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SÉRIE “HOJE EU CHOREI”,

DE AUTORIA DE

MARIA, A PLAGIADORA

 

Hoje cedo eu chorei, quando encontrei meu pai junto com um tal de Milton transando a céu aberto. E ainda por cima, eu soube que ele é defensor dos direitos humanos, quando, ao contrário, minha profissão é caçar bandidos, as mães dos bandidos, os filhos dos bandidos, as irmãs dos bandidos e a quinta geração dos bandidos, colocá-los tudo dentro de um mesmo saco de gatos e jogá-los dentro da lagoa. Afoguem-se, cambada de cornos! E agora? Que farei se meu paizinho for embora com o Miltinho? Aiaiaiaiaia... Depois escrevo mais, porque agora é impossível, pois estou cega pelas lágrimas...

Saludos.

Maria, a Plagiadora.



- Postado por: Zezé Limeira às 01h32 AM
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Hoje eu chorei - Cont.

Hoje eu chorei quando encontrei uma senhora (de bem, diga-se de passagem), já entradanas idades, tomando chazinhos com as comadres, e organizando um cordão encarnado para matar criminosos nas calçadas (o mínimo, serão 111 mortos, dizia ela). Aiaiaiaia....meudeusdocéu... cortada da população brasileira... Essa senhora, junto com um tal de Ubiratan, vai instalar no país um novo holocausto, porque pra ela ninguém presta, só ela e coronelzinho dos três costados, conhecido matador de bandidos. Me disse ela, que se for instaurada uma ditadura no país, como ela pretende, ela vai lamber as botas dos coronéis.... Depois escrevo mais, esta história é muito comovente. Buuúáááá!!!

Saludos.

Maria, a Plagiadora.



- Postado por: Zezé Limeira às 01h27 AM
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Hoje eu chorei - Cont.

Encontrei hoje aquela Senhora Caça-Bandidos, que me fez as seguintes lamentações:

 

"Aiaiaiaiai! Hoje eu chorei, porque o amante gay do meu painho queria caçar bandidos e a tchurma dos direitos humanos não deixava... Ah, se fosse possível voltarmos à ditadura militar! Eu lamberia com gosto as botas do coronel Ubiratan, juntaria os subversivos, e os bandidos ladrões tudo num mesmo saco, e os afogaria na lagoa Rodrigo de Freitas. O Caveirão seria meu carro de luxo! Aiaiaiai! Que vida ingrata esta minha nessa democracia.... Não posso mais dizer nada, porque estou sufocada pelas lágrimas. Amanhã digo mais... Buuáááá!!!"

 

Então, penalizada, eu a consolei:

-Comadre Caça-Bandidos, tenha paciência, que logo logo a ditadura militar volta e a senhora pode lamber as botas do Coronel Ubiratan em paz, sem interferência dos direitos humanos.

E ela se calou.

 

Saludos.

Maria, a Plagiadora



- Postado por: Zezé Limeira às 01h22 AM
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Hoje eu chorei - Final

Os meus textos sub-literatura da Série "Hoje eu chorei"

foram escritos em homenagem aos caçadores de bandidos e de bruxas.

Obrigada aos amigos e amigas, pela "inspiração".

Aproveitem seus dias de glória.

Saludos.

Maria José Limeira.

..........

Fonte: Comunidade “Direitos Humanos”

www.orkut.com/



- Postado por: Zezé Limeira às 01h19 AM
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"De tanto ver triunfar as nulidades,

de tanto ver prosperar a desonra,

de tanto ver crescer a injustiça,

de tanto ver agigantar-se o poder nas mãos dos maus,

o homem de bem chega a desanimar da virtude,

a rir-se da honra e a ter vergonha de ser honesto "

(Ruy Barbosa, em 1914).



- Postado por: Zezé Limeira às 01h47 AM
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”Os poderosos podem matar

uma, duas ou até três rosas,

mas jamais poderão deter

a primavera”.

(Che Guevara)

 

www.territoriomulher.com.br



- Postado por: Zezé Limeira às 11h30 AM
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A DURA LEI – OU UM CANTO PARA VOCÊS

Marcos Tavares

 

(Para meu filho Rafael e para Wladimir Herzog, que não conseguiu dar uma Constituição ao seu filho)

 

1

Rafael,

o que te damos hoje

é uma Constituição.

 

Ela nos custou

algumas porradas no porão,

alguns dentes a menos

e neuroses a mais.

 

Custou os pais

de alguns filhos

e os filhos de alguns pais,

que hoje não podem

– como eu –

te dar a Carta da Nação.



- Postado por: Zezé Limeira às 11h58 PM
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A dura Lei - Cont.

2

Rafael,

uma Constituição se faz

menos com palavras

e mais com ações.

 

A minha geração

criou leis e ditaduras

criadores e criaturas

políticos e polícia.

 

Escreveu outras Constituições

e no berço esplêndido das paixões

rasgou-as.

 

Essa que te dou é falha,

errada como tudo que fizemos,

frágil como o tempo que vivemos,

mortal como os Guevaras

que morremos.

 

Essa que te dou é falha,

uma tralha de Leis,

que inventamos

para que possamos

nos ufanar de uma Nação.



- Postado por: Zezé Limeira às 11h57 PM
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A dura Lei - Cont.

3

Meu filho,

todos são iguais perante a Lei.

É só o que sei que está escrito

e sei a tinta que usaram.

 

Há sangue respingando,

dentes quebrados,

choques aplicados

para que se fizesse uma Constituição.

 

Não que ela seja a Carta

que eu queria te dar.

Mas é a Carta promulgada

e contra ela nada

– eu disse nada –

poderá ser feito.

 

A não ser,

– é teu direito –

que a tua geração

desça de novo ao inferno do porão

e recrie sua própria Constituição.



- Postado por: Zezé Limeira às 11h55 PM
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A dura Lei - Cont.

4

Não há Leis para a concepção,

não há Constituição para o amor.

Nada regula a dor nem o perdão.

Como igualmente a chuva do verão

não precisa de um legislador

para que caia.

 

Nenhum artigo

obriga que o sol

saia todo dia.

Ninguém marcou

quando inicia a primavera.

 

Nem as tábuas da Lei

determinaram as eras.

 

Rafael, não sei o que você espera

desta nação.

 

Essa fratura exposta na América

esse incontinente país

de irmãos bastardos.

Não sei o que te dirá

esta Constituição

esse remédio tardo

essa doença antiga

essa maleita amiga

a arrepiar de civismo nossos pêlos.

Não sou eu a te fazer apelos

de fuzil na mão.

Nem a te falar de auri-verde pendão

ou Pátria amada.

 

Idolatrada hora

da razão.



- Postado por: Zezé Limeira às 11h54 PM
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A dura Lei - Final

5

Não sou o pai

sou o irmão.

 

Ambos cidadãos

deste País Brasil.

Ambos Tiradentes

de um abril qualquer.

Pedros primeiros

sem espada.

 

Ambos legisladores

e guardiões

dessa Lei promulgada.

 

E ambos,

sem entender nada.

 

(Da antologia “Autores paraibanos – Poesia”, Editora Grafiset, João Pessoa-PB, 2006).



- Postado por: Zezé Limeira às 11h52 PM
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O medo é um instrumento fundamental do fascismo.

(Paulo Mendes Rocha, arquiteto)



- Postado por: Zezé Limeira às 11h12 PM
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ORAÇÃO PARA MARILYN MONROE

(Ernesto Cardenal)

 

Senhor

recebe esta moça conhecida em toda a terra pelo nome

de Marilyn Monroe

ainda que este não seja o seu nome verdadeiro

(mas Tu conheces o seu nome verdadeiro, o da pequena orfã).

violentada aos 9 anos,

a empregadinha de loja que quis se matar aos 16

e agora se apresenta diante de Ti sem nenhuma maquilagem

Sem seu Agente de Imprensa

Sem fotógrafos e sem assinar autógrafos

sozinha como um astronauta diante da noite espacial.

Ela sonhou quando menina que estava nua em uma igreja

(de acordo com a Time)

diante de uma multidão prostrada, com as cabeças no chão

e tinha que caminhar na ponta dos pés para não pisar nas cabeças.

Tu conheces nossos sonhos melhor que os psiquiatras.

Igreja, casa, cova, são a segurança do seio materno

mas também é mais que isso.

As cabeças são os admiradores, é claro

(a massa de cabeças na escuridão debaixo de um jorro de luz).

Porém o templo não são os estúdios da 20th Century Fox

que fizeram de Tua casa de oração um covil de ladrões.

Senhor

neste mundo contaminado de pecados e radioatividade

Tu não culparás apenas uma empregadinha de loja.

Que como toda empregadinha de loja sonhou ser estrela de cinema.

E o sonho foi realidade (mas como a realidade do technicolor).

Ela apenas representou de acordo com o script que lhe demos

--O de nossas próprias vidas-- E era um script absurdo.

Perdoa-lhe Senhor e nos perdoa

por nossa 20th Century

por esta Colossal Super Produção em que todos trabalhamos



- Postado por: Zezé Limeira às 01h13 PM
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Para Marilyn Monroe - Cont.

Ela tinha fome de amor e oferecemos tranqüilizantes.

Pela tristeza de não sermos santos

recomendamos a Psicanálise.

Lembra-Te Senhor do seu crescente pavor da câmara

E seu ódio à maquilagem – insistindo em maquilar-se a cada cena –

e como se foi fazendo maior o horror

e maior a impontualidade nos estúdios.

Como toda empregadinha de loja

sonhou ser estrela de cinema.

E sua vida foi irreal quanto um sonho que um psiquiatra interpreta e arquiva.

Seus romances foram um beijo com os olhos fechados

que quando se abrem os olhos

descobrem-se embaixo de refletores

e os refletores se apagam.



- Postado por: Zezé Limeira às 01h10 PM
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Para Marilyn Monroe - Final

E as duas paredes do quarto se desmontam  (eram um set de cinema)

enquanto o Diretor se afasta com suas anotações

porque a cena já foi rodada.

Ou como uma viagem de iate, um beijo em Singapura, um baile no Rio

a recepção na mansão do Duque e da Duquesa de Windsor

vistas da sala do apartamento miserável.

 O filme acabou sem o beijo final.

Acharam-na morta em sua cama com a mão ao telefone

E os detetives não souberam a quem ia chamar.

Foi

como alguém que discou o número da única voz amiga

e ouve apenas a voz de uma gravação dizendo: Wrong  Number

Ou como alguém que ferido pelos gangsters

estende a mão para um telefone desligado.

Senhor

quem quer que tenha sido a quem ela chamava

e não chamou (talvez ninguém

ou era Alguém cujo número não se encontra na Lista de Los Angeles)

atende Tu ao telefone.

 

 

(tradução:. Celso Japiassu)

........

 

Fonte:

http://www.umacoisaeoutra.com.br/literatura/traducao.htm



- Postado por: Zezé Limeira às 01h08 PM
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O HERMAFRODITA

Rodrigo de Souza Leão

 

Eu tenho 40 anos e nunca transei na vida. Nem com homem e nem com mulher. Mas posso dizer que sou heterossexual, já que o meu desejo é todo por mulheres. Sendo mais drástico ainda, posso afirmar que jamais beijei uma mulher. Digo de antemão que se masturbar é uma arte. Conviver com o próprio pênis é uma arte. Não sou padre, não estou preso, não é o fim do mundo, o mundo não acabou e sou o único sobrevivente. Não tenho medo de sexo, não tenho medo de broxar, não tenho pênis pequeno; apenas me dedico à arte de me masturbar. Tudo começou bem jovem, quando aos 11 anos, fiquei horrorizado ao ver um amigo se bolinando, mas, dias depois, num ônibus, quando uma mulher se sentou ao meu lado e roçou minhas coxas nas dela, pude sentir meu membro rígido. Cheguei em casa excitado e fui diretamente para o banheiro onde bati minha primeira punheta. Foi algo como o descobrimento de que podia voar. Nunca mais larguei o vício solitário. Jamais procurei uma psicóloga, muito fui a uma sessão... A mulher era bonita... Bati uma punheta na frente dela. Ela foi categórica dizendo que meu único problema era a falta de respeito. Nunca mais quis me ver, mas é, ainda hoje, alvo de minha mão e minha imaginação sexual. Ao meu pai foi dito que não tinha problema e era coisa da idade. O velho me levou para a zona. Lá me masturbei vendo as putas rebolando. Não senti vontade de beijar, acariciar ou outra coisa que não a masturbatória. Meu pai achou anormal, mas foi levando. Garoto novo. Eu tinha só 11 anos. O Vício é difícil de se largar. Uma vez cheguei a me masturbar 12 vezes num só dia. Considerava-me um super-homem até saber que Daniel, um amigo judeu, alardeava para todos que batera 25 punhetas num só dia. Daniel passou a ser o meu paradigma. Era o recorde a ser batido. Num dia de férias, dia 11 de fevereiro, consegui a façanha de me masturbar 28 vezes num só dia, quebrando o recorde de Daniel. A partir daí passei a privilegiar a qualidade e não mais a quantidade.

- Postado por: Zezé Limeira às 03h43 AM
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O hermafrodita - Cont.

No começo comprava revistinhas de sacanagem e me deleitava até as páginas ficarem coladas e impossíveis de serem manuseadas. Minhas punhetas eram sensórias, eu olhava as mulheres e corria para o banheiro para praticar o mais solitário dos vícios. Sempre estudei em colégio de padre e o padre Alceu era um chato que ficava policiando a masturbação alheia até ir dormir. Mas a madrugada era sempre uma criança e sempre havia um tempinho para deixar o líquido branco aquecer minhas mãos calejadas. Certa vez eu fui pego no ato e o padre me disse que iria ficar com a mão peluda e com o peito de mulher. Mas nada, nada me desviaria de meu destino de punheteiro. Pensava em louras, morenas, africanas, ruivas. Qualquer mulher era alvo de meu desejo. Eu era infiel na minha masturbatória. Sou um artista. Mas sou pudico e atento à moral e aos bons costumes. Nunca gostei de ver revista de sacanagem total – aquelas em que aparecem os membros dos homens. O único pênis que gosto é o meu, apesar de ele não ser o maior do mundo é o melhor. Tem um bom tamanho e um tratamento vip. Gostava de minhas colegas de turma também. Aquelas que não dormiam no internato. Havia uma Claudia que chegava com a saia nos pés e, no decorrer do dia, ela ia dobrando a saia até quase aparecer a calcinha. Ia para o banheiro e olhava Claudia pela fechadura e descascava ali mesmo a minha banana. Neste tempo me masturbava balançando o pênis lateralmente.

- Postado por: Zezé Limeira às 03h42 AM
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O hermafrodita - Cont.

Que prazer lembrar! A bunda passou a ser o alvo da minha perdição. Gostava daquelas bundas formatos pêra. Na feira eu mal podia passar por uma banca com pêras que eu ficava excitado. Mas nunca comi uma pêra. Até aí tinha meus quinze anos e papai me achava normal, mas começava a desconfiar de minhas atitudes em prol de um certo isolamento. O que é normal na sexualidade? A gente que estupra e faz horrores. Eu gosto de me masturbar. Todo o dia acordava de pênis ereto e todo dia era dia de índia. Havia coelhinhas da Playboy espalhadas pela parede do quarto. Os padres diziam que no céu não tinha essas coisas, mas, quem nunca punhetou que atire a primeira pedra. Nunca levei maça para professora nunca, eu levava pêra para as que tinham bunda pêra. Subitamente eu pedia para ir ao banheiro, depois de ter visto a abundância da professora, e espancava o macaco. Sempre foi assim. Aos 15 anos cheguei na fase das calças apertadas, não podia ver uma mulher numa calça atochada, num jeans atochado, numa malha de ginástica. Minha idola punhetal da época era a Erin Gray, do filme Buck Rogers. Ela usava uma malha apertada azul cintilante que me dava um tesão de babar. Não perdia um dia da série. E eu aumentava o ritmo e diminuía, segurava o prazer e soltava, o duro era manter o pênis duro numa hora em que a Erin Gray aparecia. Ejaculava na tela da TV. Êxtase. Orgasmo. Punheta total. Total. Tinha sonhos com meu falo cada vez maior. Uma fez pensei que ele podia ser o pé de feijão e me levar para o reino da masturbação visual. Numa piscina bati uma punheta dentro, dágua certa vez, o visual da mulher nem era tão bom, mas não tinha ninguém vendo e ela estava de bunda para o alto num biquíni pequenino e descasquei, mesmo amando as calças apertadas... Sonhava com meu falo. Falava do meu falo comigo mesmo. Meu pênis era coisa mais importante da minha vida.

- Postado por: Zezé Limeira às 03h40 AM
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O hermafrodita - Cont.

Não queria que ninguém o manejasse, que ninguém me tocasse. Nem mulher poderia me fazer feliz, só o meu caralho, só ele. Nada de Deusas. Nada de mulher. Sou dono dele e não solto e não ponho apelido. Apelido é mulher quem coloca. Ele faz tanto parte de mim que se chama o que eu me chamo e é o que eu sou. Não vou botar apelido nem para melhorar o texto e tirar os nomes caralho, pênis, falo etc e tal. Não vou fazer isso. Não quero ganhar o Nobel com um texto como esse. Apesar dele ser maravilhoso e falar de meu pênis sei que ninguém fala do assunto. Não existe tanta coragem assim na humanidade. A humanidade não é um espelho plano e eu nunca me masturbei olhando no espelho. Gosto de mulher. De mulheres que possam me dar prazer através da arte da masturbatória,, sem tocar em mim. Com 17 anos passei a bater punheta de cima para baixo. Era mais gostoso e demandava menos esforço físico. Por esta época chegou o vídeo cassete em casa. Meu pai comprou um para mim e me presenteou num aniversário dizendo que aquilo era para eu ver os grandes clássicos do cinema. Deu-me uma fitoteca em preto e branco. As mulheres eram lindas, mas não dava para ver as calças apertadas devido ao contraste da televisão. Mas o vídeo serviu para aprimorar a minha arte. Serviu para eu gravar a Erin Gray. A princípio tive uma fidelidade total à Erin mas depois estava gravando de tudo que me excitava nas mulheres: calças apertadas. Também neste momento passei a freqüentar “punhetalmente” outras partes do corpo feminino e outros tipos de roupa foram me fascinando. Em dias da discoteca do Chacrinha, Sarita Catatau me colocava nas alturas. Rita Cadilac também e Idem para Dalva e companhia. Broxei o dia que soube que a Índia Amazonense era um travesti. Chorei pacas. Senti-me traído pelo desejo. 99% do meu tempo livre passava me masturbando ou pensando em como gravar ou em formas novas de chegar ao prazer via a arte da masturbatória. Meu pai me chamou para uma conversa e me perguntou o por quê não tinha amigos e nem namorada. Dizia pelo menos você não é gay. Felicidade é algo mental. Eu sou feliz. Nenhuma mulher vai acabar com o meu relacionamento comigo mesmo. Comecei a malhar, mas fui expulso da academia, pois ficava muito tempo no banheiro. Fui expulso da aula de canto. Fui expulso do supermercado. Fui expulso do escotismo. Fui expulso do colégio.

- Postado por: Zezé Limeira às 03h38 AM
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O hermafrodita - Final

Nunca pensei em cortar os pulsos. O pulso é parte da mão, a coisa que vem em segundo lugar, mas é importante para a minha manifestação artística. Entrei na Universidade e a mulherada começava a dar em cima de mim. Eu levava algumas para casa só para papai pensar que eu estava namorando. Comprei uma máquina fotográfica e fiz um álbum da cabelada. Só tinha boceta. Era uma maravilha. As mulheres se deixavam fotografar até eu ganhar um processo no sindicato por não ser fotógrafo profissional. Passei a usar uma luneta para vasculhar a vida alheia. Era pau na mão e luneta no olho. Maravilha. Mas o mundo me condena e ninguém tem pena. Ganhei um murro do vizinho quando ele me viu espancando o macaco através de uma outra luneta, esta em sua casa. Tudo bem. O vídeo foi feito pra quê? Os amantes da masturbatória devem pensar que só falo em mim e nas minhas experiências. Só me importo comigo, com o que falo e com o meu falo. Nunca roubei nada. Nunca cometi nenhum crime. Não matei e não feri mandamento. Sou um punheteiro. Formei-me. Fui demitido de vários empregos. Meu pai colocou uma micro-câmera no meu quarto e ficou observando-me por um mês. Revoltado com o que viu, no dia do meu aniversário de quarenta anos, ele me internou num sanatório. Estou sendo tratado numa cama onde minhas mãos estão amarradas e não posso me masturbar. Não é a mesma coisa pensar em mulher e gozar com a força da mente. Quero sentir o meu pênis sendo tocado por mim mesmo. Num falo. Num como. Num gozo. Num nada. Só queria sentir mais uma vez aquele líquido branco e quente inundando a minha mão e me fazendo tremer sem ser eletro-choque.

 

[Publicado na revista Oroboro número 5]

 

Fonte: http://lowcura.blogspot.com/



- Postado por: Zezé Limeira às 03h36 AM
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A ONU deu uma chamada na Justiça de Portugal por permitir castigos corporais nas escolas do país. Imaginem se a ONU resolve dar uma olhada nas escolas brasileiras... 

O Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef, em Portugal, protestou contra uma decisão da justiça do país de  aceitar castigos corporais como parte da educação infantil.

 

        Leia completo

http://gloria.reis.blog.uol.com.br/         



- Postado por: Zezé Limeira às 09h43 PM
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Na saga dos sem-terrinha, um retrato do Brasil

 

ALCEU LUÍS CASTILHO | correspondente da APJ em Brasília

 

Esfriava no gramado do Congresso, no fim da tarde de terça-feira em Brasília, e o menino Douglas de Freitas, de apenas cinco meses, era o retrato do país. Nos braços do pai, e ao lado das irmãs Vitória e Ana Carolina, de 4 e 6 anos, ambas com saias e tops curtos nos únicos dias de inverno de Brasília, ele estava enrolado de modo improvisado em alguns panos, cercado de PMs. Sua única sorte era estar no período de amamentação. À 1 hora da quarta-feira, em plena Delegacia da Criança e do Adolescente em Brasília, sob a responsabilidade do Estado, Ana e Vitória ainda não tinham se alimentado, desde a manhã do dia anterior.

 

A saga dos sem-terrinha detidos pela polícia - dez crianças e 32 adolescentes - mostrou que a irracionalidade no Planalto não se restringiu aos sem-terra do MLST que invadiram o Congresso, depredaram patrimônio público ou agrediram seguranças. Do pôr-do-sol com tintas militares até a madrugada faminta, os "sem-culpa" foram duplamente vítimas: da negligência de pais ou líderes, que os levaram a uma batalha campal em plena sede do Legislativo, ao descaso inclassificável do poder público, em suas várias esferas.

 

Douglas, Vitória e Ana saíram de Itaderaí (GO), a seis horas da capital. Divino de Freitas, pai dele e padastro das meninas, contou, no fim da tarde, que todos estavam sem comer desde as 4 horas. "No acampamento estamos há quatro meses sem receber cestas básicas", disse. Filho de um policial militar de Goiás Velho, já falecido, Divino ficou preso no ginásio Nilson Nelson enquanto Divina Sebastiana de Souza acompanhava os três filhos à Delegacia da Criança e do Adolescente.

 

Desde o fim da tarde, no gramado, as crianças e adolescentes foram tratados indistintamente, em meio aos mais de 500 presos, a mando do deputado Aldo Rebelo (PC do B-SP). Ficaram no fim da fila, não tiveram ônibus separados, amparo de promotores da infância, assistentes sociais ou atenção da mídia. Ao entrarem nos ônibus da PM, ouviam dos policiais, como todo mundo: "Senta, abaixa a cabeça e põe os braços para a frente".

 

Ketlen, com 9 anos e golfinhos desenhados no lenço sobre a cabeça, saiu na manhã da segunda-feira de Açailândia (MA), para chegar às 11 horas da terça. "Trouxe ela porque o sonho dela era conhecer Brasília", conta a avó, Maria Gorete de Sousa. Para participar da invasão na Câmara, Gorete deixou a menina com uma vizinha. "Estou assustada", disse Ketlen no início da noite, enquanto os PMs fechavam cada vez mais o cerco sobre os sem-terra, encurralados. "Tenho medo desses policiais". Se estava gostando de Brasília? "Estava".



- Postado por: Zezé Limeira às 12h00 AM
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Sem-terrinha - Cont.

Somente às 20 horas os policiais terminaram a prisão em massa. As crianças foram poupadas de presenciar por muito tempo a cena inédita (não no Chile de Augusto Pinochet, mas no Brasil) de uma multidão amontoada em um ginásio, pois, cerca de duas horas depois, foram com as mães ou responsáveis - mas não os pais, por motivos que ninguém soube explicar - para a delegacia. A assistente social do SOS Criança, do governo distrital, chegou somente às 22h30. "Só fui avisada agora", disse Ana Alice Carter.

 

Pouco depois chegava o representante da Justiça, o comissário Eustáquio Coutinho - cerca de sete horas depois do início da confusão, transmitida nacionalmente. Em sua sala, o delegado-chefe José Adão Rezende declarava-se impotente diante do frio e fome das crianças. "Você quer que faça o quê, encomende lanches do McDonalds? Que eu leve todos para o sofá da minha casa?"

 

Comida de presídio

Do lado de fora da sala estavam amontoados as 13 adolescentes, uma delas grávida, e os 19 rapazes (entre 12 e 17 anos). Eles só saíram à 1h45 da quarta-feira, após prestarem depoimento, em que negavam ter conhecimento de planos para a invasão. "Você ainda deu sorte", disse depois ao delegado o coronel Weslei Maretti, comandante de toda a operação policial, pelo governo do DF. "Lá no ginásio ninguém quis falar nada".



- Postado por: Zezé Limeira às 11h58 PM
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Sem-terrinha - Cont.

Horas antes de os adolescentes serem liberados, o delegado Rezende adiantava que isso ocorreria. Mas era preciso "cumprir as formalidades". O descumprimento do Estatuto da Criança e do Adolescente prosseguia sem ressalvas, para o desespero de Amarildo Fiorentini, funcionário da Comissão de Direitos Humanos da Câmara. "Não sei o que fizeram no Congresso, pois estava viajando e vim direto para cá. Mas nunca vi uma coisa absurda dessas. Isso me deixa uma pessoa impotente, que não acredita mais em nada".

 

Amarildo viu os adolescentes amontoados no chão da delegacia e as crianças tremendo no ônibus. O presidente da Câmara, Aldo Rebelo, enviou vários funcionários ao local, entre eles a relações públicas Silvia Mergulhão e o coordenador administrativo Pedro Pellegrini, todos com o mesmo discurso do delegado Rezende e de todos os policiais envolvidos. "A culpa é dos pais, que os colocaram nessa situação".

 

A ausência de parlamentares só não foi completa porque, no gramado do Congresso, três deputados do Psol (Maninha, do DF, João Alfredo, do Ceará, e Ivan Valente, de São Paulo) e um do PT (Paulo Rubens Santiago, de Pernambuco), acompanhavam a megaprisão. "Só vi algo assim em 1969, quando estudava na UnB e saímos todos de mão para cima, em fila indiana", contava a deputada Maninha.

 

A força do anonimato

Na cidade em que 81 senadores alternam diariamente as sessões no plenário com o suculento cafezinho da Casa, os 42 adolescentes e crianças seguiram com fome até a 1 hora, quando finalmente chegou a "quentinha": arroz, batata, salsicha e farofa, diretamente enviados do presídio da Papuda. "Nenhum outro lugar em Brasília teria 500 quentinhas", alegaram os representantes da Câmara. "Mas e 42 quentinhas?" - a pergunta ficou sem resposta.

 

Mergulhão e Pellegrini logo tomaram a iniciativa de distribuir as marmitas. Desistiram, pois estavam quentes demais. Todos decidiram então que se comeria no Guará, na sede do MLST, para onde finalmente mães e crianças foram liberadas. Os adolescentes iriam depois para um abrigo - vários deles sob o risco de por lá ficar, por falta de documentação e presença dos responsáveis em Brasília.



- Postado por: Zezé Limeira às 11h57 PM
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Sem-terrinha - Final

Ao mesmo tempo em que chegava a comida de presidiário, eis que eram finalmente distribuídas roupas - agasalhos, casacos, camisas de manga comprida, moletons. O suficiente, porém, só para abrigar as dez crianças. Diante da curiosidade do repórter pela demora, a surpresa: nada fora enviado pelo SOS Criança. "Somos vizinhos", declararam os anônimos doadores voluntários. "Vimos a situação no Congresso e decidimos, por causa das crianças, ver o que estava acontecendo".

 

Quando o ônibus com as crianças finalmente saiu, acompanhado de uma viatura, cidadãos brasileiros como o bebê Douglas, Vitória, Ana, Ketlen, Jederson (9 anos), Aline (11 anos) dormiam ou olhavam pela janela, entre curiosos e assustados. Mas logo o ônibus teve de parar. Diante do frio, o motorista da viatura não conseguia ligar o motor. A assistente social Ana Carter deu uma larga risada: "Só faltava essa!"

 

O delegado e o coronel, Mergulhão e Pellegrini ficaram aliviados: o carro acabou pegando no tranco. A transferência dos adolescentes se deu sem problemas - mas com todos tiritando de frio. Um menino de 12 anos, encolhido, preferia cobrir a cabeça para não ser fotografado.

 

Sempre muito sintética, Ana esclareceu prontamente, ainda que com tom ligeiramente sarcástico, o motivo de o Estado não ter fornecido os agasalhos: "Porque não temos?.

 

Fonte: http://www.jj.com.br/jj2/politica/politica08062006-01.html



- Postado por: Zezé Limeira às 11h54 PM
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GLORIOSA POESIA!

Maria José Limeira

 

Ah! Gloriosa Poesia!

Com quantas palavras

me dizes do verbo amar!

Sem te importares

se odeio ou amo!



- Postado por: Zezé Limeira às 04h10 AM
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BIOGRAFIA
Maria José Limeira (Ferreira) nasceu em João Pessoa-PB, Brasil, fez curso (incompleto) de Filosofia Pura na UFPB. Presa, em 1964, pelas forças da repressão, no Quartel do 15RI, abandonou seus estudos superiores,auto-exilando-se nas cidades do Rio e São Paulo, onde conviveu com os escritores Aguinaldo Silva, Vinicius de Moraes, Assis Brasil, José Edson Gomes. Conheceu, no Rio, o poeta português e crítico literário Arnaldo Saraiva, da cidade do Porto, que dedicou a ela seu livro ""Encontros/Des-encontros, amizade que perdura até hoje. Retornou à Paraíba nos anos 70, quando ingressou no Jornalismo, começando como repórter até chegar a ocupar cargos de Direção em diversos jornais, inclusive no semanário "O Momento", que ajudou a fundar...

Livros publicados:
"Margem", "Aldeia virgem além", "As portas da cidade ameaçada", "O lado escuro do espelho" (contos); "Olho no vidro"(novelas) e "Luva no grito" (romance). Escreveu também peças teatrais, como "Os maloqueiros", "O transplante" e "O alcoólatra". A peça "Os maloqueiros" recebeu Menção Honrosa em concurso de âmbito nacional promovido pela Prefeitura Municipal de Belo Horizonte-MG. Atualmente, escreve um livro de "Memórias".

Outros textos inéditos:
"Contos da escuridão" (contos), "Todos os seres" (poemas longos), "Crônicas do amanhecer" (crônicas). Foi uma das fundadoras, na Paraíba, do Movimento Feminino Pela Anistia (MFPA-Pb), num esforço conjunto com outras entidades pela promulgação da anistia ampla, geral e irrestrita no Brasil. Atualmente reside em João Pessoa-PB.
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