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Minha coleção tamarindo de autores paraibanos

(Manuela Fialho)

 

Fui na bienal do livro da paraíba na sexta para o lançamento do livro do poeta-contista Antonio Mariano. Quando chego por lá, achei-me atrasada, e tava um zum-zum-zum danado. Era o lançamento sim, de Mariano e mais nove autores, numa caixa de coleção. Estou que nem a menina do conto de clarice com os livros à mão, olhando e apreciando, com medo de abrir e do que vou encontrar. Então inventei um critério, por simples questão de gênero, comecei pelas autoras - achei lindo o livro de janaína azevedo, como me lembrou os cantares de Hilda Hilst as vinte e duas canções de amor para um homem só. A poesia do amor e de seus conflitos. Depois, que maravilha, as crônicas do amanhecer, de maria josé limeira. Eis uma nova amiga, e de muita coragem.

 

Fonte: http://www.maiomargaridas.blogspot.com/



- Postado por: Zezé Limeira às 02h37 PM
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TUDO QUE É BOM NÃO TEM LÓGICA:

Maria José Limeira

 

Amor correspondido.

Beijo roubado.

Samba sacudido.

Terra e gado.

Passarinho fugido

da gaiola.

 

E mais outras coisas

que eu não posso dizer.



- Postado por: Zezé Limeira às 11h24 PM
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LEILÃO DE POESIA

Maria José Limeira

 

Vendo tudo que tenho:

a casa, o ar, a maresia,

o pássaro, a senha,

caracteres digitais,

meus quintais,

o engenho.

 

Não vendo minha Poesia.

 

Possíveis compradores

dos meus versos

regateiam preços,

pedem abatimento

ou querem tudo de graça.

 

Fecho minha loja

para balanço.

Estou de greve.

 

Escrevo requerimento

ao Ministro da Cultura.

Peço ressarcimento

dos prejuízos.

 

Todo poeta é um ser

incompreendido.

 



- Postado por: Zezé Limeira às 11h21 PM
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VIAGENS

Maria José Limeira

 

Viajei luas & sóis.

Dei saltos & cambalhotas.

Vi anoiteceres & caubóis.

Escrevi ipsilones & jotas.

 

Ultrapassei meus limites.

Adormeci na praia.



- Postado por: Zezé Limeira às 11h19 PM
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PASSARINHO PIU-PIU

Maria José Limeira

 

Canta passarinho.

Escreve canção de amor.

Depois, na volta ao ninho,

adormece langor...



- Postado por: Zezé Limeira às 11h18 PM
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MEU BEIJA-FLOR

Maria José Limeira

 

Enquanto houver Poesia.

Enquanto houver ilusão.

Enquanto houver fantasia...

não há PCC que resista

à minha canção.

 

 

JOGUEI MINHAS FRASES FORA

Maria José Limeira

 

Quem primeiro voou longe

foi "Eu te amo".

Em seguida, joguei fora

"Eu te perdôo".

O "Jamais te esquecerei"

foi esquecido.

Só não foi possível estraçalhar

minha saudade...



- Postado por: Zezé Limeira às 11h18 PM
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Professora deixa criança de 5 anos trancada na sala de aula
 
Esta semana, tivemos mais uma denúncia de uma criança de cinco anos que foi deixada pela professora trancada em sala de aula. O fato se deu na Escola Municipal Joaquim Ferreira Brito, na qual a professora, totalmente indiferente às consequências dos seus atos, foi embora e deixou a criança, fechada na sala, em desespero, chegando a urinar na roupa.
A mãe encaminhou a denúncia ao Promotor de Justiça da vara da Infância e da Juventude de Leopoldina.
 
        Leia completo
http://gloria.reis.blog.uol.com.br/                        


- Postado por: Zezé Limeira às 12h43 AM
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Sobre meu livro "Crônicas do amanhecer"

AMIGA DE FÉ

Gonzaga Rodrigues

 

Maria José Limeira, novembro/dezembro de 1963, eu preso a uma lesão extensa e profunda no ápice do pulmão esquerdo. A prisão dentro de mim, por mais janelas de luz e espaços de terra e céu que a manhã tropical pudesse prodigalizar.

 

Cumprindo o "repouso absoluto" da manhã, estirado na cama com as duas mãos na nuca, procurava no teto branco da enfermaria algum sinal imaginário do horizonte que, dali por diante, a doença e o futuro me delineavam. Sem dor, sem tosse persistente e já me insensibilizando dos constrangimentos do hospital, deixava-me ficar horas e horas com o pensamento naquele teto branco que servia de tela para as figuras, coisas e situações das quais a doença me retirara.

 

Como a enfermaria ficasse próxima à recepção, pude ouvir do meu leito a voz bem clara e sonante de quem reclamava inconformada por não poder visitar-me fora do horário pré-estabelecido. "Isso é absurdo !".

 

Era o protesto de Maria José Limeira, irmã branca e mui querida de juventude e de pendores literários e políticos. Vivíamos as mesmas leituras, os mesmos auditórios, o mesmo sonho perseguido de "a cada um de acordo com a sua necessidade e de cada um de acordo com a sua capacidade". Maria muito mais firme e participante.

 

Num flash-back de quatro décadas, tenho agora o privilégio de revisitá-la nas crônicas que o editor Juca Pontes vai lançar ao pôr do sol de hoje, na Bienal do Espaço Cultural. O EU de Augusto não é mais coerente. Desde o primeiro título, "Aldeia Virgem - alem", ao painel intimo de agora, subsiste uma guerreira que nunca sarou das injustiças, da violência manifesta ou latente contra o lírico do homem e da cidade. E que tem, no "bota abaixo" da rua de sua infância a força de um sentimento do mundo. Leio Maria como leio Augusto. Nada do que escrevem me deixa imune.

.............

 

gonzagarodrigues@hs24.com.br

 

Fonte:

Jornal O Norte

Em  25.05.2006

http://jornal.onorteonline.com.br/quinta/gonzaga.htm

 

 



- Postado por: Zezé Limeira às 07h19 PM
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SEMINÁRIO INTERNACIONAL DE DIREITOS HUMANOS

Olá, amigos? Recebi este scrap abaixo, no Orkut, e repasso aos interessados. A internet também tem notícias boas. Saludos, e obrigada a Camila por dividir esta mensagem com a gente.

Maria José Limeira.

...........

 

 Olá, Maria José. Acompanho as discussões na comunidade de Direitos Humanos e percebi que você é ativa nos debates. Então, mais que um convite, peço sua ajuda para divulgar o III Seminário Internacional de Direitos Humanos, que acontecerá aqui em João Pessoa, de 4 a 6 de setembro, com, entre outros, Boaventura de Sousa Santos. O tema será "Direitos Humanos e Multiculturalismo: perspectivas para a humanidade". O site do evento é www.ccj.ufpb.br/pos/seminariodh. Contamos com você.

Um grande abraço!

(Camila)



- Postado por: Zezé Limeira às 09h01 AM
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ORAÇÃO DA PROFESSORA TRANQUEIRA & MALVADA

Maria José Limeira

 

(Inspirada nas professoras malvadas e torturadoras, que comem criancinhas assadas na brasa)

 

"Senhor, eu me arrependo de torturar criancinhas em salas de aula e de comê-las assadas. Sou bandida muitas vezes por querer somente ganhar o dinheiro sem dar aulas regulares. Eu me arrependo de ter abraçado a profissão de professora, sem vocação. Prometo, Senhor, que vou mudar de ramo, e doravante serei apenas faxineira da escola, para lavar os banheiros e cheirar o chão.

“Senhor, eu quero me redimir de tantas vezes ter dormido de calcinha, quando meu marido não me procurava, pois ele vivia nas ruas caçando quengas melhores de cama do que eu. E eu descontava o ridículo da minha situação em cima das crianças inocentes nas salas de aulas, tratando-as como animais, e taxando-as de marginais antes que provassem o contrário. E tinha inveja da exuberância adolescente das minhas alunas que compareciam às salas de aula muito belas, enquanto em mim havia apenas um rosto maltratado pela carência sexual, sem solução. Perdoai-me, Senhor, eu viver desde há tanto tempo subindo pela paredes (SPP), com um marido que prefere as mulheres das ruas do que eu, sua Santa Esposa, torturadora de alunos e comedora de criancinhas, a favor da chacina do Carandiru, e defensora da idéia Bandido Bom é Bandido Morto.

Ajudai-me, Senhor, a me regenerar desses maus pensamentos, para voltar a ser humana...”

 



- Postado por: Zezé Limeira às 09h54 PM
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GOVERNOS TÊM MENOS CREDIBILIDADE QUE A IMPRENSA NOS PAÍSES POBRES

Notícia publicada no Código Aberto, de Carlos Castilho:

 

"Uma pesquisa divulgada em Londres mostra que os habitantes da América Latina, Ásia e África confiam mais na imprensa do que nos governos de seus respectivos países. Os resultados da pesquisa encomendada pela BBC, agência Reuters e pela ONG britânica Media Center mostram também que nos países ricos da Europa e América do Norte, os governos têm mais crédito do que os jornais, revistas, rádio e televisão."

 

Fonte: http://www.pontodeanalises.blogspot.com/

 



- Postado por: Zezé Limeira às 01h39 PM
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FUTUROS ESTOUROS

Maria José Limeira

 

Estou aqui pensando

com os botões

da minha própria blusa.

O que será que vai acontecer

quando as pessoas descobrirem

que eu não sou eu?

E, não sendo eu,

não sou responsável

pelas bombas terroristas,

e pelas balas perdidas

que pipocam

à sombra dos edifícios.

 

 

TROCANDO DE CANAL E DE TV

Maria José Limeira

 

Quando as imagens passam a ser

policiais fardados

metralhados nas ruas,

é melhor trocar o aparelho de TV.

Esses produtos de som

e eletro-domésticos

de hoje em dia

são de cavaco-chinês.

Quando apresentam defeitos,

devem ser jogados fora.

 

A vida é um objeto reciclável!



- Postado por: Zezé Limeira às 02h00 AM
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DELÍRIO TREMENS

Maria José Limeira

 

Quando o alcoólatra

vê flores dentro do copo,

é porque a geladeira da casa

abriga soldados do exército,

debaixo da cama tem jacaré

e o roxo é cor de luto...



- Postado por: Zezé Limeira às 01h58 AM
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CAMPO DE FLORES

Maria José Limeira

 

As flores selvagens

do campo

são mais bonitas

do que as rosas

artificiais

que as janelas

dos apartamentos

exibem.

 

 

VIRTUDES & PECADOS

Maria José Limeira

 

Virtude é muito boa.

Mas, tem gosto de sopa

de perna de anjo:

fria!

Já o pecado...

Vale a pena sonhar!

 

 

SOLTANDO A FRANGA

Maria José Limeira

 

Meu grito do Ipiranga

foi dado numa tarde morna.

Eu & você, sem canga

e sem porta.

 

 

UTI

Maria José Limeira

 

São brancas as paredes

do quarto do hospital.

Mas, é na UTI

que nossos segredos

se revelam.

 

 

HIPÓCRITAS NO DESERTO

Maria José Limeira

 

Acho que os hipócritas

deveriam morar no deserto.

Somente assim chegariam

a dar valor

ao Sermão da Montanha.

 



- Postado por: Zezé Limeira às 10h55 PM
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ANJOS

Maria José Limeira

 

Anjos são entidades

etéreas

sem sexos.

Por isto, só sentem ciúmes

de Deus.

 

 

ESTRELAS & SÓIS

Maria José Limeira

 

Quando os olhos anoitecem,

sonhos são estrelas

e desejos explodem

sóis.

A sós.

 

 

LUZ INCERTA

Maria José Limeira

 

Quando falta

luz elétrica

não basta acender

a vela.

É preciso ter

bons olhos.

 

 

DIA DA DERROTA

Maria José Limeira

 

Quem desiste do sonho

abre mão de si mesmo.

Opta pelo vazio e inicia

a marcha da capitulação.



- Postado por: Zezé Limeira às 10h52 PM
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CORAÇÃO PARTIDO

Maria José Limeira

 

Quando você me deixou,

meu coração partiu-se

em dois.

Um lado rastejou

como cobra,

implorando perdão.

O outro, subiu

ao vigésimo-primeiro andar

e pulou no vazio.

 

O mais interessante

é que meu lado suicida

sobreviveu.

Mas, o outro lado

(cobra!)

perdeu-se no meio

da mata.

Saiu de circulação.



- Postado por: Zezé Limeira às 10h50 PM
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FLOR & ASFALTO

Maria José Limeira

 

A coisa mais certa

desta vida

é que não nasce flor

no asfalto.

Mas... se nascesse?

Seria atropelada

pela pressa.

 

 

UM INSIGNIFICANTE CAMUNDONGO SEM CÉREBRO

Maria José Limeira

 

Era um insignificante

camundongo sem cérebro.

E, por isso mesmo,

não sei por que gritava tanto

na hora de morrer...

 

O sofrimento é assim:

não tem nome.

 

 

MEMÓRIA

Maria José Limeira

 

Foi tanta coisa bonita

que vivemos juntos.

Mas só me lembro mesmo

de uma:

a coisa do adeus...

 

 

ESPELHO MEU

Maria José Limeira

 

Confronto o espelho

de mim mesma

e uma imagem fugaz

me diz que estou distante,

como se tivesse ido embora.



- Postado por: Zezé Limeira às 10h49 PM
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POEMA INACABADO

Maria José Limeira

 

Uma rosa murcha

na cama vazia.

Um disco arranhado

tropeça no cio.

Um silêncio zangado.

O frio.

 

O resto só posso contar

quando você voltar.

 

 

BRUXAS & COMUNISTAS

Maria José Limeira

 

As bruxas foram queimadas

em grandes fogueiras.

Escondem-se em densas

florestas.

Os comunistas são eternos.

 

Bruxas & comunistas

são fortes e belos.

 

 

BARATAS, BOMBAS, RELÂMPAGOS

Maria José Limeira

 

Quando a barata voa

e cai no decote

do vestido da mulher,

aiaiai...

Isto faz cócegas!

 

Quando estoura uma bomba

no meio da rua,

mulher pensa logo

em noite de São João,

e sai para o terreiro.

Dança baião!

 

Quando relâmpago clareia

o céu,

eu me agarro logo

com o alguém que está comigo

na cama,

rezo em voz alta:

-Santo Anjo do Senhor!



- Postado por: Zezé Limeira às 10h46 PM
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O ANIVERSÁRIO DE UMA RAINHA

NA VOZ DO MENOR VASSALO

 

 Anibal Beça

 

(Para Maria José Limeira)

 

Na  lagoa de João

Pessoa da Parayba

um arrepio nas águas

dos tempos dos caraíbas

é o mesmo que hoje passeia

ondas na pele eriçada

de homens de fora e os de casa

quando a avistam na calçada.

Quem é ela, quem é ela?

é o bochicho forasteiro

na passagem da José

que é Maria de Limeira

prima-irmã de um certo Zé

que fez do absurdo um luzeiro.

Essa Maria não vai

nunca como outras Marias.

Desde cedo se afirmou

com vontade e decisão

sem perder sua ternura

leva a vida pela mão.

Poeta de raros dotes

de texto bem humorado

seus versos ganharam mundo

na Rede que é seu reinado.

Não é rede de dormir

que a preguiça não lhe habita

pois sabe que a eternidade

será leito da bendita.

Me refiro à Internet

onde ponteia brejeira

pelos links de ultramar

abrigando bucaneiros

Essa tchurma da WEB 

piratas indeletáveis

regados no seu carinho

vinho nobre palatável.

E daqui dessa Amazônia

lhe envio a Vitória-régia

a flor que merece a rainha

pela data mais egrégia.



- Postado por: Zezé Limeira às 11h43 PM
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BALAIO DE GATOS

Maria José Limeira

 

O balaio de gatos

está cheio.

Superlotado.

De longe,

ouço as reclamações.

 

 

BOLA DA VEZ

Maria José Limeira

 

O dono da bola

é aquele

(infelizmente)

que põe o dedo

na ferida

e ordena:

-Atirar!



- Postado por: Zezé Limeira às 04h16 PM
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APAGOU-SE O QUE ERA DOCE

Maria José Limeira

 

Apagou-se a serenata.

Acabou-se o amor.

Murchou a madrugada.

O que era doce amargou.

 

 

BURACO NEGRO

Maria José Limeira

 

Nossos lençóis manchados.

Nossas meias furadas.

Nossas roupas íntimas.

Tudo foi parar

na lavadeira centrífuga,

o buraco negro

que lava tudo,

e o gato carregou.

Aqui na minha casa,

não há mais diálogo.

O gato é mudo.

 

 

LEVIANDADE

Maria José Limeira

 

Dentro de todo homem,

há um gato dengoso,

de olho

nas gatinhas que piscam.



- Postado por: Zezé Limeira às 04h14 PM
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FILHOTES DA POESIA

Maria José Limeira

 

Luares, vagalumes,

clarões, pipocos,

estrelas saltitantes

e tiros no meio da noite.

São surpresas

que a Poesia nos revela,

sem nenhum aviso,

quando o sol se esconde.

 

 

ASSASSINAR O DESEJO

Maria José Limeira

 

Coisas que baixam o tesão:

Calcinha bem-composta.

Dá o sim antes do tempo.

Na hora da paixão, dizer:

-Preciso fumar um cigarro.

 

 

HIP-HIP HURRA!

Maria José Limeira

 

Não existe coisa mais triste

do que na hora do Parabéns Pra Você,

alguém se lembrar de perguntar:

-Afinal de contas, quantos anos você tem?



- Postado por: Zezé Limeira às 04h10 PM
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MARGARIDA DESFOLHADA

Maria José Limeira

 

Quando Margarida

começou a contar

folha por folha,

(bem-me-quer? mal-me-quer?)

o tempo havia passado.

Sem mais escolha,

ficou com a última opção

sofrida.

Dolorida!

 

 

AMOR & ÓDIO

Maria José Limeira

 

Quando o amor passou,

tentei cultivar o ódio.

Mas... como era

que eu ia poder

odiar as criancinhas?

 

 

AS PEÇAS QUE A MENTE NOS PREGA

Maria José Limeira

 

Tentei amar usando os poderes

da mente.

Mas, meu coração protestou:

"Sai daí! Ninguém toma

o meu lugar!"



- Postado por: Zezé Limeira às 04h08 PM
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DE ONTENS, HOJES & AMANHÃS

Maria José Limeira

 

De que nos servem

os ontens,

se os hojes

são tristes

e os amanhãs

nem tanto?

 

 

CULPA DE AMAR

Maria José Limeira

 

Confesso minha culpa.

Amei a pessoa errada,

num país distante,

numa terra estranha,

sem saber falar Inglês.

 

 

RETORNO

Maria José Limeira

 

Quando você reapareceu

à porta da minha casa,

após os anos

de ausência,

encontrou outro

em seu lugar.

Ele não é bonito

nem cheiroso.

Mas, pelo menos me ama

bem mais do que você.

 

Com qual dos dois

devo ficar?



- Postado por: Zezé Limeira às 04h06 PM
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POESIA

©Jade Dantas

 

Muitas vezes, excedem, as palavras

no que algumas poucas

trazem melodia mais que tantas.

 

Importa-me do que têm de nuvem.

De como acordam asas,

descem pelo silêncio. Procuro-as,

 

não no dicionário, porém na ausência

de limites. Não emolduram papéis.

Penetram de um jeito diferente

 

em cada um que as lê, mas penetram.

Renascem, abrigam sonhos,

caminham pelos sangues,

 

acordam ritmos adormecidos

e contemplam a eternidade.

Busco apenas essas palavras,

 

poucas, essenciais, para o poema.

Já que a poesia, maior que qualquer uma

onde o mundo pára, sem exceção,

 

limita-se a uma explosão,

sem palavra nenhuma.



- Postado por: Zezé Limeira às 10h12 PM
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A ALMA DE CADA UM

Maria José Limeira

 

Cada um tem sua alma.

É preciso descobrir.

Mas, nem sempre o segredo

é bonito ou agradável.

 

É mais prudente

não o desvendar.

 

 

HOMEM

Maria José Limeira

 

Nada mais do que costela,

costeletas,

pêlos em excesso,

vocação.

Versão melhorada

dos símios!



- Postado por: Zezé Limeira às 11h36 PM
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AMAR SEM SER AMADO

Maria José Limeira

 

Quem ama sem ser amado

e aceita a questão

sem discussão

merece ser enganado.

 

 

EXCESSOS

Maria José Limeira

 

Quando o frio vira gelo,

o vazio é amplidão

e a dor vai além

do que o coração suporta,

o melhor a fazer

é dar corda no relógio,

ajustar o fuso horário,

aceitar a realidade

como é.

 

Guardemos os sonhos

para depois!



- Postado por: Zezé Limeira às 11h34 PM
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CAMA VAZIA

Maria José Limeira

 

Minha cama está vazia.

Mas, ainda sinto o cheiro

do ontem:

suas águas nos lençóis,

pingos do perfume Avon,

e o resto dos pêlos

que você se esqueceu

de levar,

na pressa do adeus...

 

 

AUTOS DA CULPA

Maria José Limeira

 

Confesso minha culpa.

Amei demais,

quando deveria amar

somente o necessário

para aceitar

ser enganada,

sem reclamar.



- Postado por: Zezé Limeira às 11h33 PM
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AMOR DÓ-RÉ-MI

Maria José Limeira

 

Após o ato bem-feito,

você quis apagar tudo.

Mas a mancha no meu leito

é prova de amor  agudo.

 

Não adianta tentar.

Nem querer voltar atrás.

O que foi feito, aí está.

O que fez não se desfaz.

 

 

GORJETA

Maria José Limeira

 

Depois da cama vem banho.

Depois do amor, o final.

Depois da dor, abocanho.

Tudo acaba em carnaval.



- Postado por: Zezé Limeira às 11h31 PM
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TESTE

Maria José Limeira

 

Faça o teste:

experimente amar

sem ser amado.

Se conseguir sobreviver,

me procure.

Conte-me a sua história.

 

 

RESUMO DA ÓPERA

Maria José Limeira

 

A bailarina dá saltos

e cabriolés,

como macaco

de galho em galho.

O tenor grita.

O contralto responde.

E tudo termina em pizza,

no som estereofônico.

 



- Postado por: Zezé Limeira às 11h30 PM
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Maria José Limeira

Seu nome é uma redondilha

Que à noite acende a fogueira

E a fé novamente brilha

 

(Áurea Charpinel)

 

Comunidade “Loucos por trovas”

www.orkut.com/

 



- Postado por: Zezé Limeira às 10h38 AM
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BIOGRAFIA
Maria José Limeira (Ferreira) nasceu em João Pessoa-PB, Brasil, fez curso (incompleto) de Filosofia Pura na UFPB. Presa, em 1964, pelas forças da repressão, no Quartel do 15RI, abandonou seus estudos superiores,auto-exilando-se nas cidades do Rio e São Paulo, onde conviveu com os escritores Aguinaldo Silva, Vinicius de Moraes, Assis Brasil, José Edson Gomes. Conheceu, no Rio, o poeta português e crítico literário Arnaldo Saraiva, da cidade do Porto, que dedicou a ela seu livro ""Encontros/Des-encontros, amizade que perdura até hoje. Retornou à Paraíba nos anos 70, quando ingressou no Jornalismo, começando como repórter até chegar a ocupar cargos de Direção em diversos jornais, inclusive no semanário "O Momento", que ajudou a fundar...

Livros publicados:
"Margem", "Aldeia virgem além", "As portas da cidade ameaçada", "O lado escuro do espelho" (contos); "Olho no vidro"(novelas) e "Luva no grito" (romance). Escreveu também peças teatrais, como "Os maloqueiros", "O transplante" e "O alcoólatra". A peça "Os maloqueiros" recebeu Menção Honrosa em concurso de âmbito nacional promovido pela Prefeitura Municipal de Belo Horizonte-MG. Atualmente, escreve um livro de "Memórias".

Outros textos inéditos:
"Contos da escuridão" (contos), "Todos os seres" (poemas longos), "Crônicas do amanhecer" (crônicas). Foi uma das fundadoras, na Paraíba, do Movimento Feminino Pela Anistia (MFPA-Pb), num esforço conjunto com outras entidades pela promulgação da anistia ampla, geral e irrestrita no Brasil. Atualmente reside em João Pessoa-PB.
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