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BRASIL, Nordeste, JOAO PESSOA, MANGABEIRA, Mulher


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SER TRISTE

Maria José Limeira

 

Tristeza,

a leve onda

que corta o infinito

é só o sorriso

da Gioconda,

sem grito...



- Postado por: Zezé Limeira às 03h19 AM
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POESIA PROFUNDA

Maria José Limeira

 

Poesia bate

no fundo do poço

Grita em vão.

Toda dor

deste mundo

só faz mal

ao coração.



- Postado por: Zezé Limeira às 03h17 AM
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UM APELO QUE VEM DE PORTUGAL:

Ajudem a encontrar o “Mateus do Brasil”!

 

Cara Maria José Limeira:

 

No site "Instituto da  Palavra", encontrei um texto,  muito ternurento, do Mateus Vieira Santos (oito  anos) que eu enviei, de  imediato, "para alguém especial" : o Mateus, de  Leiria, também com oito anos  e uma grande paixão pela leitura e pela escrita. Já  publica textos num  jornal.  Sonha ser escritor.  E adora Mia Couto,  cujos livros já devora com  uma fome insaciável.

Troco correspondência com este amigo de palmo e  meio, há dois anos.. Na sua  carta mais recente, disse-me que adorou o texto "A  maldição do zero" e que  o Mateus do Brasil" poderá vir a ser um grande  escritor... Gostava de lhe  escrever e de ser amigo dele. O Mateus de Portugal  acha que podiam  conversar sobre os seus "gostos", mas não tem o  endereço dele.

Maria José Limeira, poderá dar uma ajuda?

Aguardamos, ansiosamente, a sua  resposta. Obrigada, desde já.

Um abraço amigo

 

Maria João Oliveira

mariajoaocoimbra@gmail.com:

 

 P.S.: Tenho sentido a sua falta na Teia da Aranha.



- Postado por: Zezé Limeira às 11h31 PM
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Para um amigo que se matou

 

VIÉS PUNITIVO

(Bruno Pelicano)

 

Recalcitrante!

Mas ainda assim

— Destarte—

Insistimos em esquecer:

 

“Suicidas só disparam uma vez!”

 

 

Fonte: Comunidade “Bar do Escritor”

www.orkut.com/

 



- Postado por: Zezé Limeira às 10h49 PM
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PÁTRIA MINHA

Vinicius de Moraes

 

A minha pátria é como se não fosse, é íntima

Doçura e vontade de chorar; uma criança dormindo

É minha pátria. Por isso, no exílio

Assistindo dormir meu filho

Choro de saudades de minha pátria.

 

Se me perguntarem o que é a minha pátria direi:

Não sei. De fato, não sei

Como, por que e quando a minha pátria

Mas sei que a minha pátria é a luz, o sal e a água

Que elaboram e liquefazem a minha mágoa

Em longas lágrimas amargas.

 

Vontade de beijar os olhos de minha pátria

De niná-la, de passar-lhe a mão pelos cabelos...

Vontade de mudar as cores do vestido (auriverde!) tão feias

De minha pátria, de minha pátria sem sapatos

E sem meias pátria minha

Tão pobrinha!

 

Porque te amo tanto, pátria minha, eu que não tenho

Pátria, eu semente que nasci do vento

Eu que não vou e não venho, eu que permaneço

Em contato com a dor do tempo, eu elemento

De ligação entre a ação o pensamento

Eu fio invisível no espaço de todo adeus

Eu, o sem Deus!

 

Tenho-te no entanto em mim como um gemido

De flor; tenho-te como um amor morrido

A quem se jurou; tenho-te como uma fé

Sem dogma; tenho-te em tudo em que não me sinto a jeito

Nesta sala estrangeira com lareira

E sem pé-direito.

 

Ah, pátria minha, lembra-me uma noite no Maine, Nova Inglaterra

Quando tudo passou a ser infinito e nada terra

E eu vi alfa e beta de Centauro escalarem o monte até o céu

Muitos me surpreenderam parado no campo sem luz

À espera de ver surgir a Cruz do Sul

Que eu sabia, mas amanheceu...



- Postado por: Zezé Limeira às 09h24 PM
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Pátria minha - Cont.

Fonte de mel, bicho triste, pátria minha

Amada, idolatrada, salve, salve!

Que mais doce esperança acorrentada

O não poder dizer-te: aguarda...

Não tardo!

 

Quero rever-te, pátria minha, e para

Rever-te me esqueci de tudo

Fui cego, estropiado, surdo, mudo

Vi minha humilde morte cara a cara

Rasguei poemas, mulheres, horizontes

Fiquei simples, sem fontes.

 

Pátria minha... A minha pátria não é florão, nem ostenta

Lábaro não; a minha pátria é desolação

De caminhos, a minha pátria é terra sedenta

E praia branca; a minha pátria é o grande rio secular

Que bebe nuvem, come terra

E urina mar.

 

Mais do que a mais garrida a minha pátria tem

Uma quentura, um querer bem, um bem

Um libertas quae sera tamem

Que um dia traduzi num exame escrito:

"Liberta que serás também"

E repito!



- Postado por: Zezé Limeira às 09h23 PM
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Pátria minha - Final

Ponho no vento o ouvido e escuto a brisa

Que brinca em teus cabelos e te alisa

Pátria minha, e perfuma o teu chão...

Que vontade de adormecer-me

Entre teus doces montes, pátria minha

Atento à fome em tuas entranhas

E ao batuque em teu coração.

 

Não te direi o nome, pátria minha

Teu nome é pátria amada, é patriazinha

Não rima com mãe gentil

Vives em mim como uma filha, que és

Uma ilha de ternura: a Ilha

Brasil, talvez.

 

Agora chamarei a amiga cotovia

E pedirei que peça ao rouxinol do dia

Que peça ao sabiá

Para levar-te presto este avigrama:

"Pátria minha, saudades de quem te ama...

Vinicius de Moraes."

 

 

Texto extraído do livro "Vinicius de Moraes - Poesia Completa e Prosa", Editora Nova Aguilar - Rio de Janeiro, 1998, pág. 383.



- Postado por: Zezé Limeira às 09h21 PM
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GIRASSOL

(Luciana Pessanha Pires)

 

A sua palavra

semente

floresce

girassol

em mim.

 

 

Fonte:

Comunidade “Discutindo Literatura”

www.orkut.com/



- Postado por: Zezé Limeira às 09h17 PM
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 Um blog para adultos.
 
 
 
Abraço do
 
joaquim evónio
Seja bem-vindo ao meu site - Varanda das Estrelícias


- Postado por: Zezé Limeira às 01h59 PM
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MEU NAMORADO

 

Meu namorado

é antigo.

Não deixa que ninguém veja

meu umbigo.

Pede que eu dance pra ele.

E só pra ele.

Na penumbra.

 

Meu namorado se deslumbra.

Não quer que eu saia.

Diz que tem medo de vaia.

 

No restaurante,

faz desplante.

Tem ciúme.

Não quer que eu olhe

pra ninguém.

Diz que não fica bem.

 

Chama-me de sua filha.

Toma sopa de lentilha.

 

De noite, sua virilha

é pálida

e moribunda.

 

Meu namorado arrulha,

como passarinho,

sem ninho.

E seu gozo é sozinho.

 

Seu sexo é meio murcho,

pequerrucho.

 

Meu namorado joga baralho.

 

Meu namorado

apaixonado,

na hora do amor,

dá trabalho!

 

(Ana Cristina Soares)

 



- Postado por: Zezé Limeira às 10h21 PM
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Leonardo Leão

 

Mas que pena

a pena é pequena

e não te alcança

tola se lança

dança feito seta

e permanece inquieta

e nada fere

e tudo digere:

sobra-me esta mão

e a infinda solidão.

 

Recife, 9 de julho de 2006



- Postado por: Zezé Limeira às 11h30 AM
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COBRANDO OS NERUDAS NÃO DEVOLVIDOS

 

Com pedido de desculpas aos moderadores das listas, pelo off-topic. A causa é justa e muitos dos destinatários estão aqui:

 

Prezado coleguinha,

Se vc não me pediu livro emprestado, desconsidere esta mensagem, e queira me desculpar, pela intromissão em sua caixa postal. Não me restou outra alternativa, a não ser esta, para reaver alguns "Nerudas" meus em prateleiras indevidas; se vc me pediu livro emprestado nos últimos seis meses, também pode desconsiderar, temporariamente, porque ainda lhe dou um crédito de mais dois meses para concluir a leitura.

Seguinte: contabilizei uma grande baixa na relação dos meus livros, resultado de vários empréstimos que fiz. São mais de 80 exemplares, dentre eles alguns títulos que estimo, como Cem Anos de Solidão, O Amor Nos Tempos do Cólera, Memórias de Gregório Bezerra (esgotado), O Nome da Rosa; uma edição suturada de Amadis de Gaula, uma edição de luxo, bilingue, de Os Miseráveis (que ainda nem li), O Queijo e os Vermes, Tristam Shandy (de Sterne), O Xango de  Baker Street, O Mundo de Sofia, e até um Quixote, edições de bolso, entre outros.

Foram todos empréstimos selados à base de uma confiança recíproca e o compromisso de devolução imediatamente após a leitura.

Fica aqui, portanto, esta pequena "lembrança".

De antemão aviso: se não me devolverem os livros, vou fazer como um veterano fotógrafoa da minha terra (Serraria), que criou a "Galeria dos Esquecidos": as fotos dos devedores eram postas de cabeça para baixo em praça pública :-)

 

 

Postado por

Wellington Farias

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http://wfarias.blogspot.com

=======

# icq 24168695

=======

msn - quaderna2003@hotmail.com

=======

Joao Pessoa (PB

O ponto mais oriental das Américas

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- Postado por: Zezé Limeira às 10h24 PM
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Repórter atacado no meio da rua!


Vejam:
http://www.youtube.com/watch?v=0ejQ8c0iUl4

Saludos.
Maria José Limeira



- Postado por: Zezé Limeira às 11h42 AM
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BIOGRAFIA
Maria José Limeira (Ferreira) nasceu em João Pessoa-PB, Brasil, fez curso (incompleto) de Filosofia Pura na UFPB. Presa, em 1964, pelas forças da repressão, no Quartel do 15RI, abandonou seus estudos superiores,auto-exilando-se nas cidades do Rio e São Paulo, onde conviveu com os escritores Aguinaldo Silva, Vinicius de Moraes, Assis Brasil, José Edson Gomes. Conheceu, no Rio, o poeta português e crítico literário Arnaldo Saraiva, da cidade do Porto, que dedicou a ela seu livro ""Encontros/Des-encontros, amizade que perdura até hoje. Retornou à Paraíba nos anos 70, quando ingressou no Jornalismo, começando como repórter até chegar a ocupar cargos de Direção em diversos jornais, inclusive no semanário "O Momento", que ajudou a fundar...

Livros publicados:
"Margem", "Aldeia virgem além", "As portas da cidade ameaçada", "O lado escuro do espelho" (contos); "Olho no vidro"(novelas) e "Luva no grito" (romance). Escreveu também peças teatrais, como "Os maloqueiros", "O transplante" e "O alcoólatra". A peça "Os maloqueiros" recebeu Menção Honrosa em concurso de âmbito nacional promovido pela Prefeitura Municipal de Belo Horizonte-MG. Atualmente, escreve um livro de "Memórias".

Outros textos inéditos:
"Contos da escuridão" (contos), "Todos os seres" (poemas longos), "Crônicas do amanhecer" (crônicas). Foi uma das fundadoras, na Paraíba, do Movimento Feminino Pela Anistia (MFPA-Pb), num esforço conjunto com outras entidades pela promulgação da anistia ampla, geral e irrestrita no Brasil. Atualmente reside em João Pessoa-PB.
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