![]() ![]() ![]() |
Meu perfil BRASIL, Nordeste, JOAO PESSOA, MANGABEIRA, Mulher |
|

VEGETARIANOS
Maria José Limeira
Gosto muito dos vegetais.
São bonitos, charmosos,
elegantes, saborosos...
Porém, quase todos eles
têm os talos finos!
LIVRO ABERTO
Maria José Limeira
Escrevi minha vida
num livro.
Veio o vento,
rasgou tudo,
espalhou as folhas
na praça.
Se alguém encontrar
por aí
uns textos toscos,
foscos,
magros,
debilitados,
anêmicos,
sem graça
e sem autoria,
fique sabendo:
são meus!
TSC...TSC...TSC...
Maria José Limeira
Fale linguagem escorrida.
Soletre o bê-a-bá.
Não rasga minha ferida
quem não sabe soletrar.
Tsc não me diz nada.
É só onomatopéia.
Não sabe da madrugada
quem sofre de dispnéia.
Diga "oxente, meu bichinho?",
que aí compreenderei.
Anjo se veste de arminho
e quem tem coroa é rei!
Tsc...tsc...tsc... Hum!!!
LIBERDADE DE IMPRENSA
Sem liberdade a verdade não aparece
-A liberdade de imprensa é um bem da sociedade, antes mesmo de ser um direito de profissionais e de empresas ligadas a essa atividade e por sua própria natureza, exige mobilização constante, vigilância permanente e firme posicionamento diante de fatos que representam ameaça ou que efetivamente a atinjam.
A defesa da liberdade de imprensa certamente contribui para o fortalecimento das instituições democráticas no país. Esse é um trabalho incessante em favor da sociedade, sobretudo, que por ter direito constitucional à informação deve defender a imprensa livre e combater a impunidade dos crimes praticados contra profissionais e veículos de comunicação no Brasil...
CASOS:
-Prefeitura omite informação pública
A Prefeitura de São José do Rio Preto, no interior de São Paulo, recusou-se a divulgar relação de pessoas que prestaram serviços à Secretaria de Cultura do município sob a alegação de trata-se de segredo de Estado e ameaça à segurança nacional.
-Bomba explode em jornal.
Na madrugada de 13 de janeiro de 2006, uma bomba de efeito moral, de uso exclusivo das Forças Armadas, explodiu na portaria do jornal Mogi News, em Mogi das Cruzes, interior de São Paulo.
-Polícia faz escuta telefônica na Rede Gazeta
A Rede Gazeta, maior grupo de comunicação do Espírito Santo, foi submetido a escuta telefônica pela polícia do Estado durante quarenta e cinco dias, entre agosto de 2004 e abril de 2005.
3 DE MAIO: DIA MUNDIAL DA LIBERDADE DE IMPRENSA!
Fonte: http://www.liberdadedeimprensa.org.br/
SEU MAL É SER MULHERENGO
Maria José Limeira
Você diz que pensa em mim
ao ver mulheres bonitas.
Mas, o que estou sabendo
é que você vai pra cama
com todas elas.
Você bem sabe que eu tenho
somente
este vestido de chita
pra lhe agradar...
O CÉU QUE NOS LIMITA
Maria José Limeira
Se existisse céu
ou inferno,
estaríamos, nós dois,
à direita de Deus.
Como não existe um
e/ou outro,
é melhor que sentemos
(ambos!)
à mesma mesa,
para tentar
uma boa negociação.
NÃO ME BEIJES
Maria José Limeira
Dize-me que beijas
outra
pensando em mim.
Fico desconfiada
que é justamente
o contrário:
beijas-me
pensando nela...
ACHAQUES DO CORAÇÃO
Maria José Limeira
Tem dia que a gente acha
que amanhece e não anoitece.
Em outro, tem-se a impressão
de que, depois da noite,
não haverá amanhecer.
O coração é assim.
Bate demais, numa hora.
De menos, em outra.
O mundo gira, sem parar.
Se houver pausa,
desço, peço minhas contas,
vou embora...
Será que alguém sentiria
saudade de mim?
AUSÊNCIA
Maria José Limeira
Quando você se ausenta,
e a saudade aperta...
As mãos são importantes
nessa hora.
RIMAS
Maria José Limeira
Rima pobre, rima rica.
Verso tosco, verso louco.
Quando palavra trumbica,
eu acho é pouco!
VAGA-LUMES
Maria José Limeira
Vaga-lumes, vaga-lua.
Vago, vagueio, vagido.
A poça no meio da rua
é brilho que faz sentido.
Vaga-noite, meio escura.
Vagão em pleno deserto.
Nem mesmo o amor dura.
O longe pode ser perto.
O QUE É FELICIDADE?
Maria José Limeira
Felicidade é um homem
nu,
deitado em minha cama,
que não me diz
adeus
no dia seguinte.
MEU PEIXINHO PREFERIDO
Maria José Limeira
Eu tinha um peixinho
chamado Carlos Assis.
Vivia em lençol
de linho
(quem o vê assim não diz).
Um dia, arrumou as malas.
Foi embora pra Miami.
De longe, mandou-me balas
misturadas com danone.
Mas, a viagem era longa.
Encomenda não chegou.
Quem comeu foi Pernalonga.
E eu não vi nem a cor!
VERDADE VERDADEIRA
Maria José Limeira
Quando sorrio, sorrio.
Quando choro, verto lágrimas.
Quando me zango,
saia de perto
se você não for de ferro.
PINTANDO A PRIMAVERA
Maria José Limeira
Primavera tem verdes,
azuis, amarelos,
vermelhos.
Mas, dentro de mim,
cinzas...
SEM PRIVADA
Maria José Limeira
No parque da cidade,
há uma lagoa central,
onde as pessoas se aglomeravam
para ver os artistas globais.
Como não havia privada,
os espectadores urinavam
no grande lago.
Quando a prefeitura
instalou os banheiros públicos
no local,
os sapinhos da lagoa
tinham ido embora.
Indignados!
CONTANDO SÍLABAS
Maria José Limeira
Enquanto conto sílabas,
a inspiração vai embora,
o muso cochila,
e a metáfora se evade.
Meu verso vira matemática
dos pobres...
PEIXES NO AQUÁRIO
Maria José Limeira
Os peixinhos que nadam
no meu aquário
têm nomes de amores
acabados:
João, Assis, Sebastião...
ROLETA RUSSA
Maria José Limeira
Quando a paciência
chegou ao fim,
e a vida não valia mais
a pena,
peguei um 38
e fiz roleta russa.
Não deu certo.
O revólver era brasileiro.
Ainda bem!
TERCEIRO DIA
Maria José Limeira
Não existe coisa
mais chata
do que casamento.
No terceiro dia,
acaba-se lua-de-mel.
OLÁ, TRISTEZA
Maria José Limeira
Diga ao senhor Mau-Humor
que, se quiser me visitar,
não escolha o domingo.
É que, nesse dia,
saio de casa.
Vou ao parque zoológico
ver macacos, onças pintadas,
coelhinhos da páscoa
e outras notícias alegres.
CORAÇÃO FECHADO
Maria José Limeira
Fechei meu coração
e joguei a chave fora.
Mas, um moço elegante,
andarilho dos caminhos,
bateu à minha porta.
Não resisti ao seu sorriso
bonito.
Iniciamos nova experiência.
Tudo deu certo!
KIT DE SOBREVIVÊNCIA
Maria José Limeira
Um anzol.
Uma caixa de fósforo.
Lâmpada sobressalente.
Uma calcinha extra.
Lata de doce.
Garrafa d´água.
Guaraná em lata.
E uma camisinha,
caso apareça alguém
com disposição.
FALTA DO QUE FAZER
Maria José Limeira
Quando chove,
a gente não sente vontade
de sair de casa.
Fica olhando o tempo escorrer
pela janela.
Esta é a melhor hora
de escrever poesia.
O QUE SE DEVE FAZER PARA SATISFAZER A UM HOMEM:
Maria José Limeira
Seja submissa e obediente.
Delicada.
Bem-humorada, sempre.
Quando ele estiver cansado,
não se aproxime.
Abra as pernas,
ainda que não queira.
Lave a roupa suja,
sem reclamações.
Boa comida na mesa.
Conversas amenas
na hora do jantar.
Não reclame,
mesmo que ele diga
que gosta mais da outra.
Minta!!!
CARNE POR CARNE
Maria José Limeira
Se é para comer carne,
prefiro churrasco de homem,
bem assado.
Na brasa!
AMOR-VAMPIRO
Maria José Limeira
Crava as garras no peito.
O sangue rubro espirra.
Amor assim não aceito.
Em vez de subir, mirra.
Caso continue assim,
apelo à autoridade.
Tire-o de cima de mim,
ou mudarei de cidade.
ECLIPSE
Maria José Limeira
Quando a lua cobriu o sol
na sua marcha em direção
à vida,
meu corpo fez-se sombra
e minh´alma, esquecida.
À MARGEM
Maria José Limeira
Quando a pessoa resolve dizer
que me ama,
eu nunca estou presente.
Sei da novidade através
das conversas de comadres.
UM GESTO APENAS
Maria José Limeira
Basta apenas estender a mão,
apesar da distância entre o eu
e o nós.
Afinal de contas,
o mundo não é tão grande
assim...
BURACO DA FECHADURA
Maria José Limeira
Olhar pelo buraco da fechadura
é ver o inesperado.
É deparar-se com o proibido
e o furado.
É encher os olhos de lágrimas
e poeira,
e cair estatelado
na esteira...
ETERNA CANÇÃO
Maria José Limeira
É muito banal
a repetição.
Mas, que outra maneira
eu teria para dizer
"Te amo"?
CUIDADO COM OS PÊLOS!
Maria José Limeira
Ficar com os pêlos
arrepiados,
é sinônimo
de estar viçando.
É bom tomar providências!
LUNARES
Maria José Limeira
Os rumos do sol são quentes,
pela manhã e à tarde.
Mas o que eu gosto mesmo
é da noite,
com sua lua fria e nua,
que embala minhas lembranças,
nas iluminuras dos meus esgares.
MIRAGENS DO DEMÔNIO
Maria José Limeira
A gente não tem sossego
na vida.
Quando tudo está em paz,
aparece um jovem sarado,
com a sunga apertada,
o sorriso aberto,
e um olhar maroto,
pisca-pisca do convite.
Agora me digam.
Há quem resista
à tentação?
RUM COM COCA-COLA
Maria José Limeira
Naqueles tempos bons,
quando eu me embriagava
tomando doses generosas
de rum montilla com cola-cola,
não havia guerra do Iraque,
o Rio de Janeiro era centro
da civilização,
Paraíba não existia no mapa
do Brasil,
eu tomava banho de mar
com um maiô emprestado
e gritava:
-Oh Pátria Amada!
(Será que a gente vai conseguir
ser feliz de novo?)
O TRIDENTE DO DIABO
Maria José Limeira
Morri.
Fui para o inferno.
Em lá chegando,
fiquei na fila.
Quando o Diabo chamou:
"-Maria!",
eu respondi:
-Presente!.
Saltei para o meio da sala,
sorridente,
na maior cara-de-pau!
O Diabo tremeu
nas bases,
com medo
da minha sinceridade.
REMÉDIO PARA DIABÉTICOS
Maria José Limeira
Uma receita infalível
para curar diabéticos:
Deite-se de bruços.
Deixe-me deslizar mãos
pelas suas costas.
Sinta meu hálito
no seu pescoço.
Esquentarei seu dorso,
suas espáduas
e coluna vertebral.
Agora vire-se.
Pronto.
Já está curado.
(Pelo menos no que concerne
ao tamanho do sexo!)
RECEITA PARA CURAR DORES LOMBARES
Maria José Limeira
Deite-se aqui na minha cama.
Vou lhe contar histórias
infantis.
Você vai adormecer.
No dia seguinte,
acordará bonzinho
de saúde,
e vai saltitar feliz
na grama.
UM GESTO APENAS
Maria José Limeira
Basta apenas estender a mão,
apesar da distância entre o eu
e o nós.
Afinal de contas,
o mundo não é tão grande
assim...
BURACO DA FECHADURA
Maria José Limeira
Olhar pelo buraco da fechadura
é ver o inesperado.
É deparar-se com o proibido
e o furado.
É encher os olhos de lágrimas
e poeira,
e cair estatelado
na esteira...
ECLIPSE
Maria José Limeira
Quando a lua cobriu o sol
na sua marcha em direção
à vida,
meu corpo fez-se sombra
e minh´alma, esquecida.
À MARGEM
Maria José Limeira
Quando a pessoa resolve dizer
que me ama,
eu nunca estou presente.
Sei da novidade através
das conversas de comadres.
COMADRES ESTRELAS
Maria José Limeira
Cansei-me de ouvir
estrelas.
São comadres
fofoqueiras,
maledicentes,
e mentirosas!
NOVELA DE TV
Maria José Limeira
Atores e atrizes
odeiam-se e amam-se
em cenas de plástico,
e beijos de papel
celofane.
Milhares de telespectadores
são meros figurantes.
LÁGRIMAS PERDIDAS
Maria José Limeira
Meus olhos hoje estão secos.
Mas, já foram trilhas
dos barquinhos de papel
que navegaram
entre amores acabados
e solidões noturnas,
pontos finais do inexorável.
XIXI NAS ESTRELAS
Maria José Limeira
As estrelas-do-mar