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Meu perfil BRASIL, Nordeste, JOAO PESSOA, MANGABEIRA, Mulher |
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Se a Educação não muda, o País não muda.
Como querer a paz,
se achamos natural uma criança ser torturada na escola?
Como querer acabar com a violência,
se as pessoas acham natural bater para ensinar?
Cremilda Estella
http://cremilda.blig.ig.com.br
………..
Comunidade “Direitos Humanos”
http://w3.impa.br/%7Eluis/guerra/guerra.html
Saludos tristes.
Maria José Limeira
Pessoas inteligentes falam sobre idéias.
Pessoas comuns falam sobre coisas.
Pessoas medíocres falam sobre pessoas.
(Sócrates)
“É nossa responsabilidade que Auschwitz não se repita”.
(Theodor Adorno)
PÉROLAS:
Pessoal, entrei agora nesta Linda Comunidade de Direitos Humanos, onde colhi estas pérolas abaixo. Retirei os nomes dos autores, pois estou publicando-as no meu blog. Elas se referem apenas ao tópico sobre a absolvição do Coronel Ubiratan, que matou 111 presos de Carandiru. Presume-se que os doutos senhores & senhoras autores das pérolas que colhi sejam a elite pensante do País. Observem que a maioria dos posts são apenas retaliações pessoais, que fogem do assunto proposto, e nada constroem.
Um abraço e saludos.
Maria José Limeira
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É uma gangrena social gente como vc.
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Argumente como gente grande
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Sei lá.............acredito que pessoas como vc militem nos DH por ausência de discernimento, não por má fé.
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Para mim lixo é não ter prisão perpétua para estupradores!
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Você se acha a espertona tirando sarro do nosso companheiro, certo!? Fique sabendo que esses homens dão as suas vidas para salvar a sua e a da sua família.
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indo na esteira dos detratores dos direitos humanos, espero que quem defende o porco genocida do ubiratan leve bala de algum policial na rua, no "estrito cumprimento do dever legal" dele.
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...dá teus pulos, se morda, xingue muito!!
Se isso te irrita, espere ainda ter que aturar ele reeleito pelo povo!!
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Se alguém aqui for escroto só pode ser vc minha colega...
Alias nem sei qual é sua opinião, sua analfabeta funcional
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aliás, a estirpe de gente q escreve isso aí q vc escreveu, não está mto interessado em saber opiniões alheias..
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Quem defende bandido deveria ser seqüestrado por eles e torturado...
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Disfarce sua burrice.
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pra mim quem defende bandido, é bandido também!
Se não são pessoas com algum grau de retardo mental, então é má fé mesmo.
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mas por que será que esses SUSPEITÍSSIMOS defensores de direitos humanos só enchem o saco aqui, heim?
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Quanto ao que vão pensar do Brasil lá fora quero que se danem.
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Os oficiais nazistas fariam um grande sucesso na Polícia Militar de São Paulo.
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Fonte:
Comunidade “Direitos Humanos”
por onde uma cidade se intuba com seu kaos pirituba marginal onde trafega o tietê mas eu não vou ficar preso aqui dentro do carro enquanto o brother tira um sarro com a nossa cara na tv. por onde uma cidade se masturba com seu taos tatuapé anchieta bandeirantes tv globo e o povo com a cara de babaca gasta o que tem e o que não tem para discar pro BBB
federico baudelaire
viagens insanas
http://federicobaudelaire.zip.net
http://sagaranagens.zip.net
http://eugeniomallarme.zip.net
DESPEDIDAS
Afonso Romano de Sant´Anna
Começo a olhar as coisas
como quem, se despedindo, se surpreende
com a singularidade
que cada coisa tem
de ser e estar.
Um beija-flor no entardecer desta montanha
a meio metro de mim, tão íntimo,
essas flores às quatro horas da tarde, tão cúmplices,
a umidade da grama na sola dos pés, as estrelas
daqui a pouco, que intimidade tenho com as estrelas
quanto mais habito a noite!
Nada mais é gratuito, tudo é ritual
Começo a amar as coisas
com o desprendimento que só têm
os que amando tudo o que perderam
já não mentem.
Erotiquinha
Clevane Pessoa de Araújo
Quando gozogozo,
bêbada do uzo-ozo
com gosto de anis,
grito,arfo,fremente.
De mim mesma,corro.
Por um triz,não morro.
Eu,pequena bacia d'água.
Você,chafariz
Mais textos
http://www.clevanepessoa.net/blog.php
clevane pessoa de araújo
Outro dia cai na rua
escorreguei
bati com a cabeça no chão
um gari ficou olhando
enquanto o galo crescia
Levantei-me correndo
meio assustado
resmungando
não queria atrapalhar
os transeuntes
(Carlos Assis)
...........
Um dia,
caí no meio da rua,
o carro quase passa
por cima de mim
e, por baixo da calcinha,
eu estava nua.
(Maria José Limeira)
Quando fecho os olhos
sonho com o que não sou
vou aonde não devo ir
Não quero ficar longe
das coisas que amo
Mas o vento da noite
leva-me
para terras distantes
onde até o tempo é outro
(Carlos Assis)
...........
Quando fecho os olhos,
não consigo adormecer.
Você me aparece,
fantasma da meia-noite,
de sexo em punho,
sem-vergonha e impune.
(Maria José Limeira)
E sem saber a razão
De coisa alguma
Desperto
Impregnado pelo sentimento
Do mundo
(Carlos Assis)
..........
O sentimento do mundo
passa pela rosa,
pelo amor,
pela traição,
e vai parar numa estação
deserta
onde não passa mais trem.
(Maria José Limeira)
A morte é o fim
O ponto final
Espetado na testa
O encontro com o nada
(Carlos Assis)
...........
A vida pode ser tudo
de bom.
Mas, a morte...
Bem, a morte
é inevitável.
(Maria José Limeira)
Quando você for em casa
Vou abrir o quarto
Mostrar minha coleção de figurinhas
Quando você for em casa
Vou mostrar as fotos
Da minha infância
Pai , tenho saudades de você
(Carlos Assis)
..........
Às vezes, o pai vai embora,
é chamado de ingrato.
Mas, o que ocorre
é que ele perdeu a chave
da casa
e não se lembra mais
onde mora.
(Maria José Limeira)
Se era para falar sobre a dor
Esta velha companheira
De todos os dias
Então melhor me calar
E dormir
Hoje não quero chorar
Mas se era para falar
Sobre o perfume das flores
Perdoe-me mãe natureza
O silencio
Perturbou minha idéias
E tudo o que faço
Não me satisfaz
(Carlos Assis)
...........
Uma lágrima,
somente uma lágrima,
pode perfumar um jardim
inteiro.
(Maria José Limeira)
Atropelei um cachorro na estrada
Não parei o carro
Deixei ele se estrebuchando
Ganindo no acostamento
Fugi o mais rápido que pude
Pois não passo
De um verme nojento
(Carlos Assis)
...........
Um verme nojento
pode ficar cheiroso
e charmoso
se usar perfumes
da avon.
(Maria José Limeira)
De vermelho bombeiro
Pintei o chão para lembrar
O que aconteceu ontem
Caramba
Estou confuso
Não sei o que aconteceu ontem
Nem aonde eu fui
(Carlos Assis)
...........
Atropelei lembranças.
Assassinei saudades.
Mas inda me lembro
de como era quentinho
e aconchegante
o ventre da minha mãe,
onde morei um dia.
(Maria José Limeira)
Trabalho com papéis foto copiados
No almoxarifado central
Da lavanderia do congresso nacional
Carrego os paralelepípedos
Da burocracia estatal
E os arquivo feito roupa suja
Um a um
Letra a letra
Esta verminose me domina
Todo dia
Não passo de um mitômano
Esperando a aposentadoria
Compulsória
(Carlos Assis)
..........
Burocracia é a mãe
de todas as doenças
que vitimam
as repartições públicas.
(Maria José Limeira)
Fácil escrever sobre você
O problema
Escrever depois
Sobre outra coisa
Isto não vai ficar bem
Vamos ficar os dois feridos
Não posso evitar
Nunca mais diga
Atração física
Na minha frente
Fale sexo
Ou qualquer outra coisa
(Carlos Assis)
..........
Se você falar muito
em sexo,
eu vou ficar tão excitada,
que não me responsabilizarei
pelas conseqüências.
(Maria José Limeira)
OS FANTASMAS ESTÃO AQUI
Carlos Assis
todos os fantasmas de minha vida sombria
os que me atormentavam
vozes no escuro
os que me assustavam
arrastando coisas incolores
os que me olhavam
através de buracos nas paredes
os fantasmas estão aqui
estudando a dor que carrego
sorrindo para os espelhos
dançando no meio da sala
que mais podem fazer
já não sou menino
não acredito neles
nem nos cara-pintadas
os fantasmas estão aqui
segurando os joelhos
apertando as juntas dos dedos
tentando me acordar
para um momento mágico
entre os vivos
o amor é um fardo pesado
os fantasmas estão aqui
todos os fantasmas de minha vida sombria
rasgando papéis
alimentando borboletas
sentados ao lado
com sombrinhas transparentes
assistindo minha solidão
antes da luz se acender
fevereiro 2006
..........
Fonte: Comunidade “Carlos Assis – Poemas”
CACHOEIRA
Maria José Limeira
Quando penso em você,
a cachoeira de Paulo Afonso
se muda para o meio
de minhas coxas...
mapa da mina
(nel meirelles)
conheço teus meandros
teus requintes
teus riachos
tuas sutilezas
conheces meus medos
meus acintes
meus penachos
minhas tristezas
ainda assim te mato
ainda assim me matas
..........
Fonte:
http://www.falapoetica.blogger.com.br/
AGRADECIMENTO AO POETA JOSÉ FÉLIX
Agradeço, de público, ao doce amigo José Félix, pelo destaque à nossa Oficina Literária, em seu blog "A Teia da Aranha", onde fui citada nominalmente. Nossa Oficina Literária foi fundada em 2002, quando eu estava proscrita de todas as listas, acusada de "mau comportamento", quando ousava criticar os textos que eu lia na internet. Minhas críticas pulavam as barreiras dos "gostei, queridinha" e "adorei, amorzinho". Elogiar os textos sofríveis, é prestar um mau serviço aos autores e leitores. As opiniões dos leitores não podem ser tratadas como ofensas aos autores, pois sem leitores os livros não existem... Fui apoiada por uma boa parceira chamada Dira Vieira (a doce Dira!), que vem tocando para frente o nosso lindo projeto nesta linda Lista. A criação do blog, que veio posteriormente, foi apenas uma ousadia a mais! O mais interessante é que existiam muito mais pessoas insatisfeitas na net do que pensávamos e doidas (como nós) para debater textos.
Visitem, por favor, o blog de José Félix, "A Teia da Aranha":
http://www.ateiadaaranha.blogspot.com/
Vejam nossa Oficina Literária:
http://oficinaliteraria.zip.net
Saludos, com meu sincero apreço.
Maria José Limeira
A-PAGÃO
Maria José Limeira
Para Antonio Carlos de Menezes
Enrolei bandeiras do passado.
Dei vários tiros no escuro.
Tolerei o que era intolerado.
Dei salto grande no futuro.
Caprichei na fantasia côr-de-mel.
Enfeitei maracá, deitei na esteira.
Penteei cabeleira, onde pus gel.
Dormi ontem, acordei na quarta-feira.
Todo sonho mal-sonhado é pesadelo.
Todo amor mal-amado é danação.
Mal de quem vê e se recusa a vê-lo
é enganar mente e perder coração.
Tudo que aqui conto foi somado,
como tudo que conto bem medido.
O bom de toda história é o encantado.
O fim de todo sonho é o sucedido.
Tenra carne...
Tenra carne, alvas mãos, olhar em fogo, brilhos escondidos no luar, chamas contínuas, tato aguerido, mil beijos pra te fazer mulher, doces suspiros, eternos gozos, clamor no abraço de ontem, hoje aos cantos, amanhã no despertar, quietude em gemidos, ardência no peito arfante de mais um gozo, delícias no cair da noite sem muitos receios, teus seios em minhas mãos, tua boca em minha boca, ar quente em meus pulmões, alucinas, me enlouquece, deliras, saio do ar, vagando nesse mar de calmas águas, o brilho aumenta, o calor - chamas, tantos gozos, volúpia armada, nem pensamos em cheiros, gestos e gostos tão próximos, tão pertos, tanto amor, tanta paixão, nervo de aço, sua bunda maravilhosa, fartas coxas, me enche de tesão, o seu tesão, outro gozo, gozo abrasador, beijos multiplicados, corpos ardentes, nada na mente senão paixão, desenfreada paixão, meu gozo explode na sua volúpia, carne tenra, alvas mãos, olhar em fogo, brilho crescente, a Lua ainda está lá, língua sedenta, boca que mergulha com avidez, paixão, no ritmo da noite, amor...
Peixão89
Publicado no Recanto das Letras em 29/03/2005
Contato sem telefone.
(Marco Bastos)
Para Maria José Limeira
Ave-Maria, Maria tão cheia de graça.
Tem outra coisa que se chama telefone.
Tem aparelho, aparelho com outro nome,
que é diferente de ser, orelhão de praça.
Não sei se o poeta da praça é vadio,
ou se para ele a vida está por um fio.
sei que não passa fome, sei que não passa frio,
e a mulher dele por sorte, entra no cio.
Não sei também se faz bem, loas boas e trovas,
ou se só fez essas que tu agora reprovas.
Se sapato engraxa por lá, não se entreva;
se enleva com trovão, sem telefone, com tato.
Sei não - Di Maio
Sei sim - Maria José Limeira
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Deve ser bom ter certeza
De alguma coisa na vida;
Me encanta quem tem firmeza
E afirma bem convencida:
(Di Maio)
De certeza certa mesmo
eu sei o que ainda vem:
um ponta-pé sob a mesa,
e o adeus do meu bem.
(Maria José Limeira)
Sabes do que ainda vem,
De que te adianta, então?
Insistes em que é teu bem
quem te causa aflição.
(Di Maio)
De amor muito se sofre.
Quem não tem dor é maior.
Segredo guardo no cofre.
O infeliz dorme só.
(Maria José Limeira)
Todo isso é assim,
Todo aquilo é assado;
Tudo de um só jeito, enfim,
Bem medido e bem somado.
(Di Maio)
O que é medido tem sobra.
O que é somado tem jeito.
Todo buraco tem cobra.
Todo bem é meio mal-feito.
(Maria José Limeira)
Nem todo buraco tem cobra,
Nem todos são tão azarados;
Achar mal feito em toda obra -
Eis a sina dos mal amados.
(Di Maio)
Quem caça tem que ter cão.
Pois o gato não lhe serve.
Quem ama tem coração.
Quem tem paixão queima e ferve.
(Maria José Limeira)
Sonhador incorrigível,
Sou atento ao pesadelo;
Aquele monstro terrível
Vem da alma, é um apelo.
(Di Maio)
O monstro às vezes é sonho.
A fada nem sempre existe.
O ridículo é bisonho.
Quem mais quer nunca desiste.
(Maria José Limeira)
Não descartes o que é sonho
Dizendo: "Não é real."
O ridículo e o bisonho
São o teu bem e teu mal.
(Di Maio)
Do sonho tiro desejo.
Do real nada aproveito.
Do amor quero mais beijo.
Amor só presta no leito.
(Maria José Limeira)
E o tal amor mal amado?
É mesmo uma danação!
Ninguém aguenta, coitado,
Tamanha contradição.
(Di Maio)
Dentro do sim, o meu não.
Bem e mal: modo contrário.
No talvez, a ilusão.
No meu viver, relicário.
(Maria José Limeira)
Se atravessas o espelho
Para viver ao contrário,
Diante de ti me ajoelho -
E beijo-te o relicário.
(Di Maio)
Relicário não adianta.
Sempre fica onde está.
Quem gosta de mim me canta.
Beija-me naquele lugar.
(Maria José Limeira)
CONVITE:
Você gosta de elogios aos seus textos?
Nunca lhe passou pela cabeça que esses elogios