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Meu perfil BRASIL, Nordeste, JOAO PESSOA, MANGABEIRA, Mulher |
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quando você fala
as nuvens param
e as flores ouvem
{carlos assis}
----------
Nem só de nuvens,
folhas e ventos
vive uma mulher
sedenta como eu...
{Maria José Limeira}
quero escrever
alguma coisa
mas nao sei o que
nem para quem
-carlos assis-
----------
Quero dizer
algo para alguém.
Mas ninguém
quer me ouvir...
-Maria José Limeira-
ABAIXO A DITADURA!
Uma entrevista com Sérgio Mattos,
Professor, Doutor e Poeta:
http://www.viafanzine.yan.com.br/entrevistas3.htm
Mensagem de Raquel Dias de Moraes:
QUERIDA MARIA,
Ler seus poemas é estar com os pés no chão, de cara lavada e coração esperto.
Leio em voz alta ouvindo "La Força del Destino" de Verdi, cantado por
Maria Callas.
Fica como acho que deve ser.
Sua amiga Rachel beija-te as mãos.
.........................
Obrigada, Raquel!
Saludos!
Maria José Limeira.
Fonte: www.orkut.com/
MINHA CANÇÃO
Maria José Limeira
A canção que escolhi
tem cheiro de amor-e-dor.
É música de bem-te-vi
com alegria de flor.
Minha canção tem viola.
Reza em noite de luar.
Tem criança na escola
e futuro pra contar.
Ah, minha canção dolente.
Diz-lhe da minha paixão.
Diz-lhe que estou doente
dos males do coração.
Se ele não acreditar,
cantarei mais alto ainda.
Recitarei verbo amar,
e aí a mágoa finda...
HORÁRIO DE VERÃO
Carlos Assis
o único tempo que tenho
é
o tempo que não tenho
............................
MEIA-ESTAÇÃO
Maria José Limeira
No verão,
o sol nasce mais cedo.
No inverno,
medo.
RÓTULOS
Carlos Assis
a vida
uma garrafa vazia
boiando
no universo
.......................
MEUS TRÊS PEDIDOS
Maria José Limeira
Minha lâmpada de aladim,
ouça o que lhe digo agora.
Se quiser fazer por mim,
não diga adeus
nem vá embora.
Meus pedidos, apenas três.
O primeiro, muito amor.
E quem por mim muito fez
não sofra nenhuma dor.
O terceiro pedido,
oh minha lâmpada encantada
(haja paciência!)
veja bem, é somente este:
umaestrelamatutina-umprincipedesencantado-umsaposembarba-umcasteloassombrado-umtempoparado-umrelógioquebrado-etcetcetc...
QUANDO AS PESSOAS MORREM
Maria José Limeira
Ao amigo Jório Machado, in memoriam
Quando as pessoas que a gente gosta morrem,
é como se acontecesse uma grande injustiça.
Se alguém teria que falecer,
por que tem que acontecer
logo com o amigo que a gente ama?
No rastro da morte, há ausência, saudade e indignação.
Fica um grande rombo em nosso coração.
A gente olha para as paredes, os quatro cantos da
casa.
Fica se lembrando como tudo era antes de acontecer,
e não consegue.
Perde a memória. Dá um branco na mente. Bloqueia tudo.
E a gente fica triste, sem saber por quê.
Por que será, que estou tão triste assim,
pelo amigo que foi embora, e está morto,
quando pior, muito pior do que isto, é saber que perdi
aquele outro amigo, que continua vivo?
Em 22.07.2003
CANÇÃO
Carlos Assis
existe uma canção
para cada estória de amor
mas ainda
estou escolhendo uma
....................
ERA UMA VEZ...
Maria José Limeira
Quando era uma vez
era gente,
eu sorria,
chorava,
dançava,
cantava.
Agora, apenas olho
as paredes,
estupefata!
Viva, vivaginaviva, viva!
(Luiz Alberto Machado)
http://bloguerotico.weblogger.terra.com.br/
Samech
Eu tinha barco em meio à noite de lua ácida,
Eu navegava por entre dores a te buscar,
Eu não sabia qual o teu nome, mas sim que ávida,
De desesperos e desencontros, tu eras mar.
Eu via as ondas punindo as pedras, era o teu corpo,
Um epitáfio de amor salgado, coalhado e morto.
Celso Boaventura
http://ocarceredasasas.blogspot.com/
QUANDO O CORPO NÃO PENSA...
Maria José Limeira
Quando o corpo não pensa,
a cabeça voa longe,
os braços perdem a pressão,
e as pernas se fecham
para sempre...
DESCE O PANO
Maria José Limeira
Ao descer do pano,
o resto da cena
não continua.
Enrola-se bandeira.
Guarda-se desengano.
Maria José Limeira
Quando o sol
encontra a lua,
a noite des-veste
os adereços
da solidão...
MEUS VERSOS DE BOA-NOITE
Maria José Limeira
O morcego que mora
no telhado do meu quarto,
olha-me com seu gesto
compassado.
Como pode me entender assim,
de cabeça para baixo?
UM DESABAFO
Maria José Limeira
Gostaria de contar flores,
sacudir pétalas,
pisar folhas secas,
distribuir beijos
aos quatro ventos,
deitar-me em relva
úmida,
olhando a limpidez
do céu,
e sentir a brisa
que vem,
depois da chuva,
em minha roupa molhada.
(Um pouco de alegria).
Mas,
na minha tela plástica,
a natureza morta
pinta olhos espantados,
vagas estrelas
silenciosas,
urnas funerárias,
ossos dissecados,
e cavalos alados,
trotando sob as rédeas
do adeus
misturado com saudade...
(Só tristeza!)
FIM-DE-NOITE
Maria José Limeira
Quando a noite
encerra
sua caminhada,
ouço passos
na calçada,
e me pergunto
(ou lhe respondo):
-Quem sofre
não está sozinho.