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BRASIL, Nordeste, JOAO PESSOA, MANGABEIRA, Mulher


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quando você fala
as nuvens param
e as flores ouvem
{carlos assis}
----------

Nem só de nuvens,
folhas e ventos
vive uma mulher
sedenta como eu...
{Maria José Limeira}



- Postado por: Zezé Limeira às 03h36 PM
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quero escrever
alguma coisa
mas nao sei o que
nem para quem

-carlos assis-
----------

Quero dizer
algo para alguém.
Mas ninguém
quer me ouvir...

-Maria José Limeira-




- Postado por: Zezé Limeira às 02h08 PM
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ABAIXO A DITADURA!

Uma entrevista com Sérgio Mattos,

Professor, Doutor e Poeta:

 

http://www.viafanzine.yan.com.br/entrevistas3.htm



- Postado por: Zezé Limeira às 10h45 PM
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Mensagem de Raquel Dias de Moraes:

 

QUERIDA MARIA,

Ler seus poemas é estar com os pés no chão, de cara lavada e coração esperto.

Leio em voz alta ouvindo "La Força del Destino" de Verdi, cantado por

Maria Callas.

Fica como acho que deve ser.

Sua amiga Rachel beija-te as mãos.

.........................

 

Obrigada, Raquel!

Saludos!

Maria José Limeira.

 

Fonte: www.orkut.com/

 



- Postado por: Zezé Limeira às 12h07 PM
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MINHA CANÇÃO
Maria José Limeira

A canção que escolhi
tem cheiro de amor-e-dor.
É música de bem-te-vi
com alegria de flor.

Minha canção tem viola.
Reza em noite de luar.
Tem criança na escola
e futuro pra contar.

Ah, minha canção dolente.
Diz-lhe da minha paixão.
Diz-lhe que estou doente
dos males do coração.

Se ele não acreditar,
cantarei mais alto ainda.
Recitarei verbo amar,
e aí a mágoa finda...



- Postado por: Zezé Limeira às 10h18 AM
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HORÁRIO DE VERÃO

Carlos Assis

 

o único tempo que tenho

é

o tempo que não tenho  

 ............................ 

 

MEIA-ESTAÇÃO

Maria José Limeira

 

No verão,

o sol nasce mais cedo.

No inverno,

medo.

 



- Postado por: Zezé Limeira às 10h08 AM
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RÓTULOS
Carlos Assis

a vida
uma garrafa vazia
boiando
no universo  
   .......................


MEUS TRÊS PEDIDOS
Maria José Limeira

Minha lâmpada de aladim,
ouça o que lhe digo agora.
Se quiser fazer por mim,
não diga adeus
nem vá embora.

Meus pedidos, apenas três.
O primeiro, muito amor.
E quem por mim muito fez
não sofra nenhuma dor.

O terceiro pedido,
oh minha lâmpada encantada
(haja paciência!)
veja bem, é somente este:
umaestrelamatutina-umprincipedesencantado-umsaposembarba-umcasteloassombrado-umtempoparado-umrelógioquebrado-etcetcetc...





- Postado por: Zezé Limeira às 07h12 PM
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QUANDO AS PESSOAS MORREM

Maria José Limeira

 

Ao amigo Jório Machado, in memoriam

 

Quando as pessoas que a gente gosta morrem,

é como se acontecesse uma grande injustiça.

Se alguém teria que falecer,

por que tem que acontecer

logo com o amigo que a gente ama?

No rastro da morte, há ausência, saudade e indignação.

Fica um grande rombo em nosso coração.

A gente olha para as paredes, os quatro cantos da

casa.

Fica se lembrando como tudo era antes de acontecer,

e não consegue.

Perde a memória. Dá um branco na mente. Bloqueia tudo.

E a gente fica triste, sem saber por quê.

Por que será, que estou tão triste assim,

pelo amigo que foi embora, e está morto,

quando pior, muito pior do que isto, é saber que perdi

aquele outro amigo, que continua vivo?

 

Em 22.07.2003



- Postado por: Zezé Limeira às 12h46 PM
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CANÇÃO

Carlos Assis

 

existe uma canção

para cada estória de amor

mas ainda

estou escolhendo uma

 ....................

 

ERA UMA VEZ...

Maria José Limeira

 

Quando era uma vez

era gente,

eu sorria,

chorava,

dançava,

cantava.

Agora, apenas olho

as paredes,

estupefata!



- Postado por: Zezé Limeira às 11h58 PM
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Viva, vivaginaviva, viva!

(Luiz Alberto Machado)

 

http://bloguerotico.weblogger.terra.com.br/

 



- Postado por: Zezé Limeira às 12h05 AM
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Samech

 

Eu tinha barco em meio à noite de lua ácida,

Eu navegava por entre dores a te buscar,

Eu não sabia qual o teu nome, mas sim que ávida,

De desesperos e desencontros, tu eras mar.

Eu via as ondas punindo as pedras, era o teu corpo,

Um epitáfio de amor salgado, coalhado e morto.

 

Celso Boaventura

http://ocarceredasasas.blogspot.com/



- Postado por: Zezé Limeira às 10h54 PM
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QUANDO O CORPO NÃO PENSA...

Maria José Limeira

 

Quando o corpo não pensa,

a cabeça voa longe,

os braços perdem a pressão,

e as pernas se fecham

para sempre...



- Postado por: Zezé Limeira às 10h28 PM
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DESCE O PANO

Maria José Limeira

 

Ao descer do pano,

o resto da cena

não continua.

Enrola-se bandeira.

Guarda-se desengano.



- Postado por: Zezé Limeira às 10h27 PM
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ECLIPSE

Maria José Limeira

 

Quando o sol

encontra a lua,

a noite  des-veste 

os adereços 

da solidão...



- Postado por: Zezé Limeira às 10h00 PM
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MEUS VERSOS DE BOA-NOITE

Maria José Limeira

 

O morcego que mora

no telhado do meu quarto,

olha-me com seu gesto

compassado.

 

Como pode me entender assim,

de cabeça para baixo?



- Postado por: Zezé Limeira às 09h33 PM
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UM DESABAFO

Maria José Limeira

 

Gostaria de contar flores,

sacudir pétalas,

pisar folhas secas,

distribuir beijos

aos quatro ventos,

deitar-me em relva

úmida,

olhando a limpidez

do céu,

e sentir a brisa

que vem,

depois da chuva,

em minha roupa molhada.

 

(Um pouco de alegria).

 

Mas,

na minha tela plástica,

a natureza morta

pinta olhos espantados,

vagas estrelas

silenciosas,

urnas funerárias,

ossos dissecados,

e cavalos alados,

trotando sob as rédeas

do adeus

misturado com saudade...

 

(Só tristeza!)



- Postado por: Zezé Limeira às 09h02 PM
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FIM-DE-NOITE

Maria José Limeira

 

Quando a noite

encerra

sua caminhada,

ouço passos

na calçada,

e me pergunto

(ou lhe respondo):

-Quem sofre

não está sozinho.

 



- Postado por: Zezé Limeira às 08h59 PM
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BIOGRAFIA
Maria José Limeira (Ferreira) nasceu em João Pessoa-PB, Brasil, fez curso (incompleto) de Filosofia Pura na UFPB. Presa, em 1964, pelas forças da repressão, no Quartel do 15RI, abandonou seus estudos superiores,auto-exilando-se nas cidades do Rio e São Paulo, onde conviveu com os escritores Aguinaldo Silva, Vinicius de Moraes, Assis Brasil, José Edson Gomes. Conheceu, no Rio, o poeta português e crítico literário Arnaldo Saraiva, da cidade do Porto, que dedicou a ela seu livro ""Encontros/Des-encontros, amizade que perdura até hoje. Retornou à Paraíba nos anos 70, quando ingressou no Jornalismo, começando como repórter até chegar a ocupar cargos de Direção em diversos jornais, inclusive no semanário "O Momento", que ajudou a fundar...

Livros publicados:
"Margem", "Aldeia virgem além", "As portas da cidade ameaçada", "O lado escuro do espelho" (contos); "Olho no vidro"(novelas) e "Luva no grito" (romance). Escreveu também peças teatrais, como "Os maloqueiros", "O transplante" e "O alcoólatra". A peça "Os maloqueiros" recebeu Menção Honrosa em concurso de âmbito nacional promovido pela Prefeitura Municipal de Belo Horizonte-MG. Atualmente, escreve um livro de "Memórias".

Outros textos inéditos:
"Contos da escuridão" (contos), "Todos os seres" (poemas longos), "Crônicas do amanhecer" (crônicas). Foi uma das fundadoras, na Paraíba, do Movimento Feminino Pela Anistia (MFPA-Pb), num esforço conjunto com outras entidades pela promulgação da anistia ampla, geral e irrestrita no Brasil. Atualmente reside em João Pessoa-PB.
Quer entrar em contato comigo? Então escreva:
Email: mlimeira_blog@yahoo.com.br