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Meu perfil BRASIL, Nordeste, JOAO PESSOA, MANGABEIRA, Mulher |
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Musical
nos dias em que me sinto azul
você me orquestra
por controle remoto.
Dira Vieira
http://madamemin.zip.net/
Prostitutas
Em Marajó,
descendo o Rio São Francisco,
as putas do lugar são meninas
boiando sonhos perdidos
rumo ao intangível mar.
Nunca lá chegarão.
São apenas prazeres de ocasião.
Aos céus rezarão:
__"Pai, somos gente!"
Não são não! São putas de ocasião,
disse o padre, o juiz e o prefeito ladrão.
E Deus? Sei não...sei não...
Anda tão calado ultimamente...
Douglas Mondo
http://www.douglasmondo.com.br/
QUANDO AS PESSOAS MORREM
Maria José Limeira
Ao amigo Jório Machado, in memoriam
Quando as pessoas que a gente gosta morrem,
é como se acontecesse uma grande injustiça.
Se alguém teria que falecer,
por que tem que acontecer
logo com o amigo que a gente ama?
No rastro da morte, há ausência, saudade e indignação.
Fica um grande rombo em nosso coração.
A gente olha para as paredes, os quatro cantos da
casa.
Fica se lembrando como tudo era antes de acontecer,
e não consegue.
Perde a memória. Dá um branco na mente. Bloqueia tudo.
E a gente fica triste, sem saber por quê.
Por que será, que estou tão triste assim,
pelo amigo que foi embora, e está morto,
quando pior, muito pior do que isto, é saber que perdi
aquele outro amigo, que continua vivo?
CÓDIGOS MORCEGAIS
Maria José Limeira
Para Joaquim Evónio
Sem comunicação,
mandei mensagem
em código,
nas asas do morcego,
que a entregou no destino
em chip:
-bip-bip-bip!
FOFOCA INÚTIL
Maria José Limeira
Comadre,
diga ao compadre
que desisti
de me casar com ele.
É que não sou mais
virgem.
E já pensou na hora
em que ele descobrisse?
...........
HIPOCRISIA AMIGA
Maria José Limeira
Compadre,
avise à comadre
que a barata
está subindo
pela perna dela.
Já pensou
o que essa barata
vai fazer
quando atingir
o alvo?
O QUE EU MAIS GOSTO NO SEXO
Maria José Limeira
Na hora do sexo, todos os pecados são cabeludos.
Se Cristo me dissesse “Vai, e não peques mais”, ainda assim eu pecaria.
Quando as pernas se entrançam, os pêlos crescem.
Cabelos molhados umedecem o sexo.
Novelo de linha preta é sinal de luto?
Cabelo vermelho e pelo-fumaça: incêndio na floresta.
Um pênis ereto e a vulva que o recebe: será esta a melhor solução?
Quando vejo homem charmoso, fico imaginando o que ele é capaz de fazer na cama.
Quando sombra anoitece, outro corpo encosta de mansinho, e a gente esquece.
Amor que recorta descaminhos nos rouba a paz.
No meu corpo gelado, ninguém toca mais.
Ainda ressoa dentro de mim teu último desejo.
Quantas vidas eu tiver, serei a mesma mulher apaixonada.
Quando meu namorado me mandou embora, arranjei outro na hora.
Cama abriga sono e gozo. Nasce filho todo ano.
Distribui pernas entre vários amantes.
Viça rosa no jardim. Viço eu. Viça você. Viçamos.
Quando tua língua desliza em minha barriga, instiga.
Teu corpo enche meu espaço, que outro deixou ausente.
Homem só presta duro.
Quando teu sexo entra em mim, colhemos madrugada. Teus dedos no meu corpo recolhem rosa doada.
Quando termina ato sexual, homem é enxurrada. Mulher, madrugada.
Ao final do caso, homem esquece. Mulher envelhece.
Quando amor começa, homem se excita. Mulher ressuscita.
Desejo em segredo masturba o medo.
Cama range, quando as pessoas se amam.
Mulher quando ama faz comida na cozinha. Na cama, grita.
Pedi a Deus regeneração. Ele disse: - Não!
Quero voltar a chorar e orar. Os homens não deixam!
Sexo é como livro. Tem que ser usado, lambido e gozado.
É bom sonhar com príncipe encantado. Apesar do cadeado.
Na via pública, desfilam todos os objetos sexuais.
Gozo múltiplo faz bem ao coração.
O que mais gosto no sexo é a oralidade.
MIMOS, VAGIDOS, MOSTOS & OUTRAS RUTILÂNCIAS
Maria José Limeira
(Ao amigo Marcus Aranha)
Em tuas mãos em concha se revolvem
pequenos mimos de desvãos-vagidos.
Antes que mundos sejam, a ti comovem
fetos, mostos, iniciais balidos.
Em teus desvelos, hora de chegada.
Em tua angústia, tempo que se faz.
Em teus apelos soa alvorada
Em tuas rutilâncias, samba e jaz.
Pois mágico da vida em rito és
testemunha do que surge primeiro.
No escuro da procela do convés,
serenas o espasmo-desespero.
Embora assim te julgues tão urgente,
e tão depressa chegues à entrada,
te esgueiras depois em voz silente,
e quem fique continue jornada.
Podem muitos esquecer-te vida a fora.
Outros ficarem a ti indiferentes.
Mas, em mim estás presente agora,
entre húmus, seivas, terras quentes.
Pois quando precisei, tu me amparaste.
Quando sofri, curaste minhas dores.
Quando caí, tu me levantaste.
Eu era triste, tu me deste cores.
Que te ergas, então. Apressa os passos,
para acolher a ti mesmo em alegria,
pois não te faltarão os meus abraços.
Embora noite, ainda nasce o dia.
João Pessoa-PB
Em 20.01.2006
_ saltério _
( para Maria José Limeira)
qual asas do vento sul nas tardes de chover
soprando a face das horas últimas : um poema
canção de esquecer
qual oitavas de sol a sol nas liras de entristecer
velando o adeus do minuto derradeiro:um poema
réquiem de bem morrer
qual prece de espanto na plenitude do nada:
- o travo do tempo!
Amina Ruthar
RJ- 20/01/2006
http://aminaruthar.blogspot.com
Na hora do sexo, todos os pecados são cabeludos.
(Maria José Limeira)
FOLHETINS DA SOLIDÃO
(Carlos Assis, Maria José Limeira, Belvedere)
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poema de uma linha
(Carlos Assis)
tão só eu estava que não via ninguém
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POEMA DE VÁRIAS PERNAS SÓS
Maria José Limeira
Era tão grande a solidão
que se dividia em ecos
retumbando no deserto:
ão...ão...ão...ãããooo...
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Hoje acordei
cheia de saudade
de mim...
Belvedere
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AI, AI, AI...
Maria José Limeira
Quando a saudade
foi embora,
dobrando a primeira
esquina,
pensei dentro de mim:
-Ai, ai, ai...
Com quem eu vou conversar
agora,
quando estiver
triste assim?
PÊNIS
O que é mais importante no pênis:
o tamanho?
a espessura?
a densidade?
o comprimento?
ou o desempenho?
Veja:
http://oficinaliteraria.zip.net
Saludos!
Maria José Limeira
CIRANDA POÉTICA
Maria José Limeira & Amigos
............................
CENA URBANA
Maria José Limeira
Na avenida principal,
atravessar a rua
é um ato
conseqüente.
ENTRE QUATRO PAREDES
Hilton Junior
Triste é amar sozinho
É ter nas mãos a carne
E na cabeça o pensamento
recheado de sonhos
impossíveis
AMOR UNI-LATERAL
Maria José Limeira
Quem ama sozinho
se ilude.
Não sabe
o que está perdendo...
DÚVIDA GRAMATICAL
Zé Ronaldo
São é um adjetivo,
um verbo ou um pronome de tratamento?
Sadio é adjetivo,
São é pronome,
Sou é uma incógnita...
HAHAHAHA...desculpem-me....
não sei se ficou bacana....mas EU gostei!!!
Abraços...
SÃO ÍCONES
Maria José Limeira
Os sadios
não têm nada a ver
com os santos
do meu altar:
São Benedito,
São Gabriel
Santo Onofre...
Valei-me, Nossa Senhora!
UMA COISA LEVA A OUTRA
Thaty Marcondes
Escrita boa é a parida
aquela que sai gosmenta de lá de dentro
arrebentando a bolsa
vertendo líquido amniótico
vomitando vermes
afagando monstros
embebedando a lógica
retórica pernóstica e calculada
Maria Imaculada me salve:
Pari uma mácula sem ponto nem vírgula!
Dignidade no texto...
Nossa amiga Thaty é uma poetisa conscienciosa. Tudo que ela toca vira ouro. Seus textos são sóbrios e elegantes. E, virgemaria!, é uma leitora exigente.
Em homenagem:
DES-ENGONÇOS
Maria José Limeira
A dor do parto é alheia.
O adeus é despedida.
À noitinha, temos ceia.
Cicatriz já foi ferida.
Nossa, Vixe!!!
Fiquei sem graça aqui...vermelhinha.
Pó pará, moça...
É como diz Leila Míccolis (não me canso de repetir este grande ensinamento): o caráter fica impresso no texto.
Se não vem de dentro, não convence...rs
E uma certa aparadinha sempre vai bem...rs
amei seu texto...vamos continuar?
(Thaty Marcondes)
IN-CÊNDIO
Maria José Limeira
A dor que rói incendeia.
Dor de parto desanima.
Casa de ferrão, colméia.
Quem mais p(f)ode fica em cima!
BAIÃO DE DOIS
Thaty Marcondes
Luz, holofote, rima
Baião, xaxado, menina,
Se avexe não: é sina
Sai de baixo e vem por cima
Forró só em rede nordestina
Na cama só verniz ou resina
XOTE, XAXADO & BAIÃO
Maria José Limeira
Chamei o meu cavalheiro
pra na roda dançar xote.
Mas, no meio do terreiro,
ele só dava pinote.
No arrasta-pé o xaxado
era bem mais elegante.
Me arrastava meio de lado
como se fosse elefante.
Mas na hora avançada,
ao som de alegre baião,
eu fiquei apaixonada
e lhe dei meu coração
Ritual do amigo íntimo
(Diego Remus)
um aceno pra vc
um sorriso
um olhar de cumplicidade e vontade
um oi
um aperto de mão
um abraço
um beijo de leve
(pode escolher em qual bochecha)
segurando tua cabeça
e fazendo cafuné na nuca
um suspiro
outro sorriso
um ritmo sincronizado
no peito e na cabeça
palavras das boas
sensações de conforto
um sofá
um carinho
uma bira
um cigarrinho
e até que enfim
um emo tocando
o nosso caminho
para um beijinho
que começa bem devagarinho
e continua detalhista
relaxante e excitante
encantando e animando
risadinhas
essas coisinhas
bobinhas
e gostosinhas
tipo ventinho de menta
soprando na alma
um dia na praia
no sol, na sombra
em algum cantinho
a gente
sente o gostinho
de gostar do outro
ta, querido?
bom ano novo
beijinho nocê
corpinho de anjinho
...........
Fonte:
http://www.hyperverve.blogspot.com
VIDA
Mauricio Requião
Quando o dia está frio
E ao invés do sol há o cinza
É que se pode sentir
Que o calor vem de dentro.
http://www.textosquaseproibidos.blogger.com.br/
Estima-se que cerca de 60 mil pacientes, no Brasil, são equivocadamente tratados como epilépticos, mas, na verdade, sofrem de problemas de fundo emocional, classificados como histeria, depressão, ansiedade, transtorno bipolar e síndrome do pânico, entre outros. O número é a projeção de uma pesquisa recente em oito centros nacionais credenciados pelo SUS para investigar, localizar o foco da epilepsia e operar pacientes com formas graves da doença.
Tudo que me resta dizer
eu já lhe disse mil vezes,
em todas as línguas:
-I love you.
(Maria José Limeira)
Maria
a recíproca é verdadeira
e te desejo bom ano
neste repente-galope
para todos eu proclamo
nunca te vi, uma vez
mas duas mil eu te amo.
(zémaria)
Feliz 2006
Aos amigos da Paraiba (faltam-me os endereços de alguns), o meu abraço
e o desejo de um frutífero 2006, tanto em relação às relações
familiares e de amizade, como na seara literária. Ao meu guru, Mariano, à
irrequieta (no bom sentido) Dira, à Maria José Limeira, minha madrinha
literária, à Dôra, a quem dedico grande admiração, elevo os meus pensamentos
nessa virada de ano. Peço a qualquer um de vocês que transfiram os meus
sentimentos ao britânico André Ricardo Aguiar e ao Lau Siqueira, caso
os encontre, porque no momento estou sem o endereço deles.
Tenho acompanhado vocês no Clube do Conto e vejo, com satisfação, que o
clube está crescendo e mostrando novos escritores paraibanos. De
repente, num sábado qualquer, dou as caras por aí, para escutar vocês.
Quem sabe?
Um grande abraço.
Fausto Rodrigues Valle