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BRASIL, Nordeste, JOAO PESSOA, MANGABEIRA, Mulher


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FOLHETINS ESTIVAIS

Maria José Limeira

 

Meu verso, ouro bordado.

Meu haiku, bonito seja.

Quem me quer está combinado.

Quem não me quer que se veja.

 

No verão, claro de sol.

Na idade, primavera.

Meu fogo está no paiol.

Minha paixão, na quimera.

 

De manhã, caminho de mesa.

À tarde, amor estival.

À noitinha, vela acesa.

No casamento, enxoval.

 

No crepúsculo, morre a chama

do sol que a noite engoliu.

Quem dorme sozinho na cama

não vê março e perde abril.

 

Meu doce príncipe encantado,

sem rédea, arreio, cavalos,

chegou aqui atrasado,

com os pés cheios de calos.

 

Laranja doce não amarga.

Manga-rosa, a que mais cheira.

Na eletricidade, descarga.

Na canção, mulher rendeira.



- Postado por: Zezé Limeira às 01h25 AM
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MÚLTIPLA

©Jade Dantas

 

Durante os dias,

múltipla, sou arquitetura,

ballet e correrias.

 

Nas madrugadas, ardo em ânsias

e sou apenas poesia.



- Postado por: Zezé Limeira às 12h27 AM
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Tudo que me resta dizer

eu já lhe disse mil vezes,

em todas as línguas:

-I love you.

 

(Maria José Limeira)



- Postado por: Zezé Limeira às 12h31 AM
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Mesmo que me encarcerem, tapem-me a boca, estourem meus tímpanos, fechem-me os olhos e tentem matar minh´alma, continuarei escrevendo versos em paredes nuas e sujas.

(Maria José Limeira)



- Postado por: Zezé Limeira às 12h27 AM
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BRISA LEVE

Maria José Limeira

 

Brisa leve

que me beija:

carícia breve

e andeja...



- Postado por: Zezé Limeira às 11h24 PM
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PÊLOS

Maria José Limeira

 

O tapete

da minha sala

está cheio

de pêlos

de cachorro.

 

 

MORRER AOS POUCOS

Maria José Limeira

 

Quem dorme demais

perde o trem

das onze.

Vira zumbi!

 

 

PRÉ-VISÃO

Maria José Limeira

 

Não lamentes

a dor

que ainda vai

nascer...

 

 

RE-FLEXÃO

Maria José Limeira

 

A gente passa

do chão

quando cai

em fundo de poço.

 

 

ESTOU LONGE

Maria José Limeira

 

Enquanto você

faz versos,

eu passo ao largo,

do outro lado

da rua,

imune ao seu apelo.



- Postado por: Zezé Limeira às 01h02 PM
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Me Derreto

Autor(a): Nandaevc

 

Quando vejo seu olhar parado, pousado sobre mim.

Me derreto, quando ouço seu zíper descer, quando vejo o cinto pela sua calça correr. Sentindo seu tapa, o rosto quente, lambendo você....

Em todas estas situações, me derreto.

Ajoelhada em sua frente, bebendo teu prazer, virada, de quatro pra ti, sentindo todo voce, quando me segura pelas ancas, quando de cadela montado em mim me transforma potranca, quando jorra em meus seios...

Me derreto.

Me derreto ao ouvir o som da porta abrindo, ao ver vc sorrindo quando vejo seu orgasmo quando faz de mim o seu brinquedo e tbém, ás vezes que não quero, pq. sinto medo....

Ainda assim, me derreto.

Me derreto e escorro em sua língua ou quando vc está por cima e sinto todo o seu peso.

Sua forma de se apoderar, de me controlar, de me dominar, de me segurar....

Os orgasmos de presente.

A voz em meu ouvido, seu hálito quente e toda segurança ao me penetrar...

Quando ri de mim, qdo. chama querendo-me servil abraçada em suas pernas na cama descoberta, engatinhando em sua direção, apaixonada, com tesão, cabeça baixa, explorada, submissa a tuas vontades, cadela em sua procura, com a calcinha molhada, implorando que me tenha.

No anal prazer e dor, nos teus olhos amor, te conto e grito a todos agora:

EU ME DERRETO!

Pedindo permissão para gozar....Esperando sua resposta.....Me derreto.

Me derreto quando lembro de ti, quando me toco sozinha chamando seu nome, quando ponho sua coleira, quando vejo vc...

E depois do prazer, mesmo q. ainda derretida, se me procura de novo.....

Eu me ofereço.

 

nandaevc{Splinter}

www.nandaevc.blig.ig.com.br

http://www.contosbdsm.com

 

 

 



- Postado por: Zezé Limeira às 03h17 AM
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O Analfabeto Político

Bertolt Brecht

 

O pior analfabeto é o analfabeto político. Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos. Ele não sabe que o custo de vida, o preço do feijão, do peixe, da farinha, do aluguel, do sapato e do remédio dependem das decisões políticas.

 

O analfabeto político é tão burro que se orgulha e estufa o peito dizendo que odeia a política. Não sabe o imbecil que, da sua ignorância política, nasce a prostituta, o menor abandonado, e o pior de todos os bandidos, que é o político vigarista, pilantra, corrupto e lacaio das empresas nacionais e multinacionais.

...........

 

Fonte:

www.consciencia.net

 

 

 

 



- Postado por: Zezé Limeira às 02h27 AM
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BOICOTE CONTRA AS EMPRESAS

QUE FINANCIAM AS AÇÕES

TERRORISTAS DE BUSH:

 

http://www.boycottbush.org/



- Postado por: Zezé Limeira às 02h24 AM
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FOLHETINS CURTINHOS

Carlos Assis & Maria José Limeira

...........

 

Todas as coisas

Na minha boca

Parecem amargas

(Carlos Assis)

 

Um rio doce

escorrega

em minha boca.

Lambe!

(Maria José Limeira)

..........

 

Noite tão quente

Barulhos no telhado

Chuvas de verão

(Carlos Assis)

 

 

Quando a noite

é verão,

os gatos deslizam

nos telhados.

E assim aumenta

o frio

em meu coração.

(Maria José Limeira)

...........

 

O vento sopra

Algumas folhas bailam

Despreocupadas

(Carlos Assis)

 

 

Só as pessoas

sofridas

entendem

a linguagem

das flores...

(Maria José Limeira)



- Postado por: Zezé Limeira às 10h02 PM
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Curtinhos - Cont.

Canário canta

Gato olha a gaiola

Fruto proibido

(Carlos Assis)

 

 

Comi do fruto proibido

temperado com azeite de dendê.

O resultado foi desastroso:

uma bruta desinteria

(oopsss!)

uma dor de cotovelo!

(Maria José Limeira

..........

 

Silenciosa

Por entre nuvens

A lua passa

(Carlos Assis)

 

 

Quando a lua atravessa

o céu,

altaneira e orgulhosa,

eu me lembro

com saudade:

um dia, você foi cravo

quando eu era rosa.

(Maria José Limeira)



- Postado por: Zezé Limeira às 10h00 PM
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Curtinhos - Final

Corpo cansado

Chama o sono

Longe paraíso

(Carlos Assis)

 

 

Ah, lassidão.

Meu desejo garantido.

Este cansaço gostoso

depois do tesão...

(Maria José Limeira)

...........

 

Amor fala

Corpo ouve

Língua antiga

(Carlos Assis)

 

 

O amor não carece

de palavras.

Basta a meia-luz.

No final da noite,

é preciso sabê-lo e ouvir

em silêncio...

(Maria José Limeira)



- Postado por: Zezé Limeira às 09h55 PM
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QUÉM TEM OLHO GORDO USA COLÍRIO DIET

Anco Márcio

(Jornalista da Paraíba)

 

Eu nunca quis mais do que tenho.Nunca andei me queixando nos jornais ou rádios por onde passei, de governo A ou B.Teve um prefeito aí que me prometeu um emprego quando eu fui demitido do Norte, por causa da deduragem de dois "colegas" (???) e esse prefeito foi preterido por seu secretário de comunicação de me dar o emprego.

Nunca quis mais do que o necessário para comer, vestir, e criar meus filhos.Nunca tive um carro do ano, e hoje nem sem ser do ano, tenho.Não frequento regabofes oficiais.O primeiro e único que fui e me arrependo, foi no tempo do "amigo velho" Ernani Sátiro porquê já estava lá no Hotel Tambaú.

Isso mesmo saí correndo pra almoçar na minha casa, pois o pirão oficial tava que tava uma desgraça.Gente que num escreve bem (e eu escrevo) tem colunas e jornais e sites.Eu num tenho mais e foi preciso criar o meu próprio espaço pra escrever.Tem colunista aí, escrevendo açúcar com dois SS...

Rádio, eu deixei por livre e espontânea vontade.Acho que o rádio já me deu o que tinha de dar e eu já dei o que tinha de dar ao rádio.Deixei a vaga para os mais novos.Dia desses recebi um convite pra voltar, mas recusei.Eu não suportaria mais ser teleguiado, fazer as vontades de um diretor de rádio.

Tou com outro convite aí pra outra coisa, mas não posso nem devo dizer o que é.A pessoa que me fez o convite me é muito cara e não tenho como recusar, mesmo porquê o trabalho me interessa.A pessoa que me convidou é uma pessoa grata ao contrário de Luiz Carlos Nascimento, que me negou uma vaga no jornal que editava sem lembrar que um dia eu o nomeei Chefe de Reportagem quando estava em "A União"

Meu pai dizia, já perto de morrer, que se arrependia de todo favor que tinha feito, pois o povo é ingrato, esquece.Eu não me arrependo de todos, apenas de noventa por ento.Tem uma cantora aí, paraibana, hoje famosa, que eu praticamente "inventei." Quando ela foi pra fora e voltou de CD gravado fez que num me conhecia.Vale a pena ajudar todo mundo??

Tenho 61 anos, como digo todo santo dia aqui, sou diplomado em teatro(apesar de ter aprendido 70% na pratica) e somente aos 50 anos vieram reconhecer meu esforço de sair daqui com 17 anos, passar 4 dias viajando num ônibus pro Rio e fazer um curso de teatro na Martins Pena.

Repito: a gente só tem na vida o que merece, e eu nunca fui de pedir, de me humilhar, de rastejar.Aliás, pedir eu peço, mas sempre peço para fazer o que sei, o que conheço.Eu não vou ensinar Física nem Química, porquê num sei.E pra encerrar, teve um diretor de colégio particular aqui, um cara diplomado em engenharia, que quando eu mostrei o meu diploma de conclusão do curso de teatro, ele duvidou, pois disse que no Brasil não existia curso superior de Artes Cênicas.Conviva-se com uns idiotas desses...

 

 

 

 



- Postado por: Zezé Limeira às 09h29 PM
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COMEÇO & FIM

Maria José Limeira

 

Em todo começo, flores.

Pelo meio, decepção.

O fim de tantos amores

só faz mal ao coração...

 

 

GOSMA

Maria José Limeira

 

A boca se abre.

Os ouvidos se fecham.

As mãos se espalmam.

A cabeça pende pro lado.

A gosma se derrama.

Mancha os lençóis.

  

 

FILO-SOFIA

Maria José Limeira

 

O ser

é uno,

coeso,

inteiro.

O ser

é você.

    



- Postado por: Zezé Limeira às 09h59 PM
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SONETO PARA PAGAR MICO AO CHICO

© Nathan de Castro

 

Agora eu era apenas um poeta

que não sabe escrever em japonês

e a noiva veste as roupas da caneta:

azul, vermelha, preta e as outras três.

 

Agora eu fui rainha do planeta

e a minha lei é o canto em português.

Não sei feliz, mas trago na gaveta

uns versos infestados de porquês.

 

O meu cavalo tem a banda larga,

não trota, não cavalga e o velho Chico

ele atravessa numa só descarga...

 

Cow-boy mineiro, um dia sou tão rico,

no outro, roubo uns versos, perco a carga

e sigo a poetar pagando o mico.



- Postado por: Zezé Limeira às 10h04 AM
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CARÍCIAS NO VAZIO

Ana Merij

 

 

Preparei a sala

Enfeitei os jarros.

 

Limpei todos os retratos

Fugidios e calados

 

Perfumei a casa

Pedi a brisa que viesse

As cortinas tremulam aos seus afagos

 

Pela janela o brilho desbotado

de uma estrela envergonhada.

 

O piano solta  notas sem gosto

Seco de vontades. 

 

Geme o silêncio 

Grita o frio 

Fugiram as alegrias

Carícias vazias

 

Estático tudo permanece

 

Perdura

Minha tão inútil ternura!

...........

 

Fonte:

http://poesiavadia.blogs.sapo.pt/arquivo/2004_09.html

 

 

 



- Postado por: Zezé Limeira às 12h39 AM
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PARCERIAS PICANTES

Maria José Limeira & Amigos

...........

 

com o paladar atento

e molhado de gozo

tua boca delira

(Jiddu Saldanha)

 

 

Na boca que me desliza,

um gozo se prenuncia.

Na rima que poetiza,

um verso de nostalgia.

(Maria José Limeira)



- Postado por: Zezé Limeira às 11h10 AM
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Picantes - Cont.

TARA

Thaty Marcondes

 

Um hífen em meu hímen

Um homem em meu hiato

A língua me suga a crase

E mesmo que ais e uis não rimem

Deito-me em parágrafos

Bem no meio da nossa frase

 

 

CONTANDO ESTÓRIA

Maria José Limeira

 

O verso pode ter ponto.

O sexo faz muito amor.

Em toda prosa tem conto.

Em todo riso, humor.



- Postado por: Zezé Limeira às 11h08 AM
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Picantes - Cont.

VER PRA QUERER FECHAR OS OLHOS...

AlessandroX

 

se esconde e se mostra

a chuva que deixa eu ver

molhada de lágrima, suor e prazer

me escondo e me mostro no escuro

te chama o meu rio

pau pra toda obra

navega macio,sem grana

porém quente,duro...

 

 

SOBREMESAS SEXUAIS

Maria José Limeira

 

Na banana empanada

da cartola do teu sexo,

tem doce,

caramelo,

goiabada.

Tem batida de limão.

Tem coração-suspiro

que bate-bate.

Chocolate!

..........

 

 

JÔRRO

walter lima

 

quando meu gozo

jorra em teu rosto

teus olhos fechados

tua pele úmida

desfaz-se em sorriso

 

 

GOZO

Maria José Limeira

 

Teus olhos são duas contas.

Teu prazer, gozo escorrido.

O amor tem duas pontas:

o prazer e o sofrido.



- Postado por: Zezé Limeira às 11h06 AM
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Picantes - Cont.

HERÉTICA

- por Rejane (Mel) Britto -

 

Religião pagã

Devoção frenética

Que a ti elege

Ao teu corpo em transe

Do altar à alcova

Cerimônia erótica

Comungar herege

Mordo-te a carne

Chupo-te o sangue

Bebo-te o gozo

Brindo ao teu prazer

................ 

 

CONFITEOR

Maria José Limeira

 

Quando gozo

é ritual de cama,

você é água,

vinho,

carne,

sangue,

missa

de corpo presente.



- Postado por: Zezé Limeira às 10h48 AM
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Picantes - Cont.

POEMA OBSCENO

- por Rejane (Mel) Britto -

 

Bolina

esta menina

de virilha

depilada

 

Olhar inocente

acinte indecente

vulva molhada

 

Mulher

que brinca

de ser devorada

.

(do livro "Morango" - Fresa, vol 13 da coleção Poetas de Orpheu. Ed. Orpheu)

 

 

INOCÊNCIA

Maria José Limeira

 

Não sei por que

quando você me olha,

sinto um frenesi

entre as pernas,

como se o dia acabasse

de renascer.

..........

 

tua alma é teu corpo

poesia inocente e sacana

na minha ou na sua cama?

a cada gosto,a cada gole

você chega

e me deixa...

de pau duro

e coração mole

(AlessandroX)

 

 

Na minha cama, vazios.

Na tua cama, tristeza.

Vamos juntar nosso frios

e comer na mesma mesa?

(Maria José Limeira)



- Postado por: Zezé Limeira às 10h45 AM
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Picantes - Cont.

DESATA-ME

- por Rejane (Mel) Britto -

 

Traz-me o sangue...

 

que escorre

à míngua.

Percorre-me à língua.

Élan transitório.

Pagão território

da carne

ao pó.

 

Dá-me o corpo...

 

que toca,

provoca.

Mãos, pés, cotovelos,

coxas, bocas, cabelos.

Envoltos em pelos.

Atados

em nó.

 

Faz-me a pele...

 

que é

desintegrada.

Desnuda em espasmos,

em gozos, trejeitos.

Orgásmicos choques

desacorrentados

a um tempo só.

 

Desata-me e Selvagem (dois poemas para um amor um tanto selvagem...)

Poema-poster (texto, imagem e som by Mel Design):

http://www.bymel.net/desata.htm

 

 

ATA-ME

Maria José Limeira

 

Em corpos reintegrados,

a poeira da estrada

escorre sob o chuveiro

do banho grupal.



- Postado por: Zezé Limeira às 10h49 PM
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Picantes - Cont.

RIO MAMILO

AlessandroX

 

quando gozo

rio

riso no cio

 

tua boca...

minha nascente

água corrente

que me leva

e me prende

 

assim me encontro

a me conhecer

cada vez mais...dentro

de você

 

 

PRIMEIRO GRITO

Maria José Limeira

 

Tua boca

é uma criança sedenta

arrebatando cheiros e gozos

do primeiro vagido.

..........

 

GOZO

Adriana Marins

 

Quero o gozo

do inconsciente

não gozo fálico

do outro ausente.

 

Quero o gozo incestuoso

dos irmãos gêmeos

corpo e mente.

............

 

NO SILÊNCIO DA LUA

Maria José Limeira

 

Não quero o gozo solitário

das noites frias,

ao som da chuva.

Quero chocalhar de ossos,

gritos na escuridão.

Nós dois,

num só coração.



- Postado por: Zezé Limeira às 10h39 PM
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Picantes - Cont.

Noutras águas

Noutras

Outras anáguas que lhe prendem as coxas

Afrouxo o meu zíper

Lhe mostro a fortuna

A lacuna deve ser preenchida

Abra-se, minha querida.

Fortaleza que me impede

De alcançar outro corpo que não sou

(Cryer com as Estrelas)

 

 

FIM NOSTÁLGICO

Maria José Limeira

 

Quando sexo

se acaba,

papai e mamãe

vão à feira.



- Postado por: Zezé Limeira às 10h37 PM
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Picantes - Cont.

PÁGINAS ERÓTICAS

Ricardo Mainieri

 

Mulher

abre tuas páginas

quero escrever

amor

dentro de ti.

 

 

VIAGEM NOTURNA

Maria José Limeira

 

Quando abro

minhas pernas,

e sinto teu vai-e-vem,

passa o trem.

..........

 

 

a ponta da minha língua

na pontinha do teu clitóris

um jeito de ver o mundo

pra sentir teu toque!

(walter lima)

 

 

Há duas maneiras

maravilhosas

de sentir o mundo.

Uma é a quentura boa

do limbo do útero.

A outra é a explosão

do teu corpo

entre os meus pêlos.

(Maria José Limeira)



- Postado por: Zezé Limeira às 10h33 PM
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Picantes - Cont.

HOMO ERECTUS

Ana Maria Ramiro

 

(Ao Glauco Mattoso)

 

Se as fêmeas dos homens das cavernas

soubessem o que sabem as atuais,

exigiriam 'beijos' entre as pernas,

humanizando os coitos ancestrais

 

 

HOMEM

Maria José Limeira

 

Levanta tua bandeira.

Sacode o pó da estrada,

que a tua mulher rendeira

não deu em nada...



- Postado por: Zezé Limeira às 10h30 PM
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Picantes - Cont.

LÍQUIDO DESEJO

Ricardo Mainieri

 

Arrebento em marés

úmidas, ansiosas

às vésperas de teu corpo.

 

FRUS-TRAÇÃO

Maria José Limeira

 

Quando nosso encontro

não se realiza,

meu corpo é um poço

de água parada,

que não dá em nada...

..........

 

PORTA ESTAND(ARTE)

Ana Maria Ramires

 

Contigo,

dou bandeira,

ergo meu

pavilhão

bruxuleante

em teu mastro.

 

 

CARNA-VALHA

Maria José Limeira

 

Quando a porta-bandeira

rodopiou no meio da avenida,

apareceu-lhe o fundo

da calcinha,

e o mestre-sala gritou:

-Sangue!



- Postado por: Zezé Limeira às 10h27 PM
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Picantes - Final

PRIMAVERA

- Rejane (Mel) Britto -

 

O beija-flor

flutua

em êxtase

sugando da flora

o orgasmo

 

 

VERÃO

Maria José Limeira

 

Mais de mil sóis

rodopiam sem direção,

quando eu digo sim

e você diz não...

..........

 

Fonte:

Comunidade “Poema enxuto”

www.orkut.com/



- Postado por: Zezé Limeira às 10h24 PM
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SEPARAÇÃO

Jiddu Saldanha

 

meu amor,

quando você for se separar

de mim

me avise

que vou junto

 

 

DES-ILUSÃO

Maria José Limeira

 

Ah, humanidade.

Um dia,

quando eu for embora

(eu juro!)

não sentirei saudade... 



- Postado por: Zezé Limeira às 09h09 PM
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Um recado de Amina Ruthar:

Prezados Parceiros da Poesia,

 

Sempre desejei ter um site, ou blog, apesar de  habilidades nulas.

Entrei nos sites de recursos fáceis, aloquei por lá meus escritos.

Não gostava porém do jeito padrão disponível, tentei alocar templates ,

e a coisa desandava. Um terror!

Hoje compartilho   com todos meu Blog , minha alegria, sonho formatado

e colorido pelas mãos mágicas de Li Stoducto- Cristal Poesias, para

quem meu obrigada infinito declaro público.

Por lá, tomei a liberdade de colocar os links para sites, e blogs

amigos. Ainda não todos, no vagar incluo, pois sou mesmo lenta.

Quem quiser conferir , ai vai o endereço:-

http://aminaruthar.blogspot.com/

Bom dia!

Amina Ruthar

 

PS. Aos que por lá passaram , e por seus recados, sou grata.

.....................

 

Obrigada, querida Amina,

pela importante informação.

Parabéns também

a Li Stoducto!

Saludos!

Maria José Limeira



- Postado por: Zezé Limeira às 09h25 PM
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CONVITE

 

Se você gosta de

Crítica Literária.

Se você está cansado(a)

de listas de discussão insossas.

Se você quer brigar

pela dignidade

da Poesia,

o caminho é este:

 

Participe de nossa

Oficina Literária.

 

Para entrar

e participar das nossas

brigas e debates,

mande email para:

oficina_literaria-subscribe@yahoogrupos.com.br

............................

 

Visite nosso blog:

http://oficinaliteraria.zip.net

 

Saludos!

Maria José Limeira



- Postado por: Zezé Limeira às 10h15 AM
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RAÍZES PROFUNDAS

Carlos Assis

 

as mãos podem sofrer

as mãos podem escrever

as mãos podem apreender

as mãos podem destruir

as mãos podem errar

as mãos podem tocar

as mãos podem amar

as mãos podem sentir

as mãos podem pecar

as mãos podem sonhar

as mãos podem acordar

as mãos podem mentir 

 

 

MÃOS

Maria José Limeira

 

As mãos

podem ouvir

em conchas

tudo que você tem

a me dizer.

Mas, por favor,

não grite! 



- Postado por: Zezé Limeira às 10h49 PM
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VIEMOS E VAMOS

Carlos Assis

 

vim e vou

somos

sou

um nada

que sonha 

 

 

SONHOS

Maria José Limeira

 

Quando sonhamos,

criamos um mundo

de lantejoulas,

confetes

e serpentinas,

belas meninas

e rapazes casadoiros... 



- Postado por: Zezé Limeira às 10h47 PM
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DESTINO INFINDÁVEL

Carlos Assis

 

se eu pudesse continuar

mas não posso

 

se eu pudesse ir

mas não vou

 

se eu pudesse voltar

mas estou de volta

 

dentro o espaço é múltiplo

parece que foi ontem

 

deixe a imaginação cantar

olhos fixos no medo 

 

 

MEDO

Maria José Limeira

 

Meu maior medo

é adormecer

com você, na cama,

e acordar,

no dia seguinte,

sozinha,

olhando para

as paredes...  



- Postado por: Zezé Limeira às 10h46 PM
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SÃO PAULO

Carlos Assis

 

Cidade de pedra

Cimento e almas

Não descansa

O cinza suja as ruas

A cada dia cresce

Para ser um inferno 

 

 

CIDADE GRANDE

Maria José Limeira

 

Cidade grande tem prédios,

viadutos, poluição,

etc.

Mas não tem

uma igrejinha

onde o sino badala

na hora dos nascimentos,

dos casamentos

e dos enterros... 



- Postado por: Zezé Limeira às 10h44 PM
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BOTÂNICA

Carlos Assis

 

Me alimenta

Me molha

Me cuida

Deixa eu ser

A sua samambaia! 

 

 

RE-PARAÇÃO

Maria José Limeira

 

Na botânica,

nem tudo são flores.

Certas folhas murcham

antes do tempo.

Outras nem nascem. 



- Postado por: Zezé Limeira às 10h42 PM
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TODO POEMA ESPERA

Carlos Assis

 

a sua hora

a sua fama

 

Todo poema espera

 

a sua noite

a sua estrela

 

Todo poema espera

 

a sua sorte

a sua amada

 

Todo poema espera

 

o seu publico

o seu aplauso

 

 

RE-TIFICAÇÃO

Maria José Limeira

 

Todo poeta tem pressa.

Todo poema é febril.

Nem tudo que é dor cessa.

Nem todo país é Brasil... 



- Postado por: Zezé Limeira às 10h40 PM
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AMAR É BOM PARA OS CABELOS

Carlos Assis

 

Tarde da noite no quarto escuro

depois do pesadelo

o fantasma se olha no espelho 

 

 

ESPELHO CEGO

Maria José Limeira

 

Todo fantasma

que se olha no espelho

tem insônia

e sofre de pesadelo. 



- Postado por: Zezé Limeira às 10h39 PM
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O QUE É A VIDA

Carlos Assis

 

Senão um papel

Esperando

Um poema de amor 

 

 

É OU NÃO É?

Maria José Limeira

 

A vida é e não é.

Se for, tudo bem.

E se não for?

Se não for,

tudo acabado entre nós... 



- Postado por: Zezé Limeira às 10h37 PM
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FLOR DE MIM

Carlos Assis

 

Nem tudo pode ser realmente bom

Nem tudo pode ser sonho

Finjo que a dor passa

E vou pelas ruas

Iluminando

Os sorrisos das sombras 

 

 

EU VI TEU NOME ESCRITO

Maria José Limeira

 

No meu caderninho escolar.

Nas paredes do colégio.

No registro de casamento.

Na certidão do divórcio.

Na lápide do Cemitério

Senhor da Boa Sentença. 



- Postado por: Zezé Limeira às 10h36 PM
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UM POEMA PARA VOCÊ

Carlos Assis

 

No quadro negro da vida

Escrevo números e nomes

Poemas e adivinhações

Pequenas canções

Mas logo falta espaço

Uso o apagador

E tudo o que fiz

Virou memórias de giz 

 

 

UM POEMA PARA MIM

Maria José Limeira

 

Cantei poesia de amor

para mim mesma.

Mas, em meu lugar,

encontrei você...



- Postado por: Zezé Limeira às 10h33 PM
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CANÇÃO

Carlos Assis

 

Existe uma canção

Para cada estória de amor

Mas ainda

Estou escolhendo uma 

 

 

MINHA MÚSICA PREFERIDA

Maria José Limeira

 

Vai, azulão.

Diz a ele

que ainda estou apaixonada,

e também tenho coração... 



- Postado por: Zezé Limeira às 10h32 PM
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PÁSSAROS

Carlos Assis

 

Talvez mais não baste

Talvez o pouco

Signifique longe

Entre o verso e outro

Existem mil amores

E sorriso comum

Para todo mundo 

 

 

VÔOS

Maria José Limeira

 

No primeiro bater de asas,

volta ao chão.

Do segundo vôo em diante,

vai mais longe.

Quem sabe, um dia retorne? 



- Postado por: Zezé Limeira às 10h30 PM
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VIDA DE POETA

Carlos Assis

 

o passado escreve

o presente lê

o futuro guarda 

 

 

DES-ENVOLTURA

Maria José Limeira

 

Quem atravessa esta rua

vence a escuridão.

Quem fica em cima do muro

dança. 

..........

 

Fonte:

Comunidade Carlos Assis – Poemas

www.orkut.com/

 



- Postado por: Zezé Limeira às 10h26 PM
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BIOGRAFIA
Maria José Limeira (Ferreira) nasceu em João Pessoa-PB, Brasil, fez curso (incompleto) de Filosofia Pura na UFPB. Presa, em 1964, pelas forças da repressão, no Quartel do 15RI, abandonou seus estudos superiores,auto-exilando-se nas cidades do Rio e São Paulo, onde conviveu com os escritores Aguinaldo Silva, Vinicius de Moraes, Assis Brasil, José Edson Gomes. Conheceu, no Rio, o poeta português e crítico literário Arnaldo Saraiva, da cidade do Porto, que dedicou a ela seu livro ""Encontros/Des-encontros, amizade que perdura até hoje. Retornou à Paraíba nos anos 70, quando ingressou no Jornalismo, começando como repórter até chegar a ocupar cargos de Direção em diversos jornais, inclusive no semanário "O Momento", que ajudou a fundar...

Livros publicados:
"Margem", "Aldeia virgem além", "As portas da cidade ameaçada", "O lado escuro do espelho" (contos); "Olho no vidro"(novelas) e "Luva no grito" (romance). Escreveu também peças teatrais, como "Os maloqueiros", "O transplante" e "O alcoólatra". A peça "Os maloqueiros" recebeu Menção Honrosa em concurso de âmbito nacional promovido pela Prefeitura Municipal de Belo Horizonte-MG. Atualmente, escreve um livro de "Memórias".

Outros textos inéditos:
"Contos da escuridão" (contos), "Todos os seres" (poemas longos), "Crônicas do amanhecer" (crônicas). Foi uma das fundadoras, na Paraíba, do Movimento Feminino Pela Anistia (MFPA-Pb), num esforço conjunto com outras entidades pela promulgação da anistia ampla, geral e irrestrita no Brasil. Atualmente reside em João Pessoa-PB.
Quer entrar em contato comigo? Então escreva:
Email: mlimeira_blog@yahoo.com.br