![]() ![]() ![]() |
Meu perfil BRASIL, Nordeste, JOAO PESSOA, MANGABEIRA, Mulher |
|

SER TRISTE
Maria José Limeira
Tristeza,
a leve onda
que corta o infinito
é só o sorriso
da Gioconda,
sem grito...
POESIA PROFUNDA
Maria José Limeira
Poesia bate
no fundo do poço
Grita em vão.
Toda dor
deste mundo
só faz mal
ao coração.
UM APELO QUE VEM DE PORTUGAL:
Ajudem a encontrar o “Mateus do Brasil”!
Cara Maria José Limeira:
No site "Instituto da Palavra", encontrei um texto, muito ternurento, do Mateus Vieira Santos (oito anos) que eu enviei, de imediato, "para alguém especial" : o Mateus, de Leiria, também com oito anos e uma grande paixão pela leitura e pela escrita. Já publica textos num jornal. Sonha ser escritor. E adora Mia Couto, cujos livros já devora com uma fome insaciável.
Troco correspondência com este amigo de palmo e meio, há dois anos.. Na sua carta mais recente, disse-me que adorou o texto "A maldição do zero" e que o Mateus do Brasil" poderá vir a ser um grande escritor... Gostava de lhe escrever e de ser amigo dele. O Mateus de Portugal acha que podiam conversar sobre os seus "gostos", mas não tem o endereço dele.
Maria José Limeira, poderá dar uma ajuda?
Aguardamos, ansiosamente, a sua resposta. Obrigada, desde já.
Um abraço amigo
Maria João Oliveira
mariajoaocoimbra@gmail.com:
P.S.: Tenho sentido a sua falta na Teia da Aranha.
Para um amigo que se matou
VIÉS PUNITIVO
(Bruno Pelicano)
Recalcitrante!
Mas ainda assim
— Destarte—
Insistimos em esquecer:
“Suicidas só disparam uma vez!”
Fonte: Comunidade “Bar do Escritor”
PÁTRIA MINHA
Vinicius de Moraes
A minha pátria é como se não fosse, é íntima
Doçura e vontade de chorar; uma criança dormindo
É minha pátria. Por isso, no exílio
Assistindo dormir meu filho
Choro de saudades de minha pátria.
Se me perguntarem o que é a minha pátria direi:
Não sei. De fato, não sei
Como, por que e quando a minha pátria
Mas sei que a minha pátria é a luz, o sal e a água
Que elaboram e liquefazem a minha mágoa
Em longas lágrimas amargas.
Vontade de beijar os olhos de minha pátria
De niná-la, de passar-lhe a mão pelos cabelos...
Vontade de mudar as cores do vestido (auriverde!) tão feias
De minha pátria, de minha pátria sem sapatos
E sem meias pátria minha
Tão pobrinha!
Porque te amo tanto, pátria minha, eu que não tenho
Pátria, eu semente que nasci do vento
Eu que não vou e não venho, eu que permaneço
Em contato com a dor do tempo, eu elemento
De ligação entre a ação o pensamento
Eu fio invisível no espaço de todo adeus
Eu, o sem Deus!
Tenho-te no entanto em mim como um gemido
De flor; tenho-te como um amor morrido
A quem se jurou; tenho-te como uma fé
Sem dogma; tenho-te em tudo em que não me sinto a jeito
Nesta sala estrangeira com lareira
E sem pé-direito.
Ah, pátria minha, lembra-me uma noite no Maine, Nova Inglaterra
Quando tudo passou a ser infinito e nada terra
E eu vi alfa e beta de Centauro escalarem o monte até o céu
Muitos me surpreenderam parado no campo sem luz
À espera de ver surgir a Cruz do Sul
Que eu sabia, mas amanheceu...
Fonte de mel, bicho triste, pátria minha
Amada, idolatrada, salve, salve!
Que mais doce esperança acorrentada
O não poder dizer-te: aguarda...
Não tardo!
Quero rever-te, pátria minha, e para
Rever-te me esqueci de tudo
Fui cego, estropiado, surdo, mudo
Vi minha humilde morte cara a cara
Rasguei poemas, mulheres, horizontes
Fiquei simples, sem fontes.
Pátria minha... A minha pátria não é florão, nem ostenta
Lábaro não; a minha pátria é desolação
De caminhos, a minha pátria é terra sedenta
E praia branca; a minha pátria é o grande rio secular
Que bebe nuvem, come terra
E urina mar.
Mais do que a mais garrida a minha pátria tem
Uma quentura, um querer bem, um bem
Um libertas quae sera tamem
Que um dia traduzi num exame escrito:
"Liberta que serás também"
E repito!
Ponho no vento o ouvido e escuto a brisa
Que brinca em teus cabelos e te alisa
Pátria minha, e perfuma o teu chão...
Que vontade de adormecer-me
Entre teus doces montes, pátria minha
Atento à fome em tuas entranhas
E ao batuque em teu coração.
Não te direi o nome, pátria minha
Teu nome é pátria amada, é patriazinha
Não rima com mãe gentil
Vives em mim como uma filha, que és
Uma ilha de ternura: a Ilha
Brasil, talvez.
Agora chamarei a amiga cotovia
E pedirei que peça ao rouxinol do dia
Que peça ao sabiá
Para levar-te presto este avigrama:
"Pátria minha, saudades de quem te ama...
Vinicius de Moraes."
Texto extraído do livro "Vinicius de Moraes - Poesia Completa e Prosa", Editora Nova Aguilar - Rio de Janeiro, 1998, pág. 383.
GIRASSOL
(Luciana Pessanha Pires)
A sua palavra
semente
floresce
girassol
em mim.
Fonte:
Comunidade “Discutindo Literatura”
|
Um blog para adultos.
Abraço do
joaquim evónio
|
MEU NAMORADO
Meu namorado
é antigo.
Não deixa que ninguém veja
meu umbigo.
Pede que eu dance pra ele.
E só pra ele.
Na penumbra.
Meu namorado se deslumbra.
Não quer que eu saia.
Diz que tem medo de vaia.
No restaurante,
faz desplante.
Tem ciúme.
Não quer que eu olhe
pra ninguém.
Diz que não fica bem.
Chama-me de sua filha.
Toma sopa de lentilha.
De noite, sua virilha
é pálida
e moribunda.
Meu namorado arrulha,
como passarinho,
sem ninho.
E seu gozo é sozinho.
Seu sexo é meio murcho,
pequerrucho.
Meu namorado joga baralho.
Meu namorado
apaixonado,
na hora do amor,
dá trabalho!
(Ana Cristina Soares)
SÓ
Leonardo Leão
Mas que pena
a pena é pequena
e não te alcança
tola se lança
dança feito seta
e permanece inquieta
e nada fere
e tudo digere:
sobra-me esta mão
e a infinda solidão.
Recife, 9 de julho de 2006
COBRANDO OS NERUDAS NÃO DEVOLVIDOS
Com pedido de desculpas aos moderadores das listas, pelo off-topic. A causa é justa e muitos dos destinatários estão aqui:
Prezado coleguinha,
Se vc não me pediu livro emprestado, desconsidere esta mensagem, e queira me desculpar, pela intromissão em sua caixa postal. Não me restou outra alternativa, a não ser esta, para reaver alguns "Nerudas" meus em prateleiras indevidas; se vc me pediu livro emprestado nos últimos seis meses, também pode desconsiderar, temporariamente, porque ainda lhe dou um crédito de mais dois meses para concluir a leitura.
Seguinte: contabilizei uma grande baixa na relação dos meus livros, resultado de vários empréstimos que fiz. São mais de 80 exemplares, dentre eles alguns títulos que estimo, como Cem Anos de Solidão, O Amor Nos Tempos do Cólera, Memórias de Gregório Bezerra (esgotado), O Nome da Rosa; uma edição suturada de Amadis de Gaula, uma edição de luxo, bilingue, de Os Miseráveis (que ainda nem li), O Queijo e os Vermes, Tristam Shandy (de Sterne), O Xango de Baker Street, O Mundo de Sofia, e até um Quixote, edições de bolso, entre outros.
Foram todos empréstimos selados à base de uma confiança recíproca e o compromisso de devolução imediatamente após a leitura.
Fica aqui, portanto, esta pequena "lembrança".
De antemão aviso: se não me devolverem os livros, vou fazer como um veterano fotógrafoa da minha terra (Serraria), que criou a "Galeria dos Esquecidos": as fotos dos devedores eram postas de cabeça para baixo em praça pública :-)
Postado por
Wellington Farias
=======
http://wfarias.blogspot.com
=======
# icq 24168695
=======
msn - quaderna2003@hotmail.com
=======
Joao Pessoa (PB
O ponto mais oriental das Américas
=====================
Repórter atacado no meio da rua!
Vejam:
http://www.youtube.com/watch?v=0ejQ8c0iUl4
Saludos.
Maria José Limeira