- Postado por: Zezé Limeira às 08h32 PM
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POEMETO NORDESTINO
Maria José Limeira

(Ao amigo e Poeta do Meu Coração Joaquim Evónio)

Armo rede na varanda.
Balanço-me até mais ver.
Numa roda de ciranda,
o meu amor é você!





- Postado por: Zezé Limeira às 10h16 AM
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NAS COXAS

Maria José Limeira

 

Cultivei o meu jardim.

Nasceram tulipas roxas.

Quem quiser gostar de mim

acaricie minhas coxas.

 

O bolo de milho em casa

tem um gosto de rotina.

Melhor cigarro é Plaza.

Melhor samba é na esquina.

 

Quem quiser ficar comigo

que não use calças frouxas.

Tem que beijar meu umbigo,

encaixar-se em minhas coxas.

 

O canto do pássaro, pio.

O popular, pocotó.

Evite filho com diu.

E não queira ficar só...



- Postado por: Zezé Limeira às 01h38 AM
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RE-VOLTA

Maria José Limeira

 

O caos, minha poesia.

O abraço, meu caminho.

Rotina, meu dia-a-dia.

Minha re-volta, carinho.

 

 

QUARTO ESCURO

Maria José Limeira

 

No meu quarto

escuro,

o  instante

dura mais

que o pousar

da mosca

no monturo...



- Postado por: Zezé Limeira às 01h36 AM
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A cena muda.
Um romance erótico:
http://geocities.yahoo.com.br/mangel_arlt/eroticapag.htm



- Postado por: Zezé Limeira às 05h57 AM
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PRAZER

Maria José Limeira

 

Uma palavra.

Um toque apenas.

Um olhar opaco.

Um vazio.

Uma amplidão.

Um céu azul.

Ou uma noite escura.

Nessa voragem,

fecham-se os olhos

e o mundo deixa

de existir.

 

Agora dorme, vai.



- Postado por: Zezé Limeira às 01h04 AM
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COMUNHÃO

Maria José Limeira

 

Beber o pão.

Embargar o vinho.

Bem que eu gostaria

de ter nascido leoa.

Não precisaria

de calcinhas,

soutiãs,

essas coisinhas

ridículas,

que só atrapalham

na hora do sexo!

 

 

MEIA-ESTAÇÃO

Maria José Limeira

 

Dias cinzentos.

Nem sóis.

Nem luas.

Nos finais de inverno,

ninguém

nas ruas... 



- Postado por: Zezé Limeira às 12h31 AM
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ATO DE CRIAÇÃO

Maria José Limeira

 

Deus criou céus e terra.

Fez da lua casa das estrelas.

Do homem, fez a mulher.

Povoou desertos.

Transformou fogo em luz

Mas, eu nasci da tristeza,

como se fosse loba

uivando na escuridão...

 

 

SILÊNCIO & GRITO

Maria José Limeira

 

Quem sofre calado

leva o mundo nas costas

como fardo.

Quem diz a verdade

não pode ser condenado

a perder as asas...

 



- Postado por: Zezé Limeira às 12h29 AM
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ONDE VAI REPOUSAR MINHA SAUDADE?

Maria José Limeira

 

Quando eu conseguir esquecer, escreverei minha história. Só vai ser possível se o esquecimento se consumar. Enquanto eu me lembrar, a dor não vai passar.

Primeiro, se apagarão nomes e números. Não quero saber de datas.

Houve uma festa no dia em que nasci?

De que cor era a primeira camisa pagã que vesti? E depois, se bem me lembro, eu babava tomando leite.

Por que não havia festa no dia do meu aniversário?

O nome da minha primeira boneca era Crisálida. Tinha olhos azuis, fixos. Minha boneca não dormia nunca. Nisto, se parecia comigo.

Minha infância passou rápido.

Minha casa era um quintal.

Eu não era triste assim.

Fui crescendo, crescendo, até crescer.

Minha vida tem horas alegres, e dias nebulosos.

Tenho que esquecer o primeiro namorado, de mãos frias.

Minhas mãos são quentes.

Frio é meu estômago.

As dores que eu conhecia eram diferentes das que sinto hoje.

Quando eu caia no chão, subia ao ar um cheiro de terra úmida. Depois, o sangue escorria do joelho. Dava para lambê-lo. Sangue tem gosto de ferrugem. Essas dores de queda são lembranças boas de vento zunindo nos cabelos.

O que sinto hoje é desigual. É dor sem nome, dor difusa, que a gente não sabe explicar como é. Deve ser o traste de re-viver.

Minhas lembranças são ferrenhas. Fogaréus que sobem me queimando toda. Enquanto persistirem, não poderei escrever minhas des-memórias.

Tenho que esquecer os homens. De como fui tomada por eles. E quanto os amei, e amo ainda. Consigo amá-los todos, ao mesmo tempo. Os homens são minha crucificação.

Essas coisas são difíceis de apagar da lembrança. Deixam marcas no corpo. São feridas que abrem as portas do insondável.

Lembranças não podem ser curadas com mercúrio-cromo, algodão, gaze e esparadrapo, como os rombos nos joelhos das crianças.

Não há quem consiga esquecer o adeus. O adeus é tão medonho e irremediável, que parece o fundo do mar, onde a escuridão submerge, como cadáver insepulto da vítima de assassinato.

As lembranças constituem perturbações, mesmo que o tempo tenha desabado sobre elas, e restem como carcaças. São tralhas-troços do nunca-mais, que seguem incomodando. São os olhos insones da comadre Crisálida, fixos na minha história. Ou o olhar triste do primeiro namorado, que deslizava os dedos frios sobre a quentura da minha pele.

Dói lembrar. Talvez esquecer pese mais ainda.

A noite é sombria, como a morte. A manhã é alegre, como pássaro. O pôr-do-sol é profunda melancolia, como o último acorde do canto da cigarra.

O céu muda de cor: é azul, branco, negro, luz e sombra, como os humores da alma.

Minha Poesia é estrela radiante, que ninguém vai apagar.

Um dia, quando eu conseguir enterrar as lembranças, em que tumba repousará minha saudade?

 

(Do livro “Crônicas do amanhecer”)

 

Maria José Limeira é escritora e doce jornalista democrática de João Pessoa-PB.

 



- Postado por: Zezé Limeira às 10h50 PM
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Caminhada Virtual

(Repassem)

Eu estou participando da e-indignação, a caminhada virtual rumo a Brasília contra a corrupção. Serão 506 mil pessoas chegando ao Planalto Central para registrar a indignação dos brasileiros com o cenário político atual. Participe do maior manifesto on-line contra a corrupção do Brasil.

Acesse www.e-indignacao.com.br.

Saludos!

Maria José Limeira.



- Postado por: Zezé Limeira às 08h25 PM
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A-PAGÃO

Maria José Limeira

 

Para Antonio Carlos de Menezes

 

Enrolei bandeiras do passado.

Dei vários tiros no escuro.

Tolerei o que era intolerado.

Dei salto grande no futuro.

 

Caprichei na fantasia côr-de-mel.

Enfeitei maracá, deitei na esteira.

Penteei cabeleira, onde pus gel.

Dormi ontem, acordei na quarta-feira.

 

Todo sonho mal-sonhado é pesadelo.

Todo amor mal-amado é danação.

Mal de quem vê e se recusa a vê-lo

é enganar mente e perder coração.

 

Tudo que aqui conto foi somado,

como tudo que conto bem medido.

O bom de toda história é o encantado.

O fim de todo sonho é o sucedido.



- Postado por: Zezé Limeira às 01h17 AM
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VAZIO

Maria José Limeira

 

Quando mundo ficou vazio,

encontrei chinelo velho

debaixo da cama.

E foi em passo arrastado

que percorri toda a casa

procurando coisas perdidas,

inutilidades.

 

E nem eu-mesma estava mais!

 

  

CURVAS

Maria José Limeira

 

Contorne-me curvas.

Escale meus montes.

Desnude meus negros.

Desbrave caminhos

dentro de mim.

Hoje sou mulher

com vontade de transar...

 

 

PLENILÚNIO

Maria José Limeira

 

Em noites de frio,

fico a imaginar

onde guardar vazio

que ausência da lua

nos dá...

 



- Postado por: Zezé Limeira às 01h13 AM
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ENGANOSA

Maria José Limeira

 

Já não sou mais

a mesma de antes.

Serei, talvez,

um pouco paz,

um tanto guerra.

 

Mas, muito mais triste

do que, um dia, conseguira ser...



- Postado por: Zezé Limeira às 07h44 PM
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MINHA BARCAÇA

Maria José Limeira

 

Minha barcaça

carregada em alto mar,

com todos os peixes

que colhi de algas

azuis,

enfrentou rotas

e rôtas. 

Derramou-se em gotas.



- Postado por: Zezé Limeira às 07h41 PM
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NA ILHA

Maria José Limeira

 

Na ilha, onde recolhi destroços,

fui buscar meus ossos,

e encontrei o corpo do marinheiro

agonizante...



- Postado por: Zezé Limeira às 07h39 PM
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RE-LEMBRANÇAS

Maria José Limeira

 

Roupas penduradas

no cabide atrás da porta

são provas irrefutáveis

de que, um dia,

estivemos juntos.

Isto você não vai poder negar.

 

Lençóis desarrumados,

espalhados sobre a cama,

são manchas irremediáveis

dos momentos irrespiráveis

de quando, um dia, sonhamos.

Isto você não vai poder apagar.

 

Pratos estirados sobre a mesa.

Cigarros, restos de comida.

São lembranças não-esquecidas

do nosso amor fugaz,

em dias que ficaram para trás.

Isto você não vai poder vomitar.

 

Roupas perfumadas em ombreiras.

Lenços, almofadas, noites inteiras.

Manchas de vidas sonhadoras.

Carne azeda, cinzas apagadas.

São coisas do passado.

Isto você não vai poder matar.

 



- Postado por: Zezé Limeira às 07h34 PM
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VOAR & ESVOAÇAR

Maria José Limeira

 

Borboleta quando voa

distribui luzes

do arco-íris

com os compadres

e as comadres,

nos chás-das-cinco...

 

 

BORBOLETAS

Maria José Limeira

 

Borboletas são sonhos

coloridos,

de vôos curtos

e persistentes...



- Postado por: Zezé Limeira às 12h08 PM
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IN-VERSOS

Maria José Limeira

 

Meus versos pipocam

dentro da noite,

estrelas rutilantes

que apontam

a todos que amam

o the end

de um filme

interminável.

 

 

AS-SENTIMENTO

Maria José Limeira

 

O que a língua diz

o corpo consente.

 

A-GOSTOS

Maria José Limeira

 

Meus dias

são a-gostos

deslizando mágoas

em ritmos

de primaveras...



- Postado por: Zezé Limeira às 12h06 PM
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SENTIMENTOS

Maria José Limeira

 

Nos olhos, vagos lampejos.

No nariz, emanam cheiros.

Nos lábios, milhões de beijos.

No corpo, sustos ligeiros.

 

 

VERTIGENS

Maria José Limeira

 

Há uma dor paralisante

no corpo que se esvai

de encontro ao chão,

no último grito

do coração....



- Postado por: Zezé Limeira às 12h02 PM
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mulher só pensa naquilo
(assis)

acordo
abro a janela
a neblina cobre a vila
o frio dói na carne
parece que perdi algo
na vida
mas não me lembro
passa um cachorro
na rua
toca uma música
no rádio


PENSANDO NAQUILO
Maria José Limeira

O aquilo me comove.
O isso parece pouco.
O eixo da viga move.
Toda cabeça é um côco.



- Postado por: Zezé Limeira às 02h10 AM
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Bob Jefferson para José Dirceu:

 “-Você desperta em mim os instintos mais primitivos!”

É ou não é um caso de amor mal-resolvido?

Saludos!

Maria José Limeira



- Postado por: Zezé Limeira às 10h27 PM
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NUVENS

Maria José Limeira

 

Na minha noite,

a lua se esconde

atrás das nuvens

negras

e o sol é uma promessa

que não se cumpre.



- Postado por: Zezé Limeira às 02h13 AM
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COMO ESQUECER?

Maria José Limeira

 

Sei que é preciso esquecer,

como se nada tivesse acontecido.

Mas, o sangue esparramado

na taça fria,

que bebo todo dia,

não estanca nunca.

Porque para esquecer,

amigo,

é preciso antes

perdoar...



- Postado por: Zezé Limeira às 02h11 AM
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Há certas coisas

que, quando se quebram,

não têm mais

conserto.

(Maria José Limeira)



- Postado por: Zezé Limeira às 01h23 AM
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BIOGRAFIA
Maria José Limeira (Ferreira) nasceu em João Pessoa-PB, Brasil, fez curso (incompleto) de Filosofia Pura na UFPB. Presa, em 1964, pelas forças da repressão, no Quartel do 15RI, abandonou seus estudos superiores,auto-exilando-se nas cidades do Rio e São Paulo, onde conviveu com os escritores Aguinaldo Silva, Vinicius de Moraes, Assis Brasil, José Edson Gomes. Conheceu, no Rio, o poeta português e crítico literário Arnaldo Saraiva, da cidade do Porto, que dedicou a ela seu livro ""Encontros/Des-encontros, amizade que perdura até hoje. Retornou à Paraíba nos anos 70, quando ingressou no Jornalismo, começando como repórter até chegar a ocupar cargos de Direção em diversos jornais, inclusive no semanário "O Momento", que ajudou a fundar...

Livros publicados:
"Margem", "Aldeia virgem além", "As portas da cidade ameaçada", "O lado escuro do espelho" (contos); "Olho no vidro"(novelas) e "Luva no grito" (romance). Escreveu também peças teatrais, como "Os maloqueiros", "O transplante" e "O alcoólatra". A peça "Os maloqueiros" recebeu Menção Honrosa em concurso de âmbito nacional promovido pela Prefeitura Municipal de Belo Horizonte-MG. Atualmente, escreve um livro de "Memórias".

Outros textos inéditos:
"Contos da escuridão" (contos), "Todos os seres" (poemas longos), "Crônicas do amanhecer" (crônicas). Foi uma das fundadoras, na Paraíba, do Movimento Feminino Pela Anistia (MFPA-Pb), num esforço conjunto com outras entidades pela promulgação da anistia ampla, geral e irrestrita no Brasil. Atualmente reside em João Pessoa-PB.
Quer entrar em contato comigo? Então escreva:
Email: mlimeira_blog@yahoo.com.br